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Guilherme Proença: “Decidi não tentar que a fotografia me dê rendimentos para que ela possa crescer ou brotar como é suposto”

A Mostra Nacional de Jovens Criadores (MNJC), promovida pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, decorreu em Almada, de 1 a 3 de dezembro. Guilherme Proença foi o vencedor da categoria de Fotografia. Ao Gerador, o jovem falou acerca da sua obra, "Estudos sobre propriedade", sobre o seu processo criativo e as previsões que faz para o futuro.

Guilherme Proença. Fotografia de Jennifer Lima Pais

Em 2020, Guilherme Proença terminou a sua licenciatura em Arte e Multimédia na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Após a conclusão do curso, o jovem, de 23 anos, trabalhou como diretor fotográfico em campanhas promocionais e publicidades televisivas. Atualmente, realiza projetos como cinematógrafo e assistente de imagem freelancer. Filipe Karlsson, Velhote do Carmo, Hércules e Martim Seabra são alguns dos artistas musicais com quem já colaborou na realização de videoclipes.

Proença conta que desde sempre nutre um interesse particular por “fazer imagens” e um desejo de “construir coisas visualmente”. Para o jovem artista, o valor da fotografia reside no processo criativo e no processo de construção das imagens. A obra que lhe valeu o primeiro prémio na MNJC 2022, Estudos sobre propriedade, nasceu na Dinamarca, mas ainda não se encontra concluída. “É um trabalho que vive mais do processo e da viagem e do que acontece para depois ser editado e cortar o que não interessa para ficarmos só com o importante”, explica.

Para o futuro, o jovem acredita que não vai ser possível dedicar-se de forma exclusiva à fotografia e decidiu não comercializar a sua arte para que esta pudesse crescer sem pressões externas. “Aqui em Portugal, a fotografia de autor acaba por ser uma coisa muito difícil para ser o ganha pão de uma pessoa”, sustenta, “acabo sempre por pensar na fotografia, até a longo prazo, como uma escapatória artística.”

Estudos sobre propriedade, no Centro Cultural Juvenil de Santo Amaro. Fotografia de Jennifer Lima Pais
Gerador (G.) — Foste o vencedor da categoria de Fotografia na MNJC 2022. No entanto, tens vindo a realizar múltiplos projetos enquanto cinematógrafo, diretor e colorista. É errado rotular-te “apenas” como fotógrafo?

Guilherme Proença (G. P.) — Sim, de certa forma, seria mais certo dizer multifacetado, mas acho que muitas vezes quando nos assumimos como multifacetados, a sociedade de hoje em dia parece que desvaloriza. [É] aquela situação de uma pessoa que faz muitas coisas, [parece que] é porque não faz uma coisa muito bem, faz só várias coisas mais ou menos bem. Então, muitas das vezes, até prefiro quase que segregar as coisas e quando falo de fotografia digo só que sou fotógrafo. 

G. — O que desencadeou o teu interesse por estas áreas artísticas?

G. P. — Em termos de cinematografia e da fotografia, acho que veio muito pelo interesse visual que sempre tive. Desde sempre que tenho essa coisa de fazer imagens e de querer construir coisas visualmente. Se bem que também meto um bocadinho o pé na música, que também é outra área, mas que tento não misturar com estas áreas de todo, porque sinto que essa nem vale a pena falar ao pé das outras. Porém, pelo menos na cinematografia e na fotografia, tenho mesmo esse interesse de criar uma imagem, mas as características podem ser um bocadinho diferentes. A cinematografia pode ter de ter um alvo mais comercial, para trabalhos. A fotografia é uma coisa mais artística, mas [ambas refletem] para mim o interesse em fazer uma coisa que é visual. 

G. — No teu site, mencionas que participaste numa masterclass, em França, que foi orientada pelo fotógrafo americano Todd Hido. É uma das tuas influências?

G. P. — Sim, é uma influência que diria ser mais pelo processo, e não tanto pelo resultado final. O workshop foi uma experiência muito importante e devo, se calhar, ter vencido este prémio pelo acompanhamento que tive nesse workshop e pelo crescimento que houve no meu trabalho desde essa altura, desde o verão. Não tanto nas fotos em si, mas mais em como lidar com elas, como apresentá-las e como pensar sobre elas. Mas em termos visuais, o Todd tem um universo mais noturno, mais experimental, mais misterioso. Acho que o meu trabalho é mais direto e, não diria simples, mas é o contrário de experimental, é o que se chama straight photography, é fotografia direta. A parte do processo em que eu me identifico com ele é o fazer as fotos enquanto – isto é um bocado romântico – como modo de vida. Não é que eu vá tirar fotos todos os dias, mas é pensar que hoje vou tirar fotos, vou sair de casa e vou andar por um certo sítio várias vezes até encontrar aquilo que estou à procura, que não sei bem o que é. Mas vou continuar e continuar e vou construindo um monte de fotografias para depois descobrir quais são as que fazem ou não sentido. Nisso, acho que o processo é um bocado parecido [com o Todd Hido], ele demorou muitos anos a fazer o primeiro projeto dele. Como influências também referenciava o Alec Soth, no seu processo também, que é um processo muito de viagem, de descoberta e o processo vai crescendo ao longo dessa viagem. 

G. — Entre 2020 e 2021, trabalhaste como diretor fotográfico em campanhas promocionais e publicidades televisivas. Neste momento, trabalhas como cinematógrafo freelancer e assistente de imagem. Consegues ter mais liberdade artística enquanto artista freelancer?

G. P. — O que acontece muito com o que eu faço é que o trabalho que basicamente me dá dinheiro para viver e para fazer fotografia é fazer direção de fotografia e assistência de imagem, seja no que for. E depois a fotografia acaba por ser a escapatória artística. Quase tudo o que faço de direção de fotografia é mais como profissional, para ganhar a vida, se posso dizer isso. A fotografia acaba por ser esse escape… Eu também podia tentar fazer fotografia comercial e, se calhar, tinha mais trabalho, mas decidi mesmo, a um certo ponto, deixar esta área completamente de lado e não tentar comercializá-la, nem tentar que me dê rendimentos, para que ela possa crescer como quiser ou possa brotar como é suposto e não estar a forçar uma estética que se calhar não é a que eu estou a procura. [Assim] acabaria por ter só áreas com as quais estaria a tentar fazer dinheiro e não teria nenhuma escapatória só artística, em que não tivesse esse tipo de preocupações. 

G. — Também incluis os videoclipes que realizas para diferentes artistas nas tuas escapatórias artísticas ou acabam também por ser uma forma de obter rendimentos?

G. P. — Aí é um intermédio cinzento, mas que acaba por ser também um trabalho porque é uma coisa em que vou investindo tempo. Não levo isso tanto como uma escapatória artística, porque normalmente esse tipo de coisas surgem sempre com stress, não é um mau stress, mas há deadlines e o lidar com pessoas e o querer delas: é uma colaboração, por isso é que o levo mais como um trabalho. Claro que é um trabalho que é criativo, se não fosse, se calhar não o estava a fazer, mas que não é tão livre como a fotografia, que eu faço como quiser e faço-a sozinho. 

G. — Já colaboraste com artistas como o Filipe Karlsson, o Martim Seabra, Hércules e Velhote do Carmo. Procuras sempre trabalhar com artistas com os quais te identificas a nível artístico?

G. P. — Eu acho que tem de haver uma certa seleção do que é que faz sentido para nós fazermos. Acredito muito que neste tipo de áreas criativas, quando começamos a fazer muitas coisas com as quais não nos identificamos, a parte da criatividade acaba por morrer um bocado, porque estamos a tentar criar uma coisa que não nos faz sentido. Aí, quase que vale mais a pena ir fazer qualquer outro trabalho, porque já não vai ter a mesma gratificação. No entanto, os artistas que mencionaste são todos meus amigos, portanto, partilhamos muito tempo juntos e claramente os interesses e as estéticas e os estilos e as coisas que eles procuram alinham-se com as coisas que eu procuro.

Vídeo para a canção "Madrugada", de Filipe Karlsson, com realização e direção de fotografia de Guilherme Proença
G. — Sobre a tua participação na MNJC. Já conhecias o concurso antes desta edição?

G. P. — Foi a primeira vez que ouvi falar.

G. — Este ano, a categoria de Fotografia foi a terceira área artística com o maior número de candidaturas (112). Consideras ser um bom reflexo do talento jovem português que existe nesta área? 

G. P. — Sim, sinto que é, mas mesmo assim há muito mais gente a fazer coisas boas e importantes em Portugal que se calhar não se refletem nesse número. Eu tive, por exemplo, uma amiga que tinha tudo pronto até à data e depois acabou por não submeter, acho que há situações assim. Se calhar, faltaram aí mais umas 30 ou 50 pessoas que se esqueceram de submeter, são aquelas coisas clássicas das open calls

G. — Nas tuas redes sociais e na tua candidatura, disseste que o projeto nasceu na Dinamarca e que foi desencadeado por uma reflexão sobre o que é a posse. Podes falar-nos acerca do processo criativo que levou à criação da obra e a que te referes com esta reflexão sobre a propriedade? 

G. P. — [A ideia de] fazer um projeto sobre a posse surgiu há uns três anos ou dois anos e meio, desde que saí da faculdade. Aliás, alguns projetos que fiz na faculdade eram sobre a privacidade e coisas desse género. E depois, quando saí, decidi começar a vaguear, usar a fotografia como uma forma de vaguear e não ter bem um projeto definido, mas que as fotos que tivesse a tirar, tivessem nelas uma ideia, e escolhi que a ideia fosse propriedade: o que era privado para as pessoas, o que era privado para um país em termos de território, as fronteiras, o muro, o muro que limita uma casa, essas coisas. E isso começou a acontecer, fiz viagens por Portugal e Espanha. Este ano, fui a França de carro e depois acabei por ir parar à Dinamarca e o projeto surgiu daí. Não foi pensado para ser na Dinamarca, a Dinamarca foi um acaso feliz. Mas este projeto tem no nome Estudos, porque acaba por não ser uma coisa que foi conceptualizada e depois feita. É um trabalho que vive mais do processo e da viagem e do que acontece para depois ser editado e cortar o que não interessa para ficarmos só com o importante.

Estudos sobre propriedade. Fotografia de Guilherme Proença
G. — Quando começaste a trabalhar no projeto? 

G. P. — Comecei o projeto na altura da pandemia, com essas viagens por Espanha e Portugal, e fui arquivando bastantes fotos que foram acontecendo nessa altura, mas não fiz nada com elas. Eu sabia que o projeto tinha sempre mais para dar e tinha só de continuar a fazê-lo até surgir alguma coisa. Depois surgiu a situação de poder ir à Dinamarca porque a minha namorada estava a fazer Erasmus lá, então fui e tive bastante tempo para vaguear lá. A ideia com que eu fui para lá foi a de que era um país com um nível de vida elevadíssimo, em que, se calhar, as pessoas têm um olhar diferente para suas posses. Se calhar, como têm um melhor nível de vida, não são tão agarradas às suas posses. Várias ideias surgiram na minha cabeça e fui tentar desvendar se é verdade ou não e quais são as diferenças entre estas duas formas de viver: uma mais nórdica, uma mais ibérica. Outra situação que me despertou interesse na Dinamarca foi a comuna chamada Christiania, em Copenhaga, que é uma comuna que surgiu no pós-guerra e que, basicamente, as pessoas vivem lá, mas não pagam casa. A casa não é deles, pertence à comunidade e eles têm que, quando querem sair de lá, passar a casa para outra pessoa, mas a casa nunca é deles, nunca é propriedade. Eles podem melhorar a casa, mas todos os melhoramentos que fazem acabam por passar ao próximo. Isto despertou-me um grande interesse nessa relação que as pessoas têm com as suas posses. A maior posse que uma pessoa pode ter acaba por ser uma casa, uma habitação, e surgiu muito esse interesse em ir perceber como é que seria diferente a relação que as pessoas dentro dessa comunidade tinham com as suas posses e depois acabei por ir também para outros sítios. Não podia passar um mês inteiro a ir lá, ainda que tenha ido muitos dias passear lá e falar com pessoas e fazer entrevistas que são só para mim, acabo por nunca ter texto envolvido com o meu trabalho. Daí o nome do projeto acabar por ser Estudos, porque ainda não está completo.

Estudos sobre propriedade. Fotografia de Guilherme Proença
G. — Há cerca de um mês também referiste, no teu Instagram, que ainda te encontravas em processos de descobrir a forma final do projeto. Estás hoje mais próximo de descobrir a que se assemelha essa forma? 

G. P. — Estou mais perto, mas ainda não cheguei lá, e esta é daquelas coisas que, às vezes, o estarmos sozinhos ainda é pior, porque acabamos por só nos termos a nós mesmos para falar. Mesmo assim, já pedi opiniões a várias pessoas… mas depois pedir opiniões a várias pessoas também não é muito bom porque acaba por piorar a situação, mas sinto que estou mais perto. Estou numa situação de perceber quais são os temas que eu quero relacionar, quais são os sítios que vão estar presentes no projeto. Por isso, sim, sinto que estou mais perto de dar forma final. Eu sinto que o projeto vai estar acabado quando estiver na forma de um livro ou de uma zine ou alguma coisa desse género, mas também não queria deixar de tentar a minha sorte com o concurso, porque estas coisas demoram tempo. 

G. — Já tens planos para concretizar essa transformação do projeto num livro ou numa zine? 

G. P. — Gostava muito, mas a situação com que me deparo é que é muito difícil arranjar maneira para fazer um livro, arranjar uma editora. São precisos muitos anos de trabalho e sinto que o meu trabalho ainda tem muito para crescer e tenho muito para aprender até conseguir chegar ao ponto de editar um livro através de uma editora, sem ser autopublicado. O que tenciono fazer num futuro próximo é tentar autopublicar uma zine ou uma coisa mais pequena com os Estudos sobre propriedade, mas mais concentrado na parte da comunidade da Christiania, na Dinamarca, porque ainda tenho uma outra parte do projeto que é muito sobre a parte mais ibérica e acabam por ser diferentes. Estou a debater se devo juntar as coisas ou não.

G. — Tens vindo a desenvolver estudos fotográficos que contrapõem cores fortes e enquadramentos rígidos que exploram as relações entre a natureza e a pegada humana. Foram estes elementos que procuraste incluir na composição das imagens que captaste?

G. P. — Sim, esses elementos acabam por ser muito a razão pela qual eu tiro ou não uma fotografia ou os elementos através dos quais o meu olho vai achar que isto é uma situação para deixar gravada na película. Como trabalho em formato analógico, mesmo que tente não o dizer muito, porque acho que, hoje em dia, as pessoas ficam muito agarradas ao facto de ser analógico e de isso dar mais valor à fotografia. Eu acho que o que dá mais valor [à fotografia] é o processo e não o facto de dizermos que é analógico, mas acaba por ter um bocado de impacto, na medida em que tenho que decidir melhor se vale a pena ou não [captar a imagem]. Tenho que passar por muitos desses critérios: será que isto é suficientemente o que eu quero para clicar no shutter, se vale a pena. 

G. — Que equipamentos usaste para captar as imagens? 

G. P. — Eu uso somente uma câmara de médio formato, uma Mamiya RZ67. Em relação ao filme, uso sempre o mesmo, que é o Portra 400, da Kodak, que mantém a mesma linguagem. Consigo manter sempre a mesma linguagem, usando sempre o mesmo equipamento. Sei que há muitas pessoas que gostam da parte experimental da fotografia analógica e que gostam de experimentar imensas coisas. Eu descobri o que eu gosto e não tenciono, nem quero, mudar. Estou confortável, encontrei a ferramenta perfeita para o trabalho que eu quero fazer e é o que eu uso sempre. 

G. — Voltando à tua obra. Na candidatura escreveste que “vivemos num mundo onde cada vez mais existe conflito no que toca a posses, sejam estas pessoais, estatais, universais” e referiste que a natureza desempenha nesta dinâmica um “compasso de pausa”. O que significa esse compasso de pausa? 

G. P. — Nas fotografias, aquilo que é rígido e esses enquadramentos rígidos que eu procuro, acabam por, na maior parte das vezes, vir das construções que são humanas. E tudo o que é natural acaba por ser mais moldável e mais caótico, às vezes. Eu procuro mais a parte humana na fotografia, mas a parte da natureza acaba sempre por aparecer, porque ela acaba por delimitar essa rigidez que os humanos tentam criar. Por exemplo, naquela fotografia do homem a olhar para o telemóvel, há uma rigidez em tudo o que é humano, mas depois há uma certa paz naquilo que é natural. Acho que isso vem, subconscientemente, [mostrar a] maneira como a natureza vai estar cá mesmo que os humanos se extingam. Nós falamos muito hoje em dia em salvar o planeta, mas a verdade é que o planeta vai estar cá muitos milhões de anos depois de nós estarmos cá e acho que é isso que as pessoas se esquecem.

Estudos sobre propriedade. Fotografia de Guilherme Proença
G. — Essa fotografia foi uma das duas que foram expostas na MNJC. A outra fotografia representava um espaço interior em que é possível identificar uma fotografia de um ambiente de natureza. Foi uma decisão premeditada ou acaso? 

G. P. — Para a exposição, foi premeditado ter um espaço interior e um espaço exterior, porque sendo um trabalho sobre propriedade, achei importante ter essas duas vertentes, quando só pude ter duas fotos expostas. Se foi por acaso aquela sala ter um quadro ou uma fotografia com um lago ou uma árvore, foi um acaso encontrar aquele sítio. Lá está, acaba por ser aquela parte do processo, que é o puzzle de meter as coisas umas com as outras e de ver o que é que faz sentido e isso já não é acaso, é muito tempo a pegar em fotos e olhar para elas e relacioná-las.

Estudos sobre propriedade. Fotografia de Guilherme Proença
G. — Prevês que a fotografia continue a ser uma espécie de escapatória artística, como mencionaste há pouco, ou preferias, no futuro, investir na fotografia e fazer dela a tua atividade principal? 

G. P. — Realisticamente, acho que no panorama onde vivo, aqui em Portugal, a fotografia de autor acaba por ser uma coisa muito difícil para ser o ganha-pão de uma pessoa. Acabo sempre por pensar na fotografia, até a longo prazo, como uma escapatória artística e como uma atividade que vou fazendo sempre a pouco e pouco. Acredito que vá ser sempre uma atividade ao lado daquilo que será a minha atividade profissional, mas gostaria muito que fosse de outra forma. Se bem que gosto muito daquilo que faço e não me posso queixar porque tenho conseguido fazer aquilo que gosto sempre.

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