A atriz e encenadora portuguesa volta ao palco do Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, após a pandemia ter obrigado a interromper o ciclo de solos começado no início do ano. Há ainda cinco dos monólogos mais emblemáticos da sua carreira por ver.

Depois de ter representado “A Boa Alma”, em março deste ano, e de ter retomado este ciclo de monólogos já em setembro, com a “Virgem Doida”, seguem-se mais cinco espetáculos.

De 15 a 19 de setembro, a atriz apresenta “Lar Doce Lar”, reunindo vários autores; de 24 a 26 de setembro, “Rosa Crucificação”, a partir de Henry Miller; de 29 de setembro a 2 outubro, “Rua de Sentido Único”, também de vários autores; a 6, 8 e 10 de outubro, “Variações Sobre a Última Gravação de Krapp”, com texto de Beckett; e de 15 a 17 outubro, “Os Meus Sentimentos”, de Dulce Maria Cardoso.

Cada um destes solos corresponde a momentos decisivos do seu percurso de 28 anos no teatro, momentos de descoberta, de investigação, de rutura, de novos inícios. Agora, em 2020, todos juntos, criam um novo projeto artístico.

O título “Este é o Meu Corpo” refere-se ao corpo de trabalho de Mónica Calle, bem como ao seu corpo físico, um dos principais motores e eixos de criação. Com este gesto, a atriz procura uma atualização dos diferentes espetáculos – que traduzem as suas principais linhas artísticas –, e uma possível reflexão sobre o seu percurso.

Texto de Flávia Brito
Fotografia via Unsplash

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"Este é o meu corpo". Monólogos de Mónica Calle regressam ao São Luiz