Os filmes portugueses Casa de Vidro, de Filipe Martins, e Anteu, de João Vladimiro, estão selecionados para a competição da 48.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão, que tem lugar na Holanda, de 23 de janeiro a 3 de fevereiro.

Com estreia mundial em Roterdão, a obra de Filipe Martins, que junta o documentário com a ficção, integra a secção Voices Short do festival. A ação de Casa de Vidro desenrola-se na cidade do Porto e gira em torno de um sem-abrigo toxicodependente, que vive entre um parque de estacionamento de um supermercado e um stand de automóveis abandonado. A produção do filme ficou a cargo do centro de artes performativas Balleteatro.

A curta-metragem Anteu estreou-se na 26.ª edição do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, no passado mês de julho. Vencedor do prémio nacional do Festival Vista Curta 2018, organizado em novembro pelo Cine Clube de Viseu, o trabalho de João Vladimiro contou com a participação dos habitantes de Covas do Monte, uma aldeia no distrito de Viseu, perto de São Pedro de Sul, onde decorreu a sua rodagem.

A concorrer em Roterdão na Amodo Tiger Short Competition, Anteu teve a colaboração de Frederico Lobo e Luís Palito na criação do argumento e do escritor Gonçalo M. Tavares na narração. Já em setembro do ano passado, a curta-metragem fez parte da programação do 56.º Festival de Cinema de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Além de Casa de Vidro e Anteu, o festival cinematográfico holandês conta ainda com a exibição da curta-metragem Terril, de Bronte Stahl, uma a coprodução entre Bélgica, Portugal e Hungria. Este realizador de documentários norte-americano já viveu na capital portuguesa e teve obras suas a concurso no DocLisboa. O seu filme integra a secção Bright Future Short na edição deste ano do festival de Roterdão.

Texto de Carolina Gaspar
Fotografia de sepalau59, disponível via Pixabay

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