“Em Fanon, o termo negro advém mais de um mecanismo de atribuição do que de autodesignação. Eu não sou negro, declara Fanon, nem sou um negro. Negro é nem o meu nome, nem apelido, e menos ainda a minha essência e identidade… continuo a ser uma pessoa intrinsecamente humana, por mais violentas que sejam as tentativas que pretendem fazer-me crer do contrário” – Com esta citação de Achille Mbembe, no livro “Critica da razão Negra”, apresento a “Nossa Fonte”, uma plataforma, no Instagram, de exposição de artistas negros e celebração das vivências das gentes africanas, desenvolvida por pessoas com pés e cabeça, que elevam a Fonte a uma essência presente em qualquer pessoa e, por isso, de todos nós.

Fundado “de forma muito fluída” por Henrique Paris, mais conhecido por Jadson, em conversações com as próprias vivências e com os amigos, Laima Barros, Rafaela Neto, Rui Janga, Fábio Mabi, Fabrícia Glória, Nael D’Almeida e Jennifer King Friedman, os cofundadores do movimento, a ideia surgiu da necessidade de existir uma conexão entre pessoas africanas.

“O objetivo é proporcionar espaços de debate, conversa, pesquisa, tanto como haver essa projeção no sentido de colapso entre espaços”, refere Henrique.

“Eu acho que não é tanto o não existir, mas o facto de estarmos a falar sobre a mesma coisa, e não nos estamos a juntar no mesmo sítio para falar disso. Ser uma Fonte é exatamente uma forma de fazermos essa ligação, uma forma de não haver problemas de se juntar o bairro com a academia”, acrescenta Nael D’Almeida.

O perfil de Instagram  reúne informação sobre um conjunto de obras de artistas negros, nacionais e internacionais, performances e conversas em transmissões ao vivo, entre elementos do grupo e convidados.

A criação da Fonte não surgiu no momento da morte do George Floyd, “foram vários acontecimentos que se iam criando, com base no facto de serem pessoas racializadas, num país branco, racista, capitalista e num sistema imperialista”, expõem. Não existem formalidades no discurso, é autónomo. Tentam ao máximo manter-se longe da formalidade do homem branco standard e do urbanismo imposto à informalidade.

“A fonte vive por si só”. Entre idas e vindas no zoom, devido aos quarenta minutos disponíveis, Jadson e Nael D’Alemeida mostram-nos isso, agora, através de palavras.

Gerador (G.)  Como acham que as pessoas negras são vistas na cultura?

Nael D’Almeida (N.D.) – Não são vistas. Principalmente na pesquisa que temos feito, porque acabamos por fazer mais pesquisa de obras, artistas e estudos. É inacreditável a quantidade de coisas que vamos descobrindo e que nunca chegaram até nós. Não sei se abafam isso, mas essas pessoas não chegam a um lugar de destaque, para que acedas a essa cultura, arte, expressão. Na cultura e na cultura portuguesa existem da maneira que o branco quer.

Henrique Paris (H.P.) – A experiência negra tem sido muito uma personagem imaginária, um não-sujeito, como a Grada Kilomba fala, não disponibilizado para ser, tem sempre de entrar numa caricatura..

(N.D.) – E eu falo da minha realidade, enquanto pessoa africana na diáspora em Portugal, que o que eu vejo e principalmente as movimentações que estão a ser feitas agora, é que os corpos negros acabam por ser instrumentalizados, ou seja, a cultura e a arte é branca, então eles é que te vão dizer, por exemplo,  até onde é que a tua música pode chegar, até onde é que a tua arte performativa pode chegar. Eles é que ditam, e tu és um instrumento, dentro da forma como este espaço cultural está concebido. Não quer dizer que a tua arte seja isso, mas dentro do olhar do outro é limitadora, “só podes estar aqui, dentro desta caixa”.

(G.) – Acham que este projeto é uma maneira de rebater a forma como as pessoas negras são vistas na cultura?

(N.D.) – Sim, acho que é fazer uma desconstrução da forma como o sistema foi construído. Em vez de inverter a pirâmide é, mesmo, destruir a pirâmide.

(G.) – Como acontece a pesquisa de conteúdo para a fonte?

(H.P.) – A nossa forma de navegar é super autónoma. Há uma espécie de ordem que nos ajuda a gerir e temos um certo número de pessoas que faz pesquisas, mas cada pessoa vai aos meios que quer. Não há uma regra sobre que plataforma temos de utilizar, tem que ver com as associações de cada um, do que vem até nós no dia a dia. Misturamos muito o artista que já é conhecido ou que é nosso amigo, mas tentamos que seja uma pesquisa bem direta ou com base na nossa localidade. É super natural.

(N.D.) – Grande parte de nós está na academia, mas isso não tem muito que ver com a forma como trabalhamos. Acho que quem olha para as nossas obras, muitas vezes, tem essa ideia de que é uma cena que exige uma metodologia fora de série ou muito académica. Não tem nada que ver com isso. No início, estávamos com esse pensamento de que se calhar não seria fácil encontrar obras, mas não, a Internet é um mundo. Tu tens um monte de cenas a trazerem-te referências disto e daquilo. A única coisa que fazemos para nos ajudar na pesquisa é ir por tópicos e, como o Jadson disse, estruturar quem faz o quê. Eu diria que acaba por ser fácil, porque só estás a navegar, e conforme vamos debatendo as obras e escrevendo é que temos um maior cuidado. Se amanhã decidires que vais pesquisar sobre um assunto específico, tu vais encontrar, é só mesmo a disposição e conforme tu te entregas àquilo que vais fazer.  A nossa fórmula está na sensibilidade que temos ao fazer a pesquisa.

(H.P.) – Até uma conversa com a “mamoite”, falarmos com as nossas mães e pedirmos referências, é a melhor forma. Nos mais velhos, o que não falta é referências. Eles podem falar daquele cantor de semba que ouviam no tempo deles, pesquisas no Google e encontras outras ligações. Por exemplo, a Laima, traz bué referências assim.

(G.)  Para além das conversas, nas lives, também exibem performances. Que estrutura é necessária para essa exibição?

(H.P.) – Tencionamos ser o mais autónomos possível, até porque a performance é bem mais rica, ampla, do que nós entendemos. A performance é uma demonstração, então pode ser qualquer coisa. Acho que não há uma regra e, através das lives, queremos amplificar esse entendimento. Sempre que vamos falar com alguém, certificamo-nos de que há uma ligação direta do tema, com o que a pessoa está a comunicar. Damos o espaço e deixamos que a pessoa faça o que quiser e seja ela mesma, porque, afinal de contas, nós estamos a fazer esse convite, pelo que a pessoa nos representa e transmite. É mais isso de dar um espaço livre a alguém que nós sabemos o que nos tem a representar.

(N.D.) – Se pensarmos numa estrutura com muitos limites, isso é totalmente branco, colonial. Acho que nós trabalhamos mais com o ser e o sentir, e isso é muito mais afrocentrado.

(G.)  As lives estão disponíveis na plataforma, para quem não viu ou para quem quiser rever. Nessas transmissões ao vivo, tiveram a presença de artistas como Lukanu Mpasy, Xando, Herlander, Ellah Barbosa e Merai. Falem um pouco desses momentos.

(H.P.) – O primeiro convidado foi o Lukanu e o tema foi as origens e efeitos dos ideais da sociedade branca no homem negro. Pensámos no Lukanu, primeiramente, porque a dança, o instrumento do Lukanu, é livre, depois por causa das conversas que tive com ele pessoalmente, e o facto de ter sido a primeira pessoa que surgiu e transmitiu a ideia de — “dás-me o espaço que quiseres e eu faço do espaço o que eu quiser”. E acho que é disso que se tratava o tema, era sobre redefinição, contra essa cena de se ser definido por alguém branco. A dança do Lukanu foi muito o homem negro numa posição vulnerável e numa posição dele. Quando danças estás a movimentar o espaço através do teu interior, mas quando um homem é brainwash, ele é condicionado a agir como um robô, não tem o seu sentir e movimentação própria. O Lukanu movimentou-se livremente, de forma aberta e com a companhia de outras pessoas. Um amigo a dar freestyle, o outro amigo a tocar, três pessoas a serem livres. É contrariar, mas responder diretamente a isso.

Quando chamámos o Xando, o tema era a hipersexualização do corpo do homem negro e aquilo que ele fez ali, tem que ver com produção e sonoridade, que são coisas que logo associo à intelectualidade. É exatamente o oposto da hipersexualização. Quando tu não és um objeto, tu pensas, tens um intelecto, crias e produzes. A produção de som, com base no pensamento, é algo intelectual por si só. Nesse sentido, contradizemos toda essa narrativa que objetifica o homem negro. Chamámos o homem negro para celebrar a sua intelectualidade.

As origens e efeitos dos ideais da sociedade branca no homem negro, é um tema muito mais amplo do que falar só da hipersexualização, por exemplo. Trata-se do pensar branco, e de como isso é imposto na mente do homem negro ou do homem africano. Colocar a mulher branca como o trofeu ou como a mulher ideal, é um dos efeitos.

(N.D.) – No dia em que trouxemos a Nídia para o live, foi para celebrar a mulher negra, e a performer que tivemos nesse dia foi a Dina Varela, a declamar poemas, então é muito juntarmos o performer com o tema que estamos a debater.

(G.)  Pensam em monetizar essas transmissões ao vivo?

(N.D.) – Nós já temos valor antes de termos capital, porque temos capital zero e conseguimos perceber o valor daquilo que estamos a fazer. Sobre ter dinheiro, i don’t know, acho que não há nenhum mal em pensar nisso, mas não é algo que esteja bem definido sobre como podemos, quando vamos ou queremos fazer isso.

(H.P.) – Podemos meter um preço sobre algo, mas nós temos muito cuidado com as questões do capitalismo e do que é capitalizar, e as nossas conversas impedem-nos de ter abordagens capitalistas. Nós podemos fazer, mas vai sempre haver esse cuidado no formato.

(G.)  Para além da escritora, psicóloga, teórica e artista interdisciplinar, Grada Kilomba, e a filósofa, feminista negra, escritora e acadêmica, Djamila Ribeiro, que outras referências têm?

(H.P.) – O António Bispo, autor, professor e mestre quilombola, Frantz Fanon, a teoria afrocêntrica e mulherismo africano (teorizado por Clenora Hudson), Katiuscia Ribeira, Renato Nogueira, António Nego Bispo e Valter Duarte, por exemplo.

(N.D.) – A minha avó, a tua mãe, a tia não sei de onde, as referências são sempre inúmeras. Qualquer pessoa que produza, que se expresse, é referência para nós.

(G.)  A Bell Hoocks diz, no livro Não serei eu mulher, que não se pode confundir resistência com transformação. O trabalho que desenvolvem prende-se em que ponto?

(H.P.) – Se estamos em resistência? Talvez, mas se o for, é por natureza. Eu diria que as nossas abordagens estão muito longe de um lugar de preocupação com a resistência. Estamos preocupados com a centralidade de África. Será que estamos a ser eurocentristas ou afrocentristas? Acho que essa é sempre a prioridade. A nossa intenção é celebrar a vivência ou a perspetiva afrocentrista.

(N.D.) – Esse livro já esteve na nossa mesa, mas não foi trazido por nós. Todos os atos que vão ao encontro da nossa essência, enquanto pessoas negras, acabam por ser resistência, nesse ambiente. O nosso trabalho é muito transformativo, mas todos nós temos perspetivas diferentes. Eu posso dizer que, se calhar, não me identifico como uma pessoa feminista negra e outra pessoa da fonte dizer que se identifica, então é um pouco respeitarmos as individualidades de cada um,  sem deixar que isso influencie o trabalho que vamos fazendo. Por isso, eu posso achar que é um processo transformativo, outras podem achar que é um processo de resistência, ou um processo de resistência através da transformação. Eu sinto-o como um trabalho transformativo, mas de resistência, porque todos os movimentos que vão contra o sistema, ou que vão ao encontro da nossa essência, acabam por ser resistência.

(G.)  Vocês têm um programa na rádio Quântica, uma rádio de Lisboa, estabelecida em 2015, “que pretende ser um porto seguro e comunitário, para que artistas e ativistas underground portugueses se façam ouvir. Como surgiu essa parceria?

(N.D.) – Mandaram-nos mensagem no Instagram e achámos que poderia ser interessante. Deram-nos liberdade para fazermos o que quiséssemos, que é o que queremos em espaços brancos. Criámos e, agora, mensalmente, fazemos isso.

(G.)  No primeiro episódio do programa na rádio Quântica, a certo momento, a Nael falou sobre o hábito que pessoas brancas têm de falar pelo outro, o chamado “síndrome do colonizador”.  Tendo uma plataforma de exposição de artistas negros e vivendo numa sociedade com bases colonizadoras, que instrumentos utilizam para evitar “falar pelos outros” em vez de “falar de outros”?

(H.P.) – Acho que o que fazemos nos textos é interpretar, mas essas interpretações têm sempre uma base de pesquisa profunda. Se alguém descrever o meu trabalho num tom de certeza, está a objetificar o meu trabalho. É importante deixares claro qual é a tua abordagem, e o problema é que o branco fala como se soubesse. Quando somos ignorantes, há sempre essa abertura e cuidado, para ir ter com a pessoa que faz parte da comunidade e perguntar. Há todo esse cuidado e estamos sempre abertos a ouvir. É a postura e a atitude na verdade.

(N.D.) – É importante dizer que nós estamos em constante desconstrução desse pensamento colonial e desse pensamento branco. Vamos sempre fazendo esse exercício e, mesmo que eu não esteja a ver, alguém do movimento vê, e chama-me a atenção sobre isso. Nós fazemos sempre a distinção do que interpretamos, do que o autor disse, através da citação, por exemplo. É sempre possível dares a tua interpretação, mas do teu lugar. Do género “eu estou aqui, sou isto e vejo isto a partir daqui”, agora o que é viver, ser isso, é só a pessoa que fez que irá saber.

(G.)  Qual foi o artista que mais gostaram de ter descoberto, e porquê?

(H.P.) – A ativista e artista contemporânea, Carrie Mae Weems, não só pela sua obra “Kitchen Table Series” ter sido a fonte de gestão da nossa pagina no Intagram, mas também, porque através das suas reproduções, recreações, encenações e documentações, retrata desde o início da sua carreira artística, a experiência dos corpos negros e afro americanos, bem como a nossa ancestralidade. Os trabalhos dela permitem-nos, entrar num universo negro, e sobretudo, permitem que pessoas negras vejam a sua história representada no seio artístico.
“The Africa Series (1993)”, “From Here I Saw What Happened And I Cried (1995-96)”, “Not Manet Type (1997)” e “African Jewels (2009)”, foram algumas das suas obras.

 (G.)  Qual é a importância da Plataforma Nossa Fonte dentro da comunidade negra?

(N.D.) – Para mim, enquanto pessoa que faz parte da comunidade negra, tem sido muito importante. Com a Fonte consigo ver que existem pessoas a fazer inúmeras coisas que não nos foram contadas em outros ambientes, e que há pessoas a produzirem coisas na dança, teatro, na academia, no associativismo etc. Há pessoas negras a produzirem em tantos espaços, de tantas formas. O contributo que acaba por dar é o de rever-me em vários espaços, de várias maneiras, e não me limitarem a um futuro predestinado à nascença.

(G.)  A branquitude reinventa-se, também, através do controlo sobre os pensamentos/ ações. Como veem o impacto do debate da negritude sobre as suas vivências, em público? 

(N.D.) – É chato. Há dias tivemos um evento com a rádio Quântica e fui eu a moderar a conversa, e é chato ter de falar da negritude num contexto branco. É sempre aquele olhar da pessoa branca, “os coitadinhos estão aqui a falar da vivência deles”. Nós acabamos por dar isso, devido à nossa vivência que é muito pesada. Acho que é importante falar da negritude entre pessoas negras, porque ali é realmente um espaço de partilha sobre a tua vivência, não é sobre alguém a observar-te de fora. Nós temos tentado fazer o movimento, enquanto Fonte, de falarmos sobre a branquitude em espaços brancos e sobre a negritude em espaços negros. De qualquer das formas, isso acaba por estar inerente ao fator da racialização, porque houve um dia em que as pessoas brancas decidiram que agora há os brancos e há os pretos. Através disso, criou-se um cenário, então qualquer coisa que eu diga ou faça vai estar associado ao facto de eu ser negra.

(G.)  O dia 12 de dezembro foi marcado pela vossa primeira presença física, com a rádio Quântica, num evento organizado pelo Bruno Gonçalves, na rua das gaivotas 6, um espaço do teatro praga. A Fonte assinala a sua participação com uma “exposição de várias expressões — pessoais e coletivas; um diálogo sobre a cicatriz africana na cultura portuguesa; uma reflexão coletiva sobre as descomplexidades da identidade branca”. Como foi o evento?

(N.D.) – Esse evento, por acaso, foi interessante. Eu senti que os coletivos negros ocuparam aquele espaço, de tal forma, que senti que o evento se resumiu aos nossos corpos, e isso foi muito bom. A conversa foi interessante, mas é um pouco chato acabarmos sempre por falar da negritude e das nossas experiências, mas foi bom e intimista. Conseguirmos transmitir a ideia que queríamos e numa sala maioritariamente branca, conseguirmos ter uma ou duas pessoas brancas a dizerem, realmente, o que é ser branco. Era interessante que conseguíssemos mais isso, porque sentimos que as pessoas brancas acabam por falar muito sobre o quão são contra o racismo, mais do que por tentar fazer o exercício de pensar, o que foram construindo para que isto existisse.

O desfile da Naara, a performance da Alesa, o concerto do Herlander, o concerto da Ness, foram incríveis. Todas pessoas negras. Criou-se um clima bué bom e uma interação entre todos muito positiva.

“A fonte não somos nós. É a essência presente em nós e essa essência pode estar em qualquer pessoa”

(G.)  O que achas que essas pessoas brancas sentiram nesse espaço?

(N.D.) – Espero que se tenham sentido desconfortáveis. Estavam muitas pessoas brancas na sala e só duas é que falaram, então não te consigo dizer muito para além daqueles dois discursos. Porque é que espero que elas se tenham sentido desconfortáveis? Porque é o desconforto que vai causar mudança. Quando estamos confortáveis e não pensamos sobre as coisas, não vamos fazer nada, só quando nos sentimos desconfortáveis é que nos movimentamos. O intuito foi causar desconforto. Falaram de algum sentimento de culpa, do facto de não terem de pensar de onde são, o que é ser, porque isso é um privilégio. Só existem. Gostava que as pessoas brancas participassem mais quando lhes é perguntado alguma coisa, do que quando ninguém que as suas opiniões.

(G.)  Em que outros patamares é que pensam ocupar, estar e criar com a Fonte?

(N.D.) – Todos os que nos forem possíveis, onde existirem pessoas negras a produzirem conteúdo, a quererem fazer parcerias. Desde trabalhar com rádios, associações, produzirmos eventos ou termos material nosso. Onde houver pessoas a fazer coisas que vão ao encontro das ideologias da Fonte, nós vamos estar.

Texto de Filipa Bossuet
Fotografia de Alípio Padilha
Se queres ler mais entrevistas sobre a cultura em Portugal, clica aqui.