No dia 25 de Julho, a exposição de arte contemporânea “Incómodo”, será inaugurada no Museu Municipal de Faro, em parceira com o projecto Manicómio. Nesta, serão exibidas obras de pintura, escultura e cerâmica.

O título “Incómodo” insere-se na orientação do projecto, a de provocar. Nesta exposição em particular, “incómodo que o estigma proporciona tanto às pessoas com saúde mental, como às que não o têm”. “Mas é um incómodo artístico, visual, de estética”, diz o director artístico, Sandro Resende, à Lusa.

Os artistas cujas obras estarão exibidas são Cláudia R. Sampaio, Bráulio, Anabela Soares, Joana Ramalho e Pedro Ventura, “artistas que ‘querem trabalhar a arte pela arte’ e que entraram recentemente no mercado na arte contemporânea podendo ‘incomodar outras pessoas, na forma de ver a arte e na estética do que se produz'”, continua a agência.

Uma vez que o Manicómio é um espaço que promove obras de artistas com experiência de doença mental, procurando combater o estigma a esta associado e gerar um movimento de inclusão, Marco Lopes, director do Museu Municipal de Faro, refere que esta iniciativa se insere “no espírito do museu em receber arte sem tabus, sem preconceitos e dar oportunidade de todos em poder mostrar os seu talento artístico e as suas manifestações culturais e pensamentos”.

O projeto Manicómio, inaugurado em 2019, em Lisboa, foi fundado por Sandro Resende e José Azevedo, a partir da sua experiência, enquanto dinamizadores de aulas de artes plásticas no Hospital Júlio de Matos em Lisboa, no âmbito de Associação de Desenvolvimento Criativo e Artístico P28.

“Incómodo” poderá ser visitada até final do mês de Agosto, de terça a sexta, das 10h00 às 18h00, e, aos sábados e domingos, das 10h30 às 17h00. O acesso será limitado a 20 pessoas.

Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Pintura de Cláudia R. Sampaio, disponível na página de Facebook do Manicómio