O Festival Portas do Sol, organizado pela ASTA – Teatro e outras Artes, nasceu para dar uma nova vida à zona histórica da cidade da Covilhã. Aonta com uma programação diversificada que vai desde a música, ao teatro, à dança aérea e novo circo para todas as idades, refere um comunicado enviado à agência Lusa.
“O Portas do Sol já aqui está, um espaço aberto e livre, onde todos estão convidados a entrar, onde todos são bem-vindos. Aqui as portas não se fecham, porque a cultura e as artes não têm barreiras, pelo contrário, quebram-nas”, afirma a ASTA.
A organização salienta ainda o sucesso das duas primeiras edições, que, apesar de terem decorrido em tempo de pandemia, superaram as expectativas e que permitiram aos participantes olhar de outra forma para o centro histórico.
“Estão lançadas as sementes para o futuro das artes de rua na cidade e com elas promover a discussão em torno da defesa do espaço público e recuperação do património urbano degradado, colocando-o ao serviço da população”, aponta a organização.
A ASTA frisa ainda que, “uma vez mais, procura trazer diferentes manifestações artísticas ao encontro dos públicos, e simultaneamente favorecer a afirmação das artes de rua como uma tendência 'democratizante' e emancipadora, capaz de gerar uma atitude criativa, inovadora e reivindicativa”.
Três dias de programação
A programação arranca amanhã, 30 de junho, com a instalação QR CODE, da Terceira Pessoa, que será inaugurada às 18h, na Casa dos Magistrados – Galeria Professor António Lopes. Às 19h, é apresentado, na Igreja de Santa Maria, um recital de música barroca com Ana Raquel Pinheiro, Marcos Magalhães e Raquel Cravino. E, às 21h, a Praça do Município recebe o espetáculo de circo contemporâneo Raiz, pelo Circo Caótico. Ainda no primeiro dia, às 22h30, o Miradouro das Portas do Sol será palco do espetáculo de música “Dois, Pois”, por d'Orfeu.
Na sexta-feira, 1 de julho, às 19h, o mesmo miradouro recebe o espetáculo de música Zuhk, por Henrique Vilão. Às 21h, a peça de teatro Passadeira Vermelha, por BAAL 17, é apresentada no palco atrás da Câmara Municipal da Covilhã. E, às 22h30, é a vez do espetáculo de dança vertical Sacred, por La Glo Circo, junto à Igreja de Santa Maria. Os Made of Bones fecham o dia, com uma atuação, às 23h30, no miradouro.
No sábado, 2 de julho, às 18h, a pianista franco brasileira Fernanda Canaud apresenta-se na Casa dos Magistrados. No mesmo dia, às 19h, a Praça do Município será palco do espetáculo de circo contemporâneo fuera de stock, seguindo-se às 22h, no mesmo local, o espetáculo Marielas da companhia Marioli. Tiago Nacarato é nome escolhido para fechar o festival, com uma atuação marcada para as 23h, no Largo da Rua António Augusto Aguiar.