Depois de estrear no dia 16 de outubro, é no dia 31 que Juventude Inquieta se despede da Sala Garrett do do Teatro D. Maria II. O romance A Cidade das Flores, de Augusto Abelaira foi o ponto de partida para que a mais recente criação de Joana Craveiro se edificasse. É também esse romance que acompanha a Joana adulta, adolescente e criança.

fotografia da cortesia do Teatro D. Maria II

Cruzou-se com Augusto Abelaira através de uma recomendação da sua mãe, mas rapidamente se juntou ao Teatro do Vestido. Com o objetivo de lançar um olhar sobre os sonhos e as aspirações da juventude em diferentes épocas, é a partir de Florença, nos anos 50 e 60, na época da ascensão e afirmação do fascismo de Benito Mussolini, que o espetáculo se edifica. Consigo levanta uma reflexão "sobre a resistência ou a luta ativa contra os sistemas autoritários – velhos e novos - e a inércia que se instala. Inércia essa à qual, em tempos, se dava o nome de conformismo, resignação, ou mesmo, colaboração", explica Joana Craveiro.

É em cena que se cruzam várias gerações de intérpretes-criadoras/es, debruçando-se sobre diversas questões: "como se avança daqui para a frente? Como se combate a ascensão dos velhos e novos fascismos? Haverá uma cidade das flores que nos espera?", lê-se em comunicado.

Com texto e direção de Joana Craveiro, Juventude Inquieta conta com cocriação e interpretação de 13 atores. O espetáculo é uma produção do Teatro do Vestido, em coprodução com o Teatro Nacional D. Maria II e o Teatro Viriato.

Texto de Patrícia Silva
Fotografia da cortesia do Teatro D. Maria II

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