Após cancelamentos e eventos digitais, é mais um regresso à presença físca. O Festival MIL [Lisbon International Music Network] volta em setembro com um programa artístico renovado.

O festival dedicado à “descoberta, promoção, valorização e internacionalização da música popular” está marcado para os dias 15, 16 e 17 de setembro no Hub Criativo do Beato. Ali vão decorrer 50 concertos e uma convenção sobre transformação digital.

Nos destaques da programação figura o nome de Carla Prata, artista luso-angolana residente em Londres que faz a sua estreia nacional, YNDI, compositora franco-brasileira que conquistou o COLORS show com “Ailleurs”, Naima Bock, baixista de Goat Girl que se inicia agora em nome próprio e Queralt Lahoz, promessa da cena de música urbana espanhola que cruza o rap, flamenco, R&B e a copla. O festival que diz antecipar “futuras tendências”  enquanto vai “apostando em artistas que escapam às fórmulas comerciais pré-estabelecidas” terá também a presença de Dino Brandão e EU.CLIDES, nomes obrigatórios na nova pop e R&B, Faux Real, duo anti-rock que mistura o punk com a disco, e Kelman Duran, produtor dominicano que está a preparar um novo trabalho para apresentar em Portugal.

Ao longo dos três dias de festival, será ainda possível assistir aos concertos de Acácia Maior, A’mosi Just A Label, BabySolo33, Bia Maria, Cabrita, Club Makumba, Dame Area, Dianna Excel, Ellynora, Eugenia Post Meridiem, Fado Bicha, Gala Drop, Global Charming, Ikram Bouloum, Karel, Ladaniva, Los Sara Fontán, Hadi Zeidan, Herlander,Hun Hun, Maria Reis, Murman Tsuladze, Marinho, MØAA, MURAIS, Orange Dream, RAY, Roméo Poirier, Rosin de Palo, SecoSecoSeco, Silly, Stereoboy, Susobrino, Tristany, Uma Chine, We Sea, Yakuza e YN.

De acordo com a organização “este ano, o MIL vai ainda contar com duas residências artísticas: a primeira, desenvolvida em parceria com o Instituto Ramon Llull, juntará as espanholas Tarta Relena e os portugueses Lavoisier, a segunda, realizada em parceria com o Liveurope, convida o produtor Pedro da Linha e o músico Álvaro Romero (RomeroMartin).” Daqui resultarão dois espetáculos apresentados ao vivo no festival.

Na forma de masterclasses, keynotes, debates e workshops, é ainda assumida a vontade de “provocar o debate sobre todas as questões que determinam o futuro da música e da cultura”. “Partindo da premissa de que o futuro da cultura é o futuro do “ao vivo”, o programa de convenção do MIL introduz uma reflexão crítica sobre a transformação digital, onde serão abordadas as problemáticas como a soberania digital, as políticas do streaming, os direitos de autor, a crescente concentração levada a cabo pelas grandes empresas tecnológicas e as narrativas de resistência e de denúncia que neste espaço se desenvolvem”, de acordo com a mesma nota.

De forma complementar, será ainda debatida a importância de proteger e preservar os setores da música ao vivo e de todos os seus intervenientes, seja através do desenho de políticas culturais, do desenvolvimento de políticas de ação afirmativa ou da aposta em circuitos e artistas locais.

O programa completo e informação podem ser consultados na página oficial do MIL 2021. Os bilhetes já estão à venda e têm um custo entre 25 e 70€, consoante a modalidade escolhida.

Texto por Sofia Craveiro
Fotografia de Daniel Dvorský via Unsplash

O Gerador é parceiro do Festival MIL 2021


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