Movido pelo combate às alterações climáticas em Mação, Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei, a programação de Fôlego arranca este sábado, 27 de novembro, com um concerto de Bruno Pernadas, na Casa da Cultura da Sertã. O programa vai atuar no território até ao verão de 2023, sempre com participação livre.

O Fôlego convida à imersão no património natural por via das artes, apelando à mobilização local, nacional e internacional pela mitigação da crise climática. A iniciativa vai aliar as artes, a ciência e o ambiente, trabalhando a problemática do clima, "não apenas numa abordagem conceptual e artística, mas também pela sensibilização e envolvimento da comunidade em ações concretas, no sentido da mitigação e adaptação aos efeitos da crise climática", refere o comunicado enviado à redação do Gerador.

Privilegiando o envolvimento da comunidade local em torno de um futuro saudável e consciente, o Fôlego – cujo nome "surge da associação do território ao fogo, mas também ao ar, necessário à combustão e à vida" – terá uma programação cruzada entre diversas áreas artísticas, nomeadamente, artes plásticas, dança, fotografia, música, novo-circo, novos media e teatro. E terá como eixo principal a arte participativa e comunitária, "em relação próxima com as populações, promovendo a mobilidade de públicos e artistas locais, nacionais e internacionais".

Selecionado para financiamento no quadro EEA Grants, Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, o projeto é promovido pela Academia de Produtores Culturais, em parceria com Mapa das Ideias, H2Dance (Noruega), Universidade da Islândia, Associação Pinhal Maior e os cinco municípios – Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila-de-Rei –, atuando num esforço coordenado entre dezenas de instituições locais, nacionais e internacionais, de caráter governamental e não-governamental. 

A programação arranca, no próximo sábado, 27 de novembro, na Casa da Cultura da Sertã, com um concerto de Bruno Pernadas. Mas há já outras iniciativas confirmadas: um intercâmbio de residências académicas e artísticas entre a Islândia e Portugal, intitulado "Ice & Fire", que culminará na elaboração de um manual de boas práticas para o clima entre os dois paíse; “Migrantes Climáticos”, um projeto de criação sobre as memórias das populações migrantes no local pela companhia Teatro O Bando, “Planta Party”, uma série de eventos musicais nas praias fluviais que levarão à reflorestação de áreas ardidas; “Vilas Mutantes”, um trabalho sobre as memórias, costumes e saberes da comunidade, pela coreógrafa Alice Duarte e o músico Alexandre Moniz; “H2Dance”, um “festival do futuro”, com foco nos desafios climáticos, preparado pela estrutura norueguesa H2Dance, envolvendo jovens e artistas locais profissionais; e ainda a criação de instrumentos musicais, a partir de galhos de árvores, por Fernando Mota, e a apresentação do projeto Mão Verde, de Capicua.

Fotografia da cortesia da organização

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