Analisar o legado colonial que ainda afeta as condições contemporâneas na cidade do Porto é o propósito da exposição “Unearthing Memories – Exploring Contemporary Conditions and Formulating Possible Futures“. A inauguração é dia 6 de dezembro, às 21h30, na Rampa no Porto.

Monumentos públicos, ruas, selos, souvenirs, medalhões, murais, coleções de museus e arquivos nacionais são alguns dos testemunhos que continuam a transmitir uma perspetiva imperialista nas relações de poder da sociedade portuguesa. Estes fragmentos permitem incorporar memórias coletivas, gerando uma cultura visual que marca parte da atualidade do Porto.

Através da colaboração do InterStruc Collective, sete artistas e agentes culturais, Desirée Desmarattes (Alemanha), Isabel Stein (Brasil), Melissa Rodrigues (Cabo Verde), Miguel F (Portugal), Odair Monteiro (Cabo Verde), Vanessa Fernandes (Guiné-Bissau) e Vijay Patel (Reino Unido), realizam um exame aos objetos artísticos apresentados ao mesmo tempo que se procura “restaurar o poder de indivíduos colonizados no passado e marginalizados no presente”. Em comunicado, a organização afirma que “a práxis artística é utilizada como uma plataforma reflexiva para nutrir realidades futuras. Esta exposição analisa criticamente os legados coloniais e enquadra o imaginário atual, composto por memórias, ruínas e lembranças no contexto do Porto.”

Paralelamente também está pensada uma caminhada crítica pelos Jardins do Palácio de Cristal, organizada pelo coletivo Mulheres, Arte, Arquitetura & Design no âmbito do programa Satellites da Porto Design Biennale.

Texto de Mafalda Lalanda
Fotografia via Rampa

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