Os “The Jeggas” são uma banda de blues rock, que só se classifica como tal quando é estritamente necessária uma definição, porque dizem ter um estilo tão próprio e tão vivo que foge mesmo às regras. Em 2016, a banda gravou o seu primeiro EP e planeia ter nas mãos um disco até ao final do próximo ano.

O Gerador foi até ao seu refúgio, um antigo centro de mergulho nos Olivais, que os “The Jeggas” transformaram no seu lar. Depois de se atravessar toda a sala, e de se passar pelas estantes de livros, os caixotes de papel e pela playstation onde se rentabilizam as pausas dos ensaios, há uma porta que dá acesso ao estúdio, com poucos metros quadrados, onde os cinco membros da banda passam muitas horas seguidas, que entregam à música.

Num canto da sala, encontra-se uma pequena mesa escura, à volta da qual se sentaram os “The Jeggas” para falar sobre a sua história, o presente e o futuro. Em cima da mesa, repousa um cato e um boneco do HappyMeal ainda sem nome, companheiros seus que ali estão há anos e que assim devem ficar. Eles dizem ter também um gato imaginário a vaguear pela sala, o Jegga. Este tem nome, mas nunca ninguém o viu. Adriana Sá Couto é a vocalista, Luís Reis o guitarrista principal e Diogo Alves é quem faz soar a guitarra ritmo. A bateria está por conta de Pedro Gonçalves e o baixista é Rodrigo Lima, embora ele só o seja há pouco tempo, apesar de o já tocar baixo na banda há três anos.

Quando regressarem da Galiza, onde vão estrear-se nos festivais, a 19 e 20 de outubro, os “The Jeggas” voltarão em força aos concertos nacionais. De momento, talvez ainda passem um pouco despercebidos aos olhares do público, mas o grupo promete surpreender e chegar em breve ao coração de muitos mais ouvintes. O Gerador foi saber mais sobre este quinteto que presta homenagem ao blues.

Gerador – Como é que surgiram os “The Jeggas”? Já agora são os “Jeggas” ou os “The Jeggas”?

Adriana Sá Couto – É redundante. Nós somos os “The Jeggas”. Mas sim, isto é uma eterna discussão, é difícil chegar a acordo.

Luís Reis – Mas é “The Jeggas”. A Adriana é que manda aqui, por isso é “The Jeggas”.

G. – E como é lidar com estes quatro rapazes, Adriana?

ASC – Bom, acho que a minha resposta a isto teria de ser censurada, porque é chato. (E a sua expressão parece revelar bastante sinceridade, ao dizê-lo, mas, mais adiante, vamos perceber que a Adriana é licenciada em Teatro) Não, estou a brincar! Eu gosto muito deles. Eles tratam-me muito bem, mas às vezes faz falta uma rapariga. Mas eu não deixo nenhuma rapariga entrar na banda, sou só eu!

Pedro Gonçalves – Territorial!

Rodrigo Lima – Ela é o macho alfa na versão feminina, é a fêmea alfa.

Depois o Luís pede a Adriana que seja ela a explicar como é que as histórias dos cinco músicos se cruzaram, até à formação dos “The Jeggas”, em 2015.

ASC. – Ui, é uma grande história, vão ter de resumir (risos). Ok, então eu e o Luís fomos da mesma turma e depois descobrimos que ele tocava guitarra e eu cantava, que idade é que nós tínhamos?

LR. – Dezasseis, sim.

ASC. – Nós começámos a tocar juntos e gostámos. Antes desta malta toda, começámos os dois a fazer algumas experiências, e algumas das músicas que nós tocamos hoje, versões mais elaboradas, até começaram por ser versões acústicas minhas e do Luís. Eu cantava e ele tocava guitarra e fazia as segundas vozes, e de vez em quando eu também tocava. Depois, percebemos que era bom tornarmos a coisa mais complexa, e …o que é que aconteceu primeiro, foi o Pedro?

LR. – Foi o Pedro.

PG. – Não, não! Conheceste primeiro o Diogo, no Algarve.

LR. – Ah, pois foi!

ASC. – Pois, sim!

E, logo de seguida, a conversa acaba por surgir entre os cinco “Jeggas”, assim como em muitas outras ocasiões ao longo da entrevista. Relembram agora uma experiência que fizeram com um baterista, que todos recordam, entre risos. Até que Adriana lembra que isso não interessa agora. Lima propõe censurar essa parte. Luís decide, então, voltar à história da banda.

LR. – Sim, e houve um dia que nós estávamos a tocar na Praia da Rocha, eu e a Adriana, e o Diogo apareceu lá.

Diogo Alves – Sim, eu estava em Portimão, normalmente vou lá de férias, e apareci lá.

LR. – Eu já o conhecia, de Lisboa, sabíamos que ele tocava, e dissemos-lhe para ir tocar connosco no dia a seguir. Tocámos os três, correu bem, e convidámo-lo para fazer parte da banda.

Depois, olham todos para o Pedro, e torna-se evidente qual deles foi o próximo a tornar-se “jegga”.

LR. – Ele andou comigo na escola, e já tínhamos tocado em miúdos, na brincadeira, no armazém dele…

PG. – No terraço, no terraço.

LR. – (sorri e depois continua) – Pronto, e lembrei-me dele, liguei-lhe e começámos mais ou menos durante um ano a tocar os quatro. Éramos duas guitarras, bateria e voz, só que faltava completamente um baixo.

ASC. – Muita gente nos dizia isso: “falta um baixo, precisam de um”.

PG. – Eia, lembro-me bué bem da tua chamada! (diz a Luís) Estava em Vilamoura e tu ligas-me a dizer “ei, Pedro, em setembro estás disponível?”. E eu: “yaaaa”.

Depois Pedro sorri, e o seu olhar está claramente ainda no sul do país, naquele dia em que se tornou membro da banda. Talvez por isso é que os seus ouvidos nem se aperceberam de que os “The Jeggas” contavam já como ganharam um baixista, o Lima, que sorri também de satisfação, mas desta vez ali, bem presente, naquela sala nos Olivais que já foi centro de mergulho e onde os cinco encontram refúgio. Na verdade, quem for a um concerto desta banda blues rock, vai descobrir, entre muitas outras coisas, que este sorriso que o Lima agora esboça está neles também sempre presente. Assim como o dos seus colegas dos “The Jeggas”. Com as devidas variações, claro, nuances que moldam a música que fazem e cujos rostos por ela se deixam esculpir.

LR. – (retoma) Não conhecíamos nenhum baixista. Mas o Pedro conhecia o Lima do Rainha, do secundário. E houve um dia que decidimos ir tocar os três.

RL. – Eu conheci-o numa coisa, … (aponta para o Pedro) posso revelar? Era a banda pop rock do Rainha D. Leonor. (Faz um breve silêncio e depois revela o que até agora só os “The Jeggas” sabem, naquela sala). Eu sou guitarrista.

Depois, riem-se todos e começam a falar ao mesmo tempo, até que a voz de Adriana consegue manter-se lado a lado com o silêncio, e explica a relação do Lima com a sua classificação musical.

ASC. – Ele demorou para aí três anos a assumir que também era baixista. Ele dizia “eu sou baixista, mas estou só a ajudar”. Mas pronto, agora já aceitou.

RL. – Mas na altura, quando os conheci e toquei algumas vezes com eles, não precisavam de um terceiro guitarrista. Epá, já chegava de guitarristas! Então, o que desencadeou tudo isto foi aqui o Pedro ter recebido um baixo no Natal! Era uma coisa velha, mas com cordas. E pronto, agora aqui estou eu como baixista.

LR. – E assim foi até à data.

Estúdio da banda, um antigo centro de mergulho que transformaram no seu lar

 

G. – Quanto ao vosso estilo, como é que se definem?

LR. –  Nós somos cinco pessoas com influências muito diferentes. O Diogo é mais do rock, a Adriana é do reggae e do soul. O Pedro é do rock, do jazz, e o Lima também do jazz e um bocadinho de tudo. Ele e o Pedro estudam jazz, agora. E quando compomos, essas influências juntam-se todas. Não temos assim bem um estilo definido, temos músicas com vários estilos. Mas podemos falar de nós como um blues rock.

ASC. – Eu acho que isto de nós não termos um estilo acontece também porque não temos uma regra. Há músicas que são compostas por uns e por outros, e somos influenciados pelo que vamos ouvindo na altura.

LR. – Nós, tendo uma banda assim, com a Adriana com uma voz muito característica, uma rapariga, temos muito a Janis Joplin como referência.

ASC. – E a Amy Winehouse.

LR. – E depois todos temos as nossas “cenas”. Hendrix, B. B. King, …

PG. – Led Zeppelin, …

LR. – Beatles.

DA. – Tudo isto é bom porque não há uma linha de composição, algo característico, o que enriquece. É uma junção de tudo.

G. – Mas sentem que já encontraram o vosso estilo, ou sentem que ainda estão à procura e vão sempre continuar à procura?

LR. – É uma coisa que já existe, mas que vamos sempre polindo e descobrindo também.

ASC. – E que vai convergindo, e tem vindo cada vez mais a aproximar-se de alguma coisa. Mas mesmo assim, são vários estilos, sim. Temos músicas que são claramente rock, ou claramente reggae, ou claramente blues, mas cada vez mais estamos a aproximar-nos de algo mais concreto e singular. E os nossos últimos originais demonstram uma certa coerência, de alguma maneira.

LR. – Estamos a ir para um sítio onde nunca vamos chegar completamente, mas dirigimo-nos a um lugar.

PG. – E as próprias músicas são também, uma mistura de tudo. Há partes de blues, outras de rock ou reggae.

Depois, todos concordam que há um estilo que os define, sem dúvida: o estilo “jegga”.

 

G. – Como é o processo criativo e de composição?

ASC. – Depende, eu costumo escrever as letras geralmente, o Luís também. Quanto à música, o mais comum é o Luís ter uma ideia e…

LR. – A nível instrumental, normalmente algum de nós tem uma malha em casa que traz para aqui e depois e vamos lá para dentro para o estúdio tocar e ficamos lá de volta daquilo uma data de tempo. Às vezes, a Adriana começa a improvisar a letra, a juntar uma melodia, outras vezes ela traz uma ideia na guitarra dela e nós desmanchamos aquilo tudo e transformamos em algo.

ASC. – Não há ninguém que decida tudo, não há um maestro que decida o que cada um vai fazer. Vamos todos acrescentando algo.

RL. – Um pouco por tentativa e erro.

LR. – E o que temos sentido é que as melhores músicas que temos, as que gostamos mais, são as mais recentes. Sentimos que são mais especiais, porque foi tudo ali dentro, no estúdio, todos juntos. Ultimamente, temos criado tudo juntos, a dar ideias, e assim é que fica mais vivo.

RL. – Eu sinto muito isso, porque quando me juntei, as músicas já existiam e eu pensava: “deixem-me lá arranjar uma linha que complemente isto que já existe”, e o facto de estar a criar ali a linha em tempo real, ao mesmo tempo que está tudo a cristalizar, é um input criativo diferente.

ASC. – Também o facto de sermos cada vez mais próximos todos agora permite que haja mais espaço para todos, não há constrangimentos. Cada um dá ideias, que podemos contrariar, e as coisas vão acontecendo organicamente.

PG. – Acontece muitas vezes discordarmos, mas facilmente chegamos a um consenso.

RL. – O foco é sempre servir a música.

 

 

G.- Pretendem que o valor da música esteja nas letras ou na própria melodia em si?

DA. – As músicas são todas diferentes, mas há sempre um balanço.

ASC. – Sim, mas há também uma coerência sempre. Não é só uma letra que está a ser posta em cima de uma letra já feita e a letra tem só de caber na métrica ou é só uma música que eles fazem para servir uma letra. As músicas só existem depois de estarem feitas. Diria que, a partir do momento em que a letra é uma música ou uma música tem uma letra, o poema em si já não existe sozinho, nem os acordes, ritmos, e por isso são os dois igualmente importantes, estão lado a lado.

LR. – Tocamos para pessoas, gostamos é que as pessoas se identifiquem, portanto, às vezes o instrumental pode não ser teoricamente muito complexo porque também não precisamos disso. Precisamos que as pessoas se identifiquem com as músicas, por isso às vezes não fazemos coisas muito malucas, se não vão ter o retorno que nós queremos, e, outras vezes, bem pelo contrário, queremos é fazer umas coisas maradas, para ver até onde é que aquilo vai.

RL. – Nós somos exigentes connosco próprios. Se não sentirmos que o balanço está lá, pomos de parte.

LR. – Fazer com que nós nos identifiquemos e as pessoas também, é o objetivo.

 

G. – A vossa música é mais como um fim ou um meio, no sentido em que, por exemplo, tentam passar uma mensagem a quem ouve, ou é a própria música o que desejam oferecer às pessoas?

ASC. – A nossa música não é propriamente uma sentença, é mais um meio de alguma coisa. E somos fiéis a isso quando não nos fechamos num estilo.

DA. – Isso acontece também quando não tocamos as músicas da mesma maneira, elas têm o seu esqueleto, mas são sempre diferentes.

PG. – E há muita liberdade para cada um e enquanto grupo.

LR. – Todos os dias e todas as noites que tocamos, sentimo-nos de modos diferentes. Trata-se de pôr no instrumento o que está ali naquele dia a acontecer e acaba por ser sempre algo diferente.

ASC. – As próprias músicas evoluem por isso mesmo, por termos essa liberdade de experimentar algo diferente. Há músicas que já não têm nada a ver com o que são agora, mesmo as músicas do EP.

PG. – Sim, o EP foram experiências, as músicas agora estão completamente diferentes. Foi em 2016.

RL. – Eu nem sabia tocar baixo, não é? Note-se… (risos)

DA. – O “What if”, por exemplo, que é assim algo, a nível musical, um bocado quadrado, é aquilo e pronto, até isso mudou já. E tudo o que já fizemos e evoluímos, estamos a conseguir colocar nas músicas cada um. É incrível, já não tem nada a ver, mas tem tudo a ver. Há uma coerência de grupo que depois forma uma música.

LR. – Epá, caramba, isto é bonito!

Depois de lançar esta expressão cheia de palavras emocionadas, Luís desencosta-se ligeiramente do seu lugar no sofá, entre Diogo e Adriana, e aplaude os feitos dos The Jeggas, uma banda com uma longa história e uma pequena carreira ainda, que é uma banda de cada um deles e, ao mesmo tempo, dos quatro outros jeggas que ali se reúnem à volta da mesa. Entusiasmados, os cincos batem palmas e os seus rostos são a prova viva, naquele momento, do orgulho e da felicidade.

 

G. – E qual é o vosso objetivo enquanto banda?

LR. – Queremos ir o mais longe possível. Este verão tivemos muitos concertos.

ASC. – Sim, em sítios diferentes e com públicos diferentes.

LR. – E depois desses concertos, vamos até ter a oportunidade de tocar em Espanha, a 19 e 20 de outubro. Vamos tocar na Galiza, num festival. Nós este ano adorámos os concertos, mas queremos no que aí vem passar para os festivais, ter mais concertos só de originais. E o próximo objetivo é gravar o álbum, claro. Já temos 15 ou 16 originais e mais ideias. Não queremos prometer nada, mas até ao final de 2019 esperamos já ter algo cá fora.

RL. – E tendo nós toda esta química e dinâmica de grupo, toda esta confiança uns nos outros para sermos criativos juntos, isto é de aproveitar, porque não se arranja assim num estalar de dedos com qualquer grupo de pessoas. E sempre que a banda tem momentos difíceis, é a nossa ligação que nos salva. Nós conseguimos usar isso para nos exprimirmos, e isso é das melhores sensações que um músico pode ter.

LR. – Bem, risca tudo e põe só isto que o Lima disse. Copia só isto que ele disse, esquece o resto (diz, sorrindo).

ASC. – O Lima tem sempre razão, não é?

LR. – Nós temos um lema na banda: “O Lima tem sempre razão”.

RL. – É tipo aquela mãe que diz: “Epá, tu devias levar o casaco”, é tipo isso.

LR. – Exato, e depois não levas e ficas constipado, é isso.

Atuação dos “The Jeggas”no Tokyo Lisboa a 19 de setembro

 

G.- Olhando para o panorama musical atual, vocês sentem que têm de deixar algo vosso de parte, na vossa produção musical, e, de certo modo, pensar primeiro no que o público vai querer comprar em vez de primeiro pensar no que vocês querem realmente fazer?

DA. – A nossa música é demasiado genuína para isso.

E aqui surge mais um abraço de grupo.

ASC. – Quando estávamos a gravar o EP, o produtor que estava connosco disse-nos: “essa música é demasiado comprida para ir para a rádio”. E ele tinha razão, mas eu lembro-me de pensar que isso me incomodava, porque aquela música existia assim, e cortá-la era deixar de existir essa música e passar a existir outra. Acabámos por não gravar a música, preferimos gravar outras.

LR. – Talvez seja mais difícil seguir por esse caminho e nos leve mais tempo, o de mantermo-nos fiéis à música que queremos fazer. Mas, depois, quando formos contar a história, vai-nos saber muito melhor.

 

G. – Podíamos até falar da questão da complexificação e da simplificação da música com as quais nos debatemos hoje em dia…

PG. – Cada vez mais as pessoas tentam fazer uma coisa mais crua, e acho que já não há tanto pudor em mostrar essa parte vulnerável. Mas há espaço para tudo, claro.

 

G. – Como é que vocês têm sentido o reconhecimento do público?

DA. – Lembro-me perfeitamente de, no “Tokyo”, a Adriana virar-se para trás, para nós, a meio de uma música e sussurrar: “eles estão a cantar a nossa música”.

LR. – Foi das melhores sensações que tivemos, a de ver que as pessoas sabiam a letra, e mal se ouvia a Adriana a cantar. Foi muito porreiro, mesmo.

ASC. – Mas existem sempre reações diferentes. No geral, é positiva a reação do público, mesmo durante o concerto, mas é muito distinta de palco para palco.

PG. – Sim, há públicos mais recetivos do que outros, e isso influencia muito a energia em palco, até a forma como nos relacionamos e a própria interação artista-público, o que estamos a viver.

 

G. – Mas vocês também têm a vossa vida fora dos “The Jeggas”. Como é que conseguem conciliar tudo isso e de que modo depositam as vossas esperanças numa vida na música?

LR. – Até ao ano passado, ainda estávamos todos a estudar e com a banda. Nós ensaiamos e compomos sempre com alguma regularidade, mas o objetivo de todos aqui é ser músico, é vivermos todos da música. Era porreiro se fosse só com os “The Jeggas”, mas não sei se em Portugal isso vai dar. O Diogo estudou Ciências Musicais, a Adriana estudou Teatro, eu estudo Comunicação Social e o Lima e o Pedro estão no Hot Clube. Bom, mas quanto aos “The Jeggas”, podemos dizer que estão bons e recomendam-se.

 

 

Entrevista e fotografias por Carolina Gaspar

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