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Jornadas Cidade e Feminismos repensa o espaço público na Trienal de Arquitectura de Lisboa

O projeto Cidade e Feminismos parte de perspetivas feministas para lançar reflexões sobre o espaço urbano em Portugal e inaugura na Trienal de Arquitectura de Lisboa, nos dias 8 e 9 de novembro.

Fotografia de Catarina Botelho

Fruto do trabalho da artista visual Catarina Botelho e da arquiteta Joana Braga, “Cidade e Feminismos – Políticas e poéticas do espaço urbano” aposta em oficinas, mesas redondas e conferências centradas na arquitetura feminista para repensar a construção do espaço público num contexto português.

Segundo nota à imprensa, esta vertente do urbanismo é fundada no cuidado, no reconhecimento das diferentes necessidades e vivências dos corpos e na participação coletiva. Ao Gerador, as idealizadoras, que também são investigadoras da área, explicam que tal filosofia se opõe à lógica de produtividade e de consumo na qual as cidades são hoje desenhadas.

“A cidade materializa aquilo que são os valores e as formas de funcionar da sociedade e nós vivemos numa sociedade patriarcal”, afirma Catarina ao sublinhar que as experiências do homem branco são consideradas como neutras e costumam basear a estrutura dos espaços. Dessa forma, falar de feminismo não significa dizer que apenas as mulheres são afetadas: “[o neutro] é um homem branco, mas não é um homem branco qualquer, é de classe média e sobretudo em idade produtiva. A cidade também não está pensada para um senhor de 80 anos”, acrescenta.

Identificada como essencial para a construção de cidades comunitárias, a diversidade de narrativas ocupa as mesas redondas da programação, que chamam à conversa grupos como o INMUNE, que combate a invisibilização e o silenciamento das mulheres negras, e os coletivos Col·lectiu Punt 6 (Espanha) e MAAD (Portugal), de mulheres imigrantes, artistas, arquitetas e designers, em debate na tarde do dia 8 de outubro.

Maria Gil, atriz e ativista cigana, Gaya de Medeiros, bailarina, diretora e produtora, e Paula Cardoso, fundadora da Afrolink, compõem o painel do dia seguinte, dedicado à problematização do género e da racialização no espaço público.

Sobre os processos participativos, ferramenta da arquitetura feminista, Joana Braga aponta que há experimentações e tentativas. Na sua opinião, é fundamental trabalhar, primeiramente, o desejo das pessoas de participar, validando as suas ideias e mostrando que há espaço para as diferentes formas de comunicar. “Não é só fazer um caderno a dizer que participaram e depois as coisas acontecem como já iam acontecer”, salienta.

Com isso em mente, também estão previstas conferências com a arquiteta e urbanista Zaida Muxi e Doina Petrescu, investigadora sobre políticas dos espaços comuns urbanos e feminismos.

A intenção das idealizadoras é, no entanto, ultrapassar a audiência dos especialistas e criar um momento de partilha com o público em geral. O programa conta ainda com a oficina Everyday life walks: Tools to apply Feminist Urban Planning, de Sara Ortiz (Col·lectiu Punt 6), e com jantares comunitários, organizados pelo coletivo AFAVA, ao final dos dias de atividades.

“Cidade e Feminismos – Políticas e poéticas do espaço urbano” é um projeto inserido na Trienal de Arquitectura de Lisboa e decorre nos dias 8 e 9 de outubro, no Palácio Sinel de Cordes.

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