Após uma jornada, marcada por adaptações da programação, o Doclisboa regressa em maio à Culturgest para as últimas sessões de cinema da 18ª edição.

Entre 5 e 10 de maio, será possível assistir à primeira projeção da cópia restaurada da “Grand Opera: An Historical Romance”, de James Benning, e à estreia mundial das “Visões do Império”, o filme de Joana Pontes que revisita o passado colonial e reflete sobre a história e legado do império português imaginados a partir dos registos fotográficos familiares.

O festival exibirá ainda “Fé, Esperança e Caridade”, numa homenagem à realizadora e encenadora do filme, Maria João Rocha e, em estreia mundial, “Mata-Ratos ao Vivo na Academia de Linda-a-Velha”, de Patrick Mendes, que passará com “Enterrado na Loucura - Punk em Portugal 78-88 - A Segunda Vaga”, de Hugo Conim e Miguel Newton.

João Pedro Barriga apresentará o mais recente filme “Lembra-me da Vida Ali”, que conta com a presença de realizadoras portuguesas como Catarina Mourão, Catarina Alves Costa ou Susana Sousa Dias, Ricardo Moreira (vencedor do Prémio Revelação regressará com "Terraformar", e Irina Oliveira estreará “Semear, Fluir, Ouvir”, vencedor do Prémio Sophia Estudante 2021 para Melhor Curta-Metragem Experimental. 

A cerimónia de encerramento do 18º Doclisboa está marcada para dia 10 de maio, com a apresentação do filme “Paris Calligrammes”, da cineasta e artista visual alemã Ulrike Ottinger, em que a realizadora cruza as suas memórias pessoais sobre a efervescente e boémia Paris dos anos 60 e o lado mais político, social e cultural daquele período. 

Para além do anúncio do vencedor do Prémio Fernando Lopes atribuído a uma primeira-obra portuguesa apresentada no festival, o Doclisboa irá revelar na cerimónia de encerramento novidades sobre a programação da 19ª edição, que terá lugar entre 21 e 31 de outubro de 2021.

A programação completa está disponível aqui.

Texto de Isabel Marques
Fotografia da cortesia da organização