Com acesso gratuito para artistas e visitantes, o A.live Map é uma nova plataforma que pretende unir, através de lives, a classe artística num mesmo ambiente, divulgar e rentabilizar os seus trabalhos, seja dança, artes plásticas, música, teatro, cinema, performance, literatura, moda, design ou outro. Além de um espaço de divulgação, este site é também um palco onde se pode assistir a várias performances, concertos ou outras manifestações artísticas um pouco por todo o mundo.

"O propósito do A.live é ser um espaço democrático de intercâmbio cultural. A plataforma acolhe nomes conhecidos, mas principalmente abre possibilidades para profissionais emergentes ou que ficam no backstage, geralmente de pouca visibilidade para o público em geral. É o caso de escritores, roteiristas, cenógrafos, figurinistas, maquilhadores, artesãos, fotógrafos, locutores, entre outros", pode ler-se no comunicado enviado à redação do Gerador.

Para o artista ou profissional da cultura, basta preencher um registo e aguardar avaliação da equipa de curadoria. Quando aprovado, o profissional será incluído no mapa e terá acesso à participação em concursos, eventos especiais da plataforma, projeção internacional, além de poder atualizar os seus conteúdos sempre que desejar, sejam eles gratuitos ou pagos. 

Além de espetáculos musicais, os profissionais têm a possibilidade de divulgar cursos, palestras, workshops, entrevistas, eventos e até mesmo conversas informais. Os conteúdos podem ser difundidos na plataforma em formato vídeo ou áudio.

Para o visitante, a plataforma oferece um conteúdo multimídia organizado e segmentado, que pode ser explorado ao selecionar os pontos no mapa ou através de filtros.

"Isolamento, confinamento, quarentena. Estas situações que ficaram comuns na pandemia fizeram das lives e dos conteúdos online grandes sucessos de audiência. Mas como organizar tantas sugestões que invadiram as nossas redes sociais, disponíveis em dias e horários variados? A ideia do projeto começa a ganhar vida a partir desse cenário", explica a brasileira Sheila Rocha, autora do projeto, que foi lançado no primeiro dia deste mês.

Já a inspiração do mapa veio das notícias que mostravam o "triste ranking do avanço da Covid-19 pelo mundo, fazendo surgir o questionamento: que tal mapear a vida e direcionar os holofotes para aqueles que nos mantém vibrantes e culturalmente vivos? E como podemos retribuir e colaborar com os artistas?", lê-se na apresentação do proejto. "As perguntas fizeram nascer o A.live, um mapa vivo e pulsante, um movimento colaborativo para a sobrevivência da cultura."

Texto de Flávia Brito
Fotografia de Aksonsat via Pexels

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