Está a decorrer, até ao dia 18 de novembro, o Festival de Teatro da Covilhã 2022. O evento teve início no dia 5, com a apresentação da peça “A maluquinha de Arroios”, de André Brun e com encenação de Maria João Luís, no Teatro Municipal da Covilhã.
Seguiram-se três dias dedicados ao público mais jovem e à comunidade escolar. Ao longo dos dias 8, 9 e 10, o Auditório do Teatro das Beiras recebeu as companhias Krisálida Teatro, ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve e Baal 17. A primeira apresentou, no dia 8, a peça “100 C@aras”, refletindo sobre o tema “ciberbullying”. Já no dia 9, a segunda exibiu “Sibí & Pip – uma viagem entre as pequenas palavras de Pessoa”, uma peça onde “as palavras do poeta foram apresentadas aos mais novos”. Por último, Baal 17 trouxe ao público “Uni-Verso”, uma peça que contou a história do casal Yokohama e a sua lista de desejos.
No dia 11, o Auditório do Teatro das Beiras recebeu a Companhia do Teatro de Braga que apresentou as peças “A mais forte” e “Pária”, de August Strindberg, com encenação de Rui Madeira. Salienta-se que “A mais forte” foi uma peça escrita especialmente para Siri von Essen, mulher de Strindberg, e que “Pária” foi descrita como “uma adaptação teatral muito pessoal do conto de Ola Hanson”, um escritor sueco seu amigo.
Ainda no mesmo local, a Associação Teatro em Curso apresentou “O Cerco de Leninegrado”, de José Sanchis Sinisterra, “uma obra em que ambas as personagens são testemunhas de um tempo que já não existe, mas que alerta a nossa sociedade para os perigosos tempos que atravessamos”.
A semana que se segue, a começar no dia 14 de novembro, será dedicada a José Saramago e ao centenário do seu nascimento. O Teatro do Noroeste irá exibir duas sessões dedicadas às escolas da peça “A maior flor do mundo”. Nela, “Saramago transforma-se em personagem e conta que sempre quis escrever um livro infantil sobre um menino que faz nascer a maior árvore do mundo”. Já no dia 16, o Teatro das Beiras e Karlik Danza Teatro, irão apresentar “Quem se chama José Saramago”. Serão realizadas 2 sessões, uma para o ensino secundário e outra para o público em geral, no Teatro Municipal da Covilhã.
O Festival de Teatro da Covilhã irá terminar a sua edição com a peça “Aqui, onde acaba a estrada”, de Igor Lebreaud, pel’A Escola da Noite, no Auditório do Teatro das Beiras. Será uma obra que contará a história de “uma família, que há gerações foge da guerra, e que chega, por fim, ao local onde a estrada termina”, na esperança de encontrarem um mundo melhor.
Os bilhetes para o Festival podem ser adquiridos através da Ticketline ou na bilheteira do Auditório do Teatro das Beiras e Teatro Municipal da Covilhã. Toda a programação pode ser consultada através do site do Teatro das Beiras.