Afinal, quem foram e de que modo se destacaram os vencedores do Prémio Camões? Uma exposição digital composta por cartazes com design de Luís Mendonça dá resposta a estas perguntas. A organização está a cargo da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), enquadrando-se esta iniciativa na participação de Portugal na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Brasil.
“Foi organizada pela DGLAB, no âmbito da participação de Portugal na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, uma exposição dedicada aos vencedores do Prémio Camões”, dá conta uma nota publicada no Portal da Cultura.
A exposição que se dedica, assim, aos vencedores das primeiras 33 edições deste prémio, de Miguel Torga e Paulina Chiziane, está disponível em formato digital, podendo ser descarregada aqui.
Há, portanto, 33 cartazes sobre cada um dos vencedores, com design gráfico de Luís Mendonça, profissional, por sua vez, também premiado, tendo trabalho publicado em diversas editoras, jornais e revistas de referência.
A exposição arranca com um cartaz dedicado a Miguel Torga, que explica que este autor tem uma obra marcada pelo cunho biográfico, bem como pelo inconformismo e pela revolta. Mas há também cartazes que se debruçam, por exemplo, sobre o trabalho de Vergílio Ferreira, José Saramago, Pepetela, António Lobo Antunes, Mia Couto e Chico Buarque.
Convém explicar que o Prémio Camões foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989, sendo “o maior prémio de prestígio da língua portuguesa”. Esta distinção é atribuída anualmente e constitui uma “homenagem à literatura em português”, daqui que a escolha do escritor premiado recaia sobre nomes que contribuam “para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa''.
Em 2021, o Prémio Camões foi atribuído à escritora moçambicana Paulina Chiziane. “O júri decidiu por unanimidade atribuir o Prémio à escritora moçambicana Paulina Chiziane, destacando a sua vasta produção e receção crítica, bem como o reconhecimento académico e institucional da sua obra. O júri referiu também a importância que dedica nos seus livros aos problemas da mulher moçambicana e africana. O júri sublinhou o seu trabalho recente de aproximação aos jovens, nomeadamente na construção de pontes entre a literatura e outras artes. Paulina Chiziane está traduzida em muitos países, e é hoje uma das vozes da ficção africana mais conhecidas internacionalmente, tendo já recebido vários prémios e condecorações”, foi explicado na altura.