A videoarte está de volta aos jardins e claustros dos museus de Lisboa. O FUSO - Anual de Videoarte Internacional de Lisboa regressa entre 25 e 29 de agosto para apresentar sessões programadas por curadores portugueses e internacionais.

Ao longo dos cinco dias de festival serão mostradas “novas perspectivas da videoarte, revelando autores e obras contemporâneas, mas também apresentando peças históricas raramente ou nunca vistas em Portugal”, diz a organização.

Nesta edição, o certame tem como mote o tema “Na fronteira", conceito “inevitavelmente associado a ideias contraditórias de pertença e exclusão, de liberdade e restrição, de proteção e defesa” nas vertentes física, digital, geográfica e política. Nesta edição, a organização diz querer “ir além dessas simples dicotomias, desafiando curadores e artistas a pensar as fronteiras contemporâneas, sejam elas naturais, humanas ou virtuais”. A intenção é “promover discussões sobre nacionalismo, identidade, privacidade, barreiras físicas, rebelião, emancipação, conquista e o que está à margem, tendo como meio a videoarte”, de acordo com nota envida ao Gerador.

O programa prevê, assim, a exibição de cerca de 44 obras de videoarte, às quais o público pode assistir de forma gratuita. Esta seleção resulta do desafio lançado aos curadores Daniela Leabra, Augustin Pérez Rubio, Susana Sousa Dias e Lory Zippay, que programaram trabalhos em torno da temática que dá o mote ao festival. No final das sessões, estão previstas conversas em torno do tema, moderadas pelo jornalista Vitor Belanciano.

Além das sessões pensadas pelos curadores, no dia de abertura, serão apresentados os vídeos em competição e, eleito o vencedor do Prémio Aquisição Fundação EDP / MAAT e do Prémio Incentivo Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, atribuído pelo público. Além disso, serão também exibidos trabalhos dos alunos da Ar.Co - Escola de Arte e Comunicação Visual, que renovou a parceria com o FUSO.

Muitos dos vídeos apresentados pelos alunos "são realizados com recurso a found footage, contudo não são excertos de obras artísticas nem de material audiovisual anteriormente editado, são antes imagens captadas e reproduzidas em tempo real por câmaras de vigilância espalhadas em locais recônditos ou imagens de plataformas de análise geoespacial”, segundo a mesma nota.

O festival FUSO é uma produção da Duplacena e tem a direção artística de Jean-François Chougnet. A entrada é livre, mas condicionada à lotação. Todas as informações e programação completa podem ser consultadas na página oficial do evento.

Texto por Sofia Craveiro
Imagem (cedida pela organização): Sisters de Barbara Hammer (1973)

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