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Hermínia Gonçalves: “Sou só eu e o meu tear”

Em Odivelas, Ferreira do Alentejo, a produção de cestas de esteira é uma atividade ancestral mantida pelo casal de artesãos, Hermínia Gonçalves e José Nunes. A criação das cestas “leva-tudo”, como antigamente eram conhecidas, requer a ceifa e a transformação de fibras vegetais, tais como o junco e o vime. Este saber tem sido passado de geração em geração e engloba conhecimentos relacionados com essas mesmas fibras, nomeadamente, onde, quando e como se recolhem. É ainda necessário saber “armar” um tear e criar, a partir da técnica do entrelaçado, uma cesta de esteira.

Texto de Mariana Moniz

Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR

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Hermínia Gonçalves tem 76 anos. Há 60 que produz as cestas de esteira de Odivelas, aldeia em Ferreira do Alentejo. No dia 17 de abril, embarcamos numa viagem até ao município para nos encontramos com Hermínia e o seu marido, José Nunes. A artesã recebe-nos com um avental verde na sua garagem, espaço onde montou o tear que ainda hoje usa – oferecido pela Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo há 20 anos – e onde expõe as cestas e os painéis que produz diariamente.

José Nunes, de 85 anos, tem um problema de audição e dificuldades na fala. Ainda assim, não deixa de exibir um enorme sorriso quando nos vê entrar na sua casa, deixando-nos à vontade para conhecer o ateliê onde sempre trabalhou junto da mulher. Hermínia, por outro lado, começa logo por nos contar, com o seu sotaque alentejano, como acabou constipada durante a semana anterior. Após uns minutos de conversa informal sobre o assunto, a artesã segue para junto do tear e retoma o seu trabalho manual.

Antigamente, as mulheres usavam as cestas de esteira para transportar o farnel ou para as suas idas à mercearia. Eram conhecidas como as cestas “leva tudo”. O casal de artesãos, Hermínia e José Nunes, tornaram-se mestres na arte de tingir, bater e entrelaçar o junco no tear. Vara a vara, Hermínia entrelaça cores e cria padrões, dependendo da encomenda e da imaginação. José Nunes, ajeita os pormenores, corta os fios e trata dos acabamentos das cestas, nomeadamente a colocação de fivelas ou das asas de vime. Há 60 anos que trabalham juntos no ofício que os uniu na vida e no casamento.

Hermínia Gonçalves e José Nunes. Créditos: David Cachopo | GERADOR

A Hermínia nasceu e cresceu aqui, em Odivelas?

Nasci, sim senhor. Nasci e fui criada aqui.

E quando é que aprendeu a produzir as cestas de esteira?

Olhe, tinha 17 anos. O meu marido já tinha esta casa e eu vim para aqui aprender. Ele também era um rapazito novo e como tinha este problema de audição, os pais mandaram-no ensinar a fazer as cestas. Ele ensinava algumas raparigas e eu acabei por me oferecer para vir para aqui trabalhar.

Portanto, não era um negócio da sua família?

Não, era dos pais do meu marido. Eu falei com a minha sogra e ela disse-me para eu vir. O senhor Presidente [Marcelo Rebelo de Sousa] também me perguntou: “então e depois, como é que ficou”? – Ele esteve aqui a visitar a gente, já viu? – E eu respondi-lhe: “então, eu vim como criada e acabei como patroa”! [risos]. Ele fartou-se de rir.

Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR
Tear de Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR

A produção das cestas é um saber que tem vindo a passar de geração em geração.

Sim, sim! Trabalharam muitas raparigas aqui.

E quem é que a ensinou a si?

Foi o patrão [sorri, apontando para o marido]. Foi este patrão. Eu via as raparigas a saírem daqui com as cestas e ficava com uma vontade enorme de aprender. Era uma moça. Disse à minha mãe que me ia oferecer à senhora Caetana [sogra de Hermínia Gonçalves] para vir para aqui trabalhar. A minha mãe achou muito bem, ela queria toda a gente a trabalhar! Só não achou bem o casamento.

José Nunes. Créditos: David Cachopo | GERADOR

Mas chegou a trabalhar noutras áreas ou manteve-se sempre na produção das cestas?

Sempre, sempre, sempre. Nunca parei. Mantive-me aqui, nesta vida. Já cá estou há 60 anos [sorri]. Não são 60 dias. É uma vida. É uma vida mesmo. Tive um casal de filhos, muito lindos. Eles ainda chegaram a aprender, mas ela depois emigrou para a Suíça. Está lá há 30 e poucos anos. Tem uma filha, licenciada em arquitetura. O meu filho casou e foi morar para Sintra. Quando vêm, no verão, ajudam a gente a cortar o junco e assim.

E os netos também ajudam?

Os netinhos adoram! Adoram isto. Tenho uma pequenina com sete anos que já disse que queria um tear para ela. Ela põe-se aqui ao meu lado e quer é trabalhar.

Para a produção das cestas, utiliza fibras vegetais como o junco e o vime. Como se recolhem essas fibras?

Olhe, tenho ali fotografias. Vou-lhe mostrar.

Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR

Hermínia sai do seu posto de trabalho e dirige-se para o pé da parede onde se encontra um grande quadro repleto de fotografias suas e do seu marido. Umas aquando da colheita das fibras e outras com alguns dos padrões elaborados pela artesã ao longo dos anos. Aponta para as mesmas com as varas de junco que tem na mão e passa a explicar-nos como funciona a sua colheita:

Vamos ceifar aí por esses bairros, por essas ribeiras. Agora já temos uma máquina. Depois, estendemos [o junco ou o vime] num alqueive para secar. Um alqueive é um terreno sem ervas, sem nada. Aqui, nesta fotografia, está o meu marido a estendê-lo. Aqui, já está seco. Atamo-lo e trazemos para casa, para o armazém. Fica assim desta cor [ergue as varas de junco que tem na mão]. Isto depois é lavado, porque ele vem assim sujo do alqueive. É tratado durante quatro horas. Depois, tingimos com anilina [tinta], que é apropriada para pintar estas coisas, e levamos para uma estufa, onde o colocamos num lume com enxofre durante 24 horas. O próprio enxofre é que o branqueia, fazendo com que o junco não parta. É com isto que a gente trabalha [entrega-nos uma das varas]. Mexa, mexa, não tenha medo.

Varas de junco no ateliê de Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR

E quando é que deve ser feita essa colheita?

Olhe, em julho e agosto. Tentamos recolher o máximo que conseguimos para durar o ano inteiro. Depois, as pessoas podem pedir os desenhos que quiserem que a gente faz! E é assim, recebemos muitas encomendas e vamos fazendo… vamos fazendo.

Sabe como foi evoluindo a própria produção das cestas de Odivelas?

Ninguém dava valor ao artesanato. Só de há uns 10 anos para cá é que isto se começou a desenvolver mais. Não vê que agora aparecem pessoas a vender todo o tipo de trabalhos? Até pessoas com 80 e tal anos, já tenho visto na televisão. Pessoas velhas, artesãos. Estão a dar mais valor ao artesanato agora. Antes nem ligavam a estas técnicas.

Essas técnicas foram mudando ao longo do tempo?

Não mudou nada. Sempre foi feito assim. Algumas pessoas já vieram com ideias de usar uma cadeira, mas não dá. Como é que eu faço o movimento do corpo? Não dá para a gente se sentar aqui e trabalhar. O nosso corpo tem de girar para todo o lado. Claro que agora já existem as máquinas, mas eu não tenciono usá-las. Sou só eu e o meu tear. Depois de mim, acabou-se. Mas vamos indo.

Hermínia Gonçalves e José Nunes. Créditos: David Cachopo | GERADOR

A artesã nunca para de trabalhar ao longo da nossa entrevista. Primeiro, passa uma vara de junco vermelho entre três linhas do seu tear. Depois, pega no denominado “pente” de madeira e puxa a vara para baixo, dando dois empurrões fortes na sua direção e unindo-a às restantes que constroem a cesta.

O que está a fazer é a técnica do entrelaçado, não é?

É, sim senhor. Estou a fazer uma cesta grande. Tenho de encher o tear até lá acima e, quando acabar, corto os fios. Tenho de ter sempre as linhas do tear esticadas, não posso tê-las frouxas. Depois, quando a cesta está pronta, atam-se as ourelas e cosem-se as partes laterais. Aliás, essas já estão feitas. Venha cá ver [pega numa das abas que tem no chão e mostra-nos as cestas que estão em exposição]. Agora o meu marido inventou esta fivela para as cestas fecharem melhor.

Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR
Uma das cestas de esteira produzida por Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR

Para além dessa técnica, que outras são necessárias para a produção das cestas?

A técnica é esta [senta-se na cadeira ao lado da mesa de exposição]. Depois, é preciso cortar, coser, armar o tear, ter tempo, paciência.

A Hermínia trabalha o dia todo?

Todo. Isto é conforme o ritmo da casa. Às vezes empatamos muito, não é? Vamos fazer o almoço, a lida da casa. As encomendas são muitas e nós somos só dois. Há uma rapariguinha que nos vem desenrascar de vez em quando. Infelizmente, ficou viúva. Sempre que estou apertada com o serviço, telefono-lhe e ela vem cá desenrascar. Não consigo fazer as encomendas todas sozinha. De manhã é quando trabalho mais. Levanto-me às cinco, cinco e meia, todos os dias. Às vezes, adianto o almoço e depois venho logo para aqui. Durante o inverno é que é pior, por causa do frio.

Estas cestas eram conhecidas como as “cestas leva-tudo”. Que detalhes nos pode indicar acerca do surgimento das mesmas?

[Hermínia regressa para junto do tear e prossegue com o seu trabalho]. Bem, o que eu sei é que o meu sogro ceifava junco para uns senhores de Alcobaça. Veja, eles vinham buscar junco a Odivelas para fazerem lá cestas. Foi graças a esses senhores que o meu marido e o pai as descobriram. Não sei porque é que esses senhores vinham aqui buscar o junco, se calhar não havia em Alcobaça, não é? Essa parte eu não sei. Mas bem, o meu sogro começou a questionar-se para que é que eles queriam tanto junco. Levavam camionetes cheiinhas! Então, ele e um genro seu foram até Alcobaça e descobriram as cestas. Daí que eles vieram e armaram o tear aqui, em Odivelas. Depois, olhe, começaram a trabalhar. Chegaram a ter oito raparigas [a ajudá-los]. Quando as cestas apareceram ainda tinham muita saída, depois é que as vendas começaram a abrandar. Até que aumentaram de novo. As cestas sempre se usaram, mas nunca com a frequência de agora. Mesmo as pessoas que fazem para revenda, dizem que é uma loucura. É tudo a perguntar por cestas [sorri].

Cestas de esteira produzidas por Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR
Cestas de esteira produzidas por Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR

Quais são as maiores dificuldades que encontra na produção das cestas?

Olhe, não sei [risos]. Só sei que, se isto não se desenvolver como agora, acaba-se a gente, acabam-se os cestos. Sabe quantos cursos demos? Nove. Nove cursos. Só ficaram aí três raparigas que depois casaram e foram embora. As outras nem quiseram seguir por este caminho. Ensinávamos tudo nos cursos, desde a ceifa até ao fim. Tudo, tudo, tudo. Mas ninguém quis ficar. Sabe porquê? Isto é doloroso. Estamos em pé o dia todo e a malta nova não quer. Isto não tem horas. Se começar cedo, acaba cedo e ganha mais.

Mas a Hermínia não desiste, nem quer sair deste ofício.

Não desisto porque isto é um suplemento para a minha reforma. As reformas são muito pequeninas. Diga-me lá, 600 euros dão para quê? Não dão para a nossa lida. A vida está muito cara. Se eu fosse tirar só da reforma, não conseguia. Então, pronto, vou trabalhando com muito sacrifício, com a idade que eu tenho. Até poder. Quando não puder mais, isto fecha. Já para não falar da instabilidade do negócio. Hoje vende-se muito bem, mas amanhã não sabemos! Temos de ter carros específicos para transportar o junco, já tive de vender cestas em feiras, isto sempre deu muita despesa. Precisava que o governo ajudasse, mas há muita falta de apoio para o artesanato. É tudo muito incerto.

Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR

E o facto de se encontrar numa região mais isolada também não facilita, pois não?

Exato. A sorte foi o Presidente [da República] ter vindo cá. As cestas começaram a vender-se muito mais! Havia imensas pessoas que não conheciam as cestas, nem sabiam que elas existiam. Não havia muita divulgação, por isso, foi mesmo bom que o Presidente tenha vindo. Divulgou o nosso artesanato. Mas sabe qual é o maior problema nisto tudo? É a colheita do junco. Já não se encontra. O ano passado não ceifámos quase nada. Não sei se ele vai dar para o ano todo, até a gente ter chuva. Não possuímos herdades para ter junco. Temos de ir às herdades das outras pessoas pedir para o ceifar ou comprar. Acontece que, por vezes, chegamos aos terrenos e estão lá as máquinas a dar voltas para regadio. As herdades não são nossas, não podemos fazer nada. Antes, tínhamos muitos vales ao pé da barragem [de Odivelas]. Agora, estão cheios de amendoeiras. A produção das cestas pode acabar por falta de junco. As matérias primas vão desaparecendo. Esse é que é o grande problema. Enquanto eu puder, vou trabalhando. Graças a Deus não tenho assim nenhum problema de saúde. E dores temos todos, não é verdade? [risos]. Mas isto é uma paixão. Tenho prazer em ver as pessoas comprarem as minhas cestas ou a virem cá conhecer o espaço. A gente quando faz, tem prazer em mostrar o nosso trabalho.

Alguma vez rejeitou alguma encomenda?

Não, não. O que posso fazer, faço. Já fiz uns painéis para vender a uns senhores belgas que gerem uns montes turísticos. Sabe para que eram os painéis? Para forrarem as portas dos roupeiros! Fiz 12 painéis com 1,80m cada um. Foi este padrão aqui [Hermínia dirige-se para junto da parede e aponta para o painel que está exposto do lado direito].

Mesa de exposição e painéis produzidos por Hermínia Gonçalves. Créditos: David Cachopo | GERADOR

E esses padrões foram todos criados por si?

Foi tudo desenhado aqui pelo artesão [sorri, apontando para o marido que se encontra encostado ao tear]. Ele sempre fez desenhos muito bonitos. Aprendeu sozinho. Sempre que via um desenho, memorizava-o e fazia-o logo. O meu marido tem este problema [de audição], mas sempre foi muito inteligente. É o artesão mais velho daqui. Aliás, tudo começou com ele. Surgiram cinco casas de artesanato em Odivelas graças ao meu marido, só que, entretanto, fecharam e só sobrámos nós.

A nossa entrevistada regressa para junto do tear, onde o senhor Nunes está a analisar o trabalho que já foi feito por ela. O artesão aponta para as varas de junco que atravessam as linhas do tear e parece estar a querer corrigir algum detalhe. «O que é que foi?», pergunta Hermínia. O senhor Nunes levanta quatro dedos e expressa-se, mesmo sem dizer uma única palavra. «Já está a pôr defeitos no meu trabalho», risse Hermínia. «Não tem nada quatro! Olha, vem cá ver deste lado», diz a artesã, puxando a mão do marido. Ambos fixam os olhos no tear e Hermínia apercebe-se do erro que cometeu. «Ah! Tens razão. Passei a vara de quatro em quatro linhas em vez de ser de três em três. Não escapa nada a este homem!», risse. A artesã desfaz o trabalho que já tinha feito e recomeça parte da cesta.

Hermínia Gonçalves e José Nunes. Créditos: David Cachopo | GERADOR

A Hermínia e o senhor Nunes sempre tiveram uma boa relação?

Sim, sim, graças a Deus. Já estamos juntos há 60 anos. Eu vim para aqui trabalhar, ele engraçou comigo, eu engracei com ele, sabe como é. Os meus pais é que tiveram um grande desgosto, mas estava destinado. E é assim, aqui vamos indo. Vamos lutando aqui com a vida até ao dia que se acabe.

Mantemo-nos no seu ateliê, prolongando a conversa com este casal de artesãos. As suas cestas podem ser encontradas neste espaço ou na Herdade Vale da Rosa que, por sua vez, tem apoiado este negócio há alguns anos. A senhora Hermínia e o senhor Nunes despedem-se, finalmente, de nós, afirmando o quanto gostaram de nos receber na sua aldeia e no seu ateliê, e deixando a recomendação para visitarmos a Barragem de Odivelas, «que fica já ali».

Hermínia Gonçalves, José Nunes e Mariana Moniz. Créditos: David Cachopo | GERADOR

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