Francisca Gigante tem 25 anos com muitas constelações lá dentro. A curadora e programadora cultural tem vindo a atravessar pontos muito luminosos do universo da cultura, como a Coleção Peggy Guggenheim, em Veneza, o MAAT, em Lisboa, e a Bienal de Veneza, por exemplo. É co-fundadora do colectivo Tarimba e fundadora da plataforma online “friends in the arts”, sobre a qual falámos antes do brinde. Através desta, Francisca, Matilde Gigante e Madalena Corrêa Mendes procuram desbloquear caminhos para amigos de amigos de amigos… que procuram emprego no sector artístico, movidas pelo reconhecimento da inacessibilidade do meio, pelo desejo de democratização deste e de garantia de qualidade nas condições de trabalho.

Gerador (G.) - Numa entrevista ao Gerador, para o artigo «Com um pé em Lisboa e outro em Veneza, Francisca Gigante cria pontes entre a curadoria e a mediação cultural», publicado na 27ª edição da nossa Revista, disseste, comparando a tua experiência em Lisboa e em Veneza: «O mundo das artes trabalha maioritariamente à base do relacionamento entre pessoas, falo aqui dos contactos e conexões. É mesmo complicado extrapolar porque cada caso é um caso, mas se tivesse de caracterizar a entrada em ambos os universos artísticos — até porque foi como senti na pele —, devo dizer que é feita com muita dificuldade». O que pensas que poderá estar na origem desta lógica?

Francisca Gigante (F.G.) - Vou ser mesmo sincera. As portas, no mundo das artes e da cultura, não só em Portugal, como lá fora, estão fechadas…. E, se não estão fechadas, têm um armário por cima e uma cadeira, e é muito difícil de abrir com uma chave. Tocas à campainha e ninguém te abre. É preciso que esteja uma pessoa do outro lado, dentro dessa casa, digamos, que te consiga abrir essa porta, e tenha interesse em abrir, primeiro que tudo, e te faça entrar num circuito que, já por si, é muito fechado e é muito pensado para as elites. É um bocadinho desmistificar essa ideia. Eu não faço parte de nenhuma elite e trabalho no mundo das artes. Não pode ser um mundo das elites. A arte pode ser vista, não só como valor monetário e económico, que foi muito o que eu estudei em Nova Iorque, depois em Londres, e em Veneza, principalmente, mas como um reflexo da realidade, dos acontecimentos históricos.

Na práctica, sinto imenso que é a forma como a sociedade funciona. Mais concretamente, percebi que existia esta teoria das conexões. Estamos todos ligados no mundo, por linhas, e linhas que, se calhar, fazem um cross a todo o mundo. É uma constelação. Encontramos uma estrela e vamos para uma que está mais próxima. Se calhar, está a anos luz, mas é possível encontrá-la. Existem vários pontos numa coisa que se chama mercado, que existe, e não podemos negar, que é o mercado da arte.

G. - Consideras que há numa estreita relação entre a elite socioeconómica e a artística, ou mesmo na sua coincidência?

F.G. – Sem dúvida. Não vamos negar os factos. O problema está no papel que essas organizações [desempenham], que, já por si, são estratosféricas, ou que pensamos que são. Há que desmistificar um bocadinho e pensar como podem não o ser. Se calhar, aprender com elas e estar, efectivamente, nesse contexto de formação e de perceber como funciona. Há pessoas que se identificam com esses valores e que continuam, e há outras que consideram que o agir local faz mais sentido. Se o objectivo é o lucro, isso acaba por influenciar. Mas cada pessoa há de decidir de acordo com o seu caminho. Sinto é que não pode ser só estratosférico, para o que nós chamos de high net worth individuals, pessoas que têm imenso dinheiro. Depois da quarentena que vivemos, em que não tínhamos acesso aos museus, aos cinemas… Se calhar, tínhamos a outras plataformas dadas por essas instituições. O facto de termos obras de arte em casa, significava poder desligar um bocadinho dos ecrãs e dos visores, para os quais já estávamos cansados de olhar durante o trabalho. Poder olhar para uma obra e contemplar, durante três horas, seja uma escultura, uma fotografia, uma instalação, foi muito importante. Eu sei que nem toda a gente tem isto em casa. Sinto que as pessoas têm de valorizar mais esta óptica da arte como forma, não só de terapia, mas de espelho, de ver para além daquilo que estamos sempre a ver e somos bombardeados com. É um passeio. Olhar para uma pintura ou desenho pode ser um passeio num jardim. Gostava que as pessoas percebessem isso.

Sinto imenso que a nossa geração, que sai da faculdade e até aos 35 anos, não consegue arranjar um trabalho, não só no mundo das artes, apesar de todo o currículo, que é excelente. Podiam ser ministros da cultura em Portugal, e não o são e não têm acesso, porque é um mundo de cunhas e de elites e as portas não estão abertas e deviam estar. Deviam ser escancaradas.

Muitos dos meus amigos que, se calhar, nunca estudaram arte, nem tiveram acesso, perceberam que, por exemplo: eu quero sair à noite e beber um copo com os meus amigos, não tenho de ir a um bar, posso ir a uma inauguração. Foi uma coisa que senti em Nova Iorque, em Londres ou em Veneza. Isso vai suscitar novos tópicos de conversa. Olhando o caso de Berlim, não é nada assim [comparando com Portugal]. Muitas vezes, existe investimento, não só público, mas também privado, que dá liberdade a pessoas que, se calhar, não têm as mesmas condições socioeconómicas, a oportunidade de terem ateliers, casas, locais para expor, e a utilizar como plataforma de lançamento. Não consigo compreender como é que grandes investigadores, com pessoas com mais de três anos de experiência, não conseguem entrar num trabalho nem, pelo menos, provar que têm capacidades para. É nisto que quero ajudar. Quero dizer que há um mundo por descobrir e as pessoas não têm de se sentir constrangidas em ir lá para fora. Foi o que fiz. Going for it. Desmistificar, descentralizar, ser disruptivo, ser agente de mudança é importante e, sobretudo, encontrar exemplos em várias organizações e em várias áreas, que já o são. São essas pessoas que eu tenho ao meu lado e já tenho reconhecidas na minha plataforma e estão a trabalhar comigo.

G. - Que consequências este monopólio poderá ter para a sociedade?

F.G. – Acho que se fecha muito. O mundo da arte acaba por ser muito pouco transparente. Acaba por não deixar entrar qualquer pessoa. É muito pela rede de contactos e acaba por ser através de oportunidades específicas e muito pontuais. Mas sinto que, nos últimos tempos, tem havido grandes potencialidades de plataformas, organizações, associações, ONG’s, mesmo de galerias, que são independentes e se organizam dessa forma, completamente livres de constrangimentos políticos e económicos. Como é óbvio, precisam de fundos e mecenas e vão à procura, não só a nível de apoios públicos, mas também privados, ou crowdfunding. Isto existe muito. Mas, cada vez mais, vimos uma descentralização desse poder, dos monopólios. É de louvar, porque, hoje, posso estar na Fábrica do Braço de Prata a ver uma exposição, depois ter um concerto, ir a um MAAT, a um CCB, a uma Culturgest, a uma exposição. O problema é que as pessoas, que estão lá dentro, estão insatisfeitas. Não é normal que as pessoas não tenham acesso a uma refeição diária ou a uma casa com condições dignas. Isto irrita-me, porque voltámos, se calhar, a fazer de fachada, a dizer que estamos bem, quando não estamos. Precisamos de emprego para viver. Não precisamos de sobreviver. Sou um bocado privilegiada nisso, porque tive todo o apoio dos meus pais e estudei sempre que quis e fiz aquilo que quis, mas também sinto que é uma forma de retribuir o que me deram, poder proporcionar aquilo que já tive.

G. - Friends in the arts “é uma plataforma digital que foi desenhada para ajudar amigos que procuram oportunidades no mundo das artes”, pelo qual vens viajando há algum tempo, apesar dos teus 25 anos. Quais foram as tuas oportunidades?

F.G. – Portugal ainda está muito fechado ao que acontece no mundo. Já vi coisas nos Estados Unidos, na Alemanha, na Bélgica ou em Itália que, nem daqui a vinte anos, vão acontecer em Portugal. Percebi que queria entrar no mundo das artes quando estava em Comunicação Social e Cultural, na faculdade. Tive duas cadeiras muito importantes para a minha formação, que foram Gestão Cultural e História de Arte. Para além disso, viajava muito com os meus pais, até de carro, pela Europa. Eram viagens muito ricas, não só a nível cultural, mas também de vivências e de contar histórias.

Mas, depois, o bichinho ficou aí e queria conhecer mais sobre isso das artes. Percebi que a direcção seria ir para o melhor curso que existe a nível de mestrado, que é Gestão de Arte, no Sotheby's Institute of Art, em Nova Iorque. Não entrei à primeira. Entrei, porque alguém desistiu, o que me aconteceu também no Guggenheim, em Veneza. Também tentei pela faculdade e não me escolheram, porque não era americana. Então, o fundo foi para um rapaz americano, mas consegui, por mim, pela segunda vez, ser bem-sucedida e, depois, consegui um estágio na colecção Peggy Guggenheim. Para além disso, estive em Londres. Estudei História de Arte Contemporânea. Trabalhei na Biennal de Veneza em duas edições. Aprendo muito in loco. Aprendi a investigar e a trabalhar com artistas, a fazer entrevistas a curadores, a escrever os catálogos, a dar visitas… Mais do que tudo, percebi que há vários tipos de públicos, e eu tive desde VIP’s, pessoas muito influentes nos Estados Unidos, estrelas de cinema, a famílias, que aparecem só porque sim, mas que os miúdos são mais que  interessados e têm capacidade para entender quatro línguas, ou crianças que nunca viram uma peça de arte e querem agarrar e são tão pequenas, mas já falam e conseguem encontrar numa palavra aquilo, ou pessoas, que me irritam muito, que estão totalmente a beber das palavras que estou a falar, numa visita de uma hora e meia, e que repetem para si mesmas, para poder dizer, num jantar, para os amigos. O que eu queria é que, focando na minha experiência pessoal e académica, e agora estou a tirar um doutoramento, aqui em Portugal, em História de Arte, aliar tudo isto e  poder, realmente, ter um lugar curado, se calhar por mim, numa primeira análise, em que não tivéssemos uma listagem enorme, em que não consigo encontrar nada, que é o que eu e os meus amigos sentimos na pele, e fazer uma coisa mais profissionalizada, do que já faço com eles, de revisão de currículos, de cartas de apresentação, e de one to one interviews

G. – Pensas que estamos muito mais concentrados no currículo formal, do que no perfil integral da pessoa?

F.G. - Estamos, sem dúvida. Sinto imenso que é importante focar na pessoa que és, nos teus valores, na tua vida. Estávamos a falar, há bocado, do teu projecto pessoal de vida. Isto vem dos escuteiros e sinto que é muito importante ter objectivos, mas também perceber como os concretizar e como é que tu, se queres chegar a uma instituição ou fundação, vais entrar por esse caminho. Se calhar, não é pela vaga de comunicação que está aberta lá, mas de um contacto que tens lá dentro e de uma proposta que podes enquadrar e formalizar através desse contacto. O currículo ajuda muito, mas a entrevista é essencial. É disso que estávamos a falar, da empatia…. Sei perfeitamente que uma linha no currículo com um nome vai fazer muitos recrutadores abrir os olhos e isso vai ser uma porta de entrada, mas é um por cento do que és e precisa-se de aliar isso com a pessoa.

Se o orçamento de Estado para a cultura é muito reduzido, como é que vamos ter investimento privado para potencializar estas vagas, que não são nada híbridas, mas que devem ser, porque a pessoa é um mix, um pacote tão grande de competências, formação e experiência, que pode adicionar tanto a uma empresa, a uma instituição ou uma organização e não está a ser visto e está a ser completamente desvalorizado? Isto tem de ser um abrir de olhos. Há que perceber que estamos a fazer isto de uma forma, mas podemos fazer de outra. Gostava que isso acontecesse. Cá, em Portugal, hei de escolher as organizações que me interessam e que considero mesmo importantes, mas é preciso olhar lá para fora, sempre. E o mundo é enorme. Muitos jovens portugueses, e da nossa idade, estão lá fora. Sinto que não há reconhecimento das pessoas que estão lá fora, cá dentro. Mas lá fora existe. E nem vamos falar dos salários, das compensações, dos subsídios e de tudo mais. Isso é outra história. Acaba por ser crítico pensar que não é uma forma de viver e de profissionalizar alguém. Não podemos viver de recibos. Basta. Não posso voltar de Veneza, como voltei, ir à Segurança Social e dizerem-me “a menina não é nada.” “Eu tenho nível sete de qualificação, tenho um mestrado, neste momento estou a fazer um doutoramento, tenho três anos de experiência, paguei os meus impostos… E está a dizer-me que não sou nada?”

G. - Crês que há trabalho para todos os profissionais das artes e da cultura, em Portugal, apesar de predominar a imagem contrária, e que o problema tem que ver com a gestão?

F.G. - Sem dúvida. Há trabalho. As vagas são é, muitas vezes, segredadas ao ouvido. Todos os dias, às 8h00, estou a ver todos os sites [de emprego]. É como ler as notícias, de vários sítios. Não é ir buscar só uma fonte. A nível de gestão, sinto que as pessoas que estão em cargos superiores, ou não têm formação ou entraram por cunhas. Não percebo, porque sinto que não existe gestão nestes locais que consideramos. Muitas vezes, estão a perder muito dinheiro e não sai cá para fora. Existem muitos escândalos que, só depois, saem cá para fora. A gestão aprende-se, não só com formação, mas também in loco.

Se calhar, um jovem de 21 anos, que sabe programar, que faz investigação histórica, sabe fazer  restauro, tem este mix todo, consegue estar ao lado de uma pessoa de 60 anos, que, daqui a cinco anos, se vai reformar e que está parado no tempo.

E os friends [in the arts] estão aqui para toda a gente.

G. – Brincaram com a questão dos amigos, com a diferença entre a cunha e o bem comum…

F.G. - Exactamente. Principalmente, porque, hoje em dia, tenho muitas pessoas que me pedem referrals. Já dei. Eu também peço e não tenho qualquer problema em admitir isso. É uma práctica que existe em todas as áreas, e é importante abrir os olhos para isso, perceber que os amigos estão lá. Podem não ser amigos, mas são conexões, amigos de amigos, que, por acaso, nos deram a oportunidade de ver que existe esta vaga que, de outra maneira, não existiria, o que é diferente de entrares por cunha ou por factor C, porque o teu pai é CEO, ou esquemas, lobbies. Conheço pessoas que estão em cargos, assim. Como é óbvio, choca-me. Não é “tu vais entrar”. Posso ajudar-vos a escrever uma carta de motivação, ser career advisor, a pessoa mais importante para o momento em que envias a candidatura, mas não te garanto nenhuma vaga. Não é nenhuma cunha.

G. – É uma área em que, como muitas das profissões não têm nome, as pessoas sentem-se perdidas. Para já, não há uma clareza em relação a quem é considerado profissional da cultura.

F.G. - O problema é que essas áreas, que são definidas, são-no pelo Estado, não tanto pela iniciativa privada ou público-privada. Acaba por ser muito por concursos públicos. Não estou a desvalorizar os programas que existem e que são muito importantes para o país. Estou a dizer é que têm de existir muito mais e não podem fechar as portas. Nós podemos ser um mix de várias áreas.

G. – Há formações que não remetem directamente para profissões definidas, nomeadamente na área cultural, o que faz com que haja um certo desamparo e dificuldade em situar-se no mundo do trabalho…

F.G. - Claro… E para realmente se sentirem parte de uma sociedade. Precisamos de nos sentir envolvidos, numa comunidade, equipa, porque trabalhamos em equipa, em sociedade, para um bem comum.

G. – Quais são os critérios que vão ter em conta na escolha das entidades com quem trabalhar?

F.G. - Neste momento, existem entidades que conheço in loco, empresas e organizações onde já trabalhei, já fiz visitas, trabalhei com os directores e com as pessoas que estão lá dentro. Mas, a nível do que vai entrar em jogo na curadoria, tem mesmo de ser transparência, ética, rigor e, mais do que tudo, tem de haver um processo de aprendizagem, seja em estágio, emprego com contrato, full time ou part-time, e em que eu sinta que, por ter visto outros estágios, empregos e oportunidades, que possam valorizar a pessoa em si, o que é e o caminho que quer realizar. É como o ramo de uma árvore. Podes escolher vários caminhos e, de hoje para amanhã, podes ter uma visão completamente diferente. Sinto que tem de haver estratégia, não só a nível de recursos humanos, mas de valorização da pessoa que lá está e que quer, realmente, aprender, e aprender pode ser com 40 anos, 60 ou 20.

Outra questão muito importante é que quero que, gostava que, faço tudo para que as pessoas de outras áreas vejam no friends in the arts, não um mundo fechado, mas, como por exemplo um engenheiro pode ter um papel muito activo numa organização, que realmente precise dele e que seja de artes, porque se interessa também por essa área.

Não podemos estar fechados num mundo que é cheio de possibilidades e de encontros. Podemos conhecer pessoas que nos vão marcar. A Madalena Corrêa Mendes trata muito dessa questão do universo e de coser os pontos, através de linha e agulha. É uma metáfora muito importante.

O nível de responsabilidade é super importante. É muito difícil chegar a uma organização e, mesmo estando lá dentro, dizer — “vocês deviam mudar isto, isto e aquilo”. Cada organização é uma organização e é gerida de forma diferente e trabalha-se de forma diferente. Mas há organizações que estão mais à frente que outras e conseguem dar respostas que sinto, ou que senti na pele, que dão essa formação e experiência profissional.

G. – São vocês que as estão a contactar?

F.G. - Sim. Mas espero que haja partners, sem comissões. Trata-se de enviar um formulário, depois há uma curadoria, existirá uma visita, uma conversa. É muito feito a partir de encontros e de potencialidades que esse espaço pode ter. Mas, sim, já existe uma rede de contactos. Vai começar também de uma forma pequena. Sou eu… A Madalena ajuda-me muito. Está a trabalhar na parte gráfica, dos desenhos, mesmo da arte. O Shifter X é o meu web developer. A minha irmã Matilde, que está a estudar Direito, está dentro da área legal, é adviser. Depois os meus amigos, que estão a ajudar.

G. – Em que ponto está a plataforma, neste momento?

F.G. - Neste momento, estamos em fase beta. A plataforma já foi desenvolvida. Estamos a testar a nível de botões, links e tudo mais, para, depois, podermos, efectivamente, abrir ao público, “abrir” de forma digital, para que toda a gente possa ter acesso. É uma ideia que já surgiu há um ano. Estou muito expectante e é muito entusiasmante perceber que neste desafio, que coloquei na cabeça, que tenho vindo a idealizar muito, não só em Lisboa, mas em Veneza, onde estava a trabalhar, e quero voltar, vou voltar, há potencialidade. Nem o céu é o limite. Existem tantas pessoas no mundo com quem nos podemos entusiasmar, vivenciar e aprender, principalmente aprender, que há potencial aí. A plataforma há de sair daqui a duas semanas.

*Actualização: A plataforma "friends in the arts" já foi lançada. Podes aceder aqui.

Este artigo encontra-se ao abrigo do Antigo Acordo Ortográfico

Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Fotografia da cortesia de Francisca Gigante