Há ilustrações semeadas nas paragens dos transportes públicos de Guimarães. É a segunda vez que esta iniciativa acontece no seguimento da Bienal de Ilustração de Guimarães (BIG).

Basta caminhar pelas ruas para nos apercebermos como a arte contaminou o espaço público da cidade, convidando-a a refletir por intermédio da ilustração. No Largo da República do Brasil, adivinham-se “aviões num hangar que fazem lembrar libelinhas.” Trata-se de um dos trabalhos de André Letria, vencedor do Grande Prémio BIG e, pela segunda vez, do Prémio Nacional de Ilustração com o livro "A Guerra", escrito por José Jorge Letria e editado pela editora Pato Lógico.

Contudo, não é o único. Há outros contributos artísticos neste museu pela cidade. É o caso da paragem do Hospital Senhora da Oliveira, onde avistamos “Vida Plástica”, de Ana Rita Robalo, ou até do trabalho de Daniel Lima a partir do título “Por Mão Própria”, de Luís Carmelo.

Existem outras 17 paragens que também contam com a intervenção artística de alunos e diplomados da Escola Superior Artística de Guimarães (ESAG). É o caso de Mafalda Neves, Sérgio Marques, Flavie Monjon, João Silvestre, Catarina Peixoto e Evandro Souza Dias. “As paragens onde o tempo habita” é o nome deste projeto que está patente até 26 de fevereiro.

Desta forma, duas iniciativas paralelas permitem fazer coabitar uma seleção de ilustradores do BIG com o trabalho de novos artistas. Um compromisso que permite acrescentar algo mais à cidade, embelezando-a, tornando-a reflexiva e promovendo a arte e os artistas no espaço público.

Texto de Mafalda Lalanda
Fotografia de Nuno Rafael Gomes / Mais Guimarães

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