A quarta instalação de “Clamor da Maré Cheia”, exposição polinuclear da artista plástica Cristina Rodrigues, é apresentada no Fórum Cultural de Ermesinde, às 20h30, amanhã, no dia 31 de julho. A narrativa pretende realçar a figura do homem e do mar.

Depois de já inauguradas, em Vila do Conde, Lisboa e Baião, três instalações de arte contemporânea que compõem esta narrativa sobre o homem e o mar, o Fórum Cultural de Ermesinde é o local escolhido por Cristina Rodrigues para erguer a última das quatro composições, que se intitula “Homens do Mar”. A inauguração conta com a presença de José Manuel Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Valongo.

Distinta das outras obras já instaladas, esta instalação, também ela site-specific, é composta por doze esculturas, representando figuras humanas. Os «Homens do mar», que ilustram uma reflexão da autora sobre o trabalho como parte da essência do homem, passam assim a habitar um território, Ermesinde, que foi essencialmente fundado para ser uma cidade de trabalho.

“Clamor da Maré Cheia” é uma exposição polinuclear, concebidas em sintonia com os seus quatro lugares de exibição. Uma narrativa que exalta o homem como um ser curioso e trabalhador, capaz de enfrentar grandes adversidades, trilhando caminhos desconhecidos. As esculturas que integram a obra - quase cinco dezenas de peças que utilizam o ferro e redes de pesca como matéria de trabalho -, são fruto de uma reflexão da autora sobre uma das epopeias humanas mais desafiantes, a odisseia marítima.

À inauguração junta-se, ainda, um concerto da cantora lírica Carla Caramujo, também intitulado “Clamor da Maré Cheia”. Carla Caramujo será acompanhada por um quarteto de cordas composto por Álvaro Pereira e Evandra Gonçalves nos Violinos, Luis Norberto na Viola d’Arco e Michal Kiska no Violoncelo.

Realce-se que a exposição ficará patente até ao dia 31 de outubro, nos quatro locais que acolhem a exposição.

Cristina Rodrigues é uma artista plástica e arquiteta portuense com trabalho apresentado na Europa, Ásia e América do Sul em diversas exposições a solo, o que a torna uma das artistas plásticas portuguesas mais relevantes da sua geração. Várias das suas obras integram coleções de museus e de entidades públicas nacionais e internacionais.

Texto de Isabel Marques
Fotografias da cortesia da organização