O IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema apresentou a programação final da sua 16ª edição que conta com mais de duas centenas e meia de filmes, 50 dos quais portugueses. Além disso, a programação de 2019 do festival apresenta a sua habitual secção Herói Independente, destacando o percurso cinematográfico de Anna Karina e o cinema brasileiro mais contemporâneo.

Na competição nacional, o IndieLisboa apresenta seis longas, entre ficção e documentário. São eles Alva, de Ico Costa, Campo, de Tiago Hespanha, Mar, de Margarida Gil, A minha avó trelototó, de Catarina Ruivo, Tragam-me a cabeça de Carmen M., de Felipe Bragança e Catarina Wallenstein, e Tristeza e alegria na vida das girafas, de Tiago Guedes.

Além destes, na seleção de curtas nacionais, destaque para as estreias dos filmes de Susana Sousa Dias (Fordlândia Malaise), Catarina Mourão (O Mar Enrola na Areia), Pedro Cabeleira (Filomena) e Jorge Jácome (Past Perfect). A produção nacional recente marca presença também nas sessões especiais, com a estreia nacional de Hotel Império de Ivo Ferreira, que trará também ao festival a antesestreia da série Sul, Understory, de Margarida Cardoso, Donzela Guerreira, de Marta Pessoa e Um Ramadão em Lisboa, de Catarina Alves Costa, Amaya Sumpsi e Carlos Lima.

Mas não só de filmes nacionais se faz a história desta 16ª edição do festival. Tal como já tínhamos noticiado, na secção Herói Independente, o IndieLisboa homenageia este ano Anna Karina, musa da Nouvelle Vague, que irá marcar presença em Lisboa, no dia 8 de maio na Cinemateca, durante a retrospetiva dos seus filmes.

Por outro lado, a mesma secção inclui ainda uma restrospetiva dedicada ao atual cinema brasileiro, com uma série de produções recentes do país irmão distribuídas pela programação do festival, sob o genérico “Brasil em Transe”. Entre os títulos confirmados, estão Divino Amor, de Gabriel Mascaro, Querência, de Helvécio Marins Jr., A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, No Coração do Mundo, de Gabriel e Maurílio Martins ou Seus Ossos e Seus Olhos, de Caetano Gotardo.

Para além das competições acima referidas, existe ainda a secção “Foco Silvestre”, onde constam obras de autores mais conhecidos, como Angela Schanelec, Jafar Panahi e Mike Leigh, mas também novos cineastas. É nesta condição que será dado destaque aos filmes de Caroline Poggi e Jonathan Vinel, que irão fazer ainda uma performance durante o festival.

Além destes, a 16ª edição do festival arranca este ano com a antestreia nacional do novo filme de Korine, realizador de Spring BreakersThe Beach Bum – A Vida numa Boa, com Matthew McConaughey no papel principal.

Já na secção IndieMusic, o festival apresenta uma programação de filmes, onde constam títulos como A Bright Light – Karen and the Process, de Emmanuelle Antilles, Batida de Lisboa, de Rita Maia e Vasco Viana, ou Miles Davis: Birth of the Cool, de Stanley Nelson.

Nesta secção será ainda exibido o documentário Ela é uma música, de Francisca Marvão, que contará com um concerto, a 10 de maio, nas Carpintarias de São Lázaro, com mulheres que fizeram e fazem o rock nacional: Lena d’Água, Adelaide Ferreira, As Gaijas, The Dirty Coal Train, Anarchicks, Panelas Depressão, Clementine, Decibélicas, Matriarca Paralítica e Aurora Pinho.

Apresentado como um festival dentro do Indie, os programadores voltam a sublinhar a importância do IndieJúnior, que é já a maior secção do IndieLisboa, em termos de espectadores. Estão previstas duas sessões especiais para os mais novos: uma composta por ‘curtas’ clássicas do cinema polaco de animação, dos anos 1960, e um filme-concerto com um trio de músicos da Casa da Música a tocarem para filmes de Charles Chaplin e Buster Keaton.

O 16.º IndieLisboa decorrerá de 02 a 12 de maio na Culturgest, no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa, no Cinema Ideal e Carpintarias de São Lázaro, onde desembocará a programação paralela de concertos e festas. Em 2018, o IndieLisboa contou com 37 mil espectadores.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Still de Tristeza e alegria na vida das girafas (2019) de Tiago Guedes

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