No dia 6 de Agosto, a Companhia de Dança Contemporânea de Évora, promotora do Festival Internacional de Dança Contemporânea, informou, em comunicado, que este manter-se-á, apesar da pandemia. Realizar-se-à entre 27 de Setembro a 10 de Outubro, com programação reestruturada, “mais intimista”.

Esta ainda não está disponível, mas a CDCE adiantou que contará com “espetáculos e performances ‘de pequeno formato’ para ‘plateias reduzidas’, vídeos dança e ‘workshops’ apresentados ao ar livre e numa igreja”, que visam “‘devolver alguma normalidade à vida'”, as quais serão complementadas com iniciativas online, cita a agência Lusa.

O evento terá início com “a nova criação de Carla Jordão, uma proposta da Companhia de Dança de Almada” e encerrará com uma criação da CDCE, deste ano, com “assinatura” de Nélia Pinheiro, que também coreografou “Ensaio sobre a Cegueira”, a partir da obra de José Saramago, com coprodução da Câmara de Évora. Esta última será partilhada na Igreja de São Vicente.

O FIDANC propõe ainda um ciclo de criações de Amélia Bentes, cuja primeira obra é intitulada de “Um fio de Ar” e será apresentada num espaço público.

A programação destinada às crianças disponibilizará os seus conteúdos na Internet. Esta contará com a “estreia da nova criação de Gonçalo Almeida Andrade, que apresenta uma reflexão sobre o impacto do atual contexto de pandemia na natureza.”

O Festival surgiu em 1997, “como resposta à necessidade de abrir a região aos novos movimentos da dança contemporânea portuguesa”, concentrando-se, sobretudo, no “trabalho do criador”.

Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Fotografia disponível na página de Facebook da CDCE