No dia 18 de Julho, a Associação Portuguesa de Escritores distinguiu o poeta e ensaísta Fernando Guimarães com o Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho. Este particular reconhecimento deve-se à obra Junto à Pedra, publicada em 2019, pela Afrontamento.

O prémio foi, por unanimidade, atribuído pelo júri, composto por Carina Infante do Carmo, José Manuel de Vasconcelos e Rita Patrício, que diz tratar-se de “uma obra de composição equilibrada e orgânica, com ressonâncias maioritariamente clássicas e uma sólida meditação de índole filosófica, fundada no diálogo com a tradição artística ocidental”, cita a agência Lusa.

A cerimónia de entrega do prémio, cujo valor monetário é de 12 500 euros, ainda não está agendada.

O Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores, com o patrocínio da Câmara Municipal de Loures, teve início em 2019, quando atribuído a Gastão Cruz. “Galardoa anualmente uma obra de poesia, em português e de autor português, publicada integralmente e em primeira edição – no ano de 2019.”

A obra de Fernando Guimarães movimenta-se entre a poesia, a ficção, o teatro e o ensaio, onde a literatura portuguesa, principalmente a do século XIX até à contemporaneidade, é pensada. O seu percurso na literatura passa pelo exercício de crítica, colaborando com revista Colóquio/Letras e no Jornal de Letras, Artes e Ideias (JL), de tradução e de investigação no Centro de Estudos do Pensamento Português da Universidade Católica Portuguesa. Trabalhou ainda com artistas plásticos, nomeadamente no que diz respeito à apresentação de catálogos de exposições.

O presente prémio não é um caso isolado. O escritor foi aplaudido com outros da APE, assim como da Associação Internacional de Críticos Literários, do PEN Clube, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e da Universidade de Évora.

Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Fotografia de Jonas Jackobsson, via Unsplash