A 37ª edição do festival de teatro de Almada decorre entre os dias 3 e 26 de julho, desta vez com programação maioritariamente nacional e um maior número de sessões por espectáculo.

A Companhia de Teatro de Almada (CTA) decidiu avançar com o Festival, apesar do cenário de incerteza. Mas antes, para compreender se haveria adesão que justificasse a realização do mesmo, contactou telefonicamente vários dos espectadores das edições anteriores. “Mais de metade dos nossos espectadores disse-nos que queria que houvesse festival e que, havendo, compraria a assinatura e viria”, contou o director da CTA ao PÚBLICO.

Ainda que o evento vá acontecer, a programação sofreu alterações, devido às limitações decorrentes da pandemia. Por causa das restrições associadas à circulação internacional, este ano a programação será sobretudo portuguesa. Contudo, o diretor artístico revela que poderão surgir novas leituras, para além da meramente artística, já que “a ideia de festival é de abertura”.

Apesar dos esforços da organização do festival para manter alguns dos espetáculos internacionais inicialmente previstos, neste momento o Festival Almada conta apenas com duas presenças internacionais confirmadas, podendo juntar-se ainda uma terceira. 

Nesta edição, o Festival será mais comprido do que o habitual, dando a possibilidade de ter um um maior número de sessões por espectáculo. Isto acontece uma vez que as salas estarão reduzidas a 50% da sua capacidade. 

A apresentação pública do evento já tem data marcada, a 19 de junho, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada.

Texto de Bárbara Dixe Ramos
Fotografia de Nuno Ferreira Santos/PÚBLICO

Se queres ler mais notícias sobre a cultura em Portugal, clica aqui.