Estreias de novos espetáculos de companhias de diferentes países, seis apresentações itinerantes e um ciclo de conversas sobre o panorama do setor entre profissionais da área são alguns dos destaques que marcam a 2.ª edição do Leme, festival dedicado ao circo contemporâneo que regressa a Ílhavo de 5 a 8 de dezembro. 

A Coreia do Sul como país convidado, mas também companhias da Alemanha, Espanha, França, Irlanda, Itália e Portugal fazem-se representar no festival com um total de 16 espetáculos, dos quais oito são estreias nacionais e um é uma estreia absoluta.

Por outro lado, o Leme conta este ano com seis apresentações itinerantes, resultado das candidaturas à secção Navegar, que acolhe os trabalhos de alunos de várias escolas do país, e ainda três oficinas, duas formações e duas residências artísticas.

Nesta edição, parte-se da ideia de matéria para que se abram novos caminhos e se criem novas linguagens para o circo, como é o caso do espetáculo FANG, da companhia espanhola Animal Religion, em que o intérprete se vai fundindo em argila ao longo do espetáculo.

De acordo com a organização, mantém-se a aposta na criação, através do apoio ao criador nacional Daniel Seabra, que apresenta [HOSE], um espetáculo de acrobacia aérea em que recorre a vários tipos de mangueiras de uma empresa da região, tornando-as não só cenário, mas também elementos do espetáculo, a que junta a cenografia de Maria Trabulo e o design sonoro de Miguel De.

Além disso, o Leme propõe um momento de reflexão e de pensamento crítico sobre o circo contemporâneo, dedicando um dos dias do festival ao Circus Fórum, um ciclo de conversas sobre o panorama do setor entre profissionais da área.

O festival é organizado pelo 23 Milhas, com a colaboração da Bússola, consultora estratégica para a cultura. Os bilhetes individuais e o passe geral, que dá acesso a todos os espetáculos do festival, estão à venda nos espaços do 23 Milhas e na bilheteira da BOL.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia do espetáculo PALS por Cíclicus

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