Neste sexta-feira, dia 20 de Março, Eva, o novo álbum de Cristina Branco, será lançado. Eva é o alter-ego da cantora, que, agora, é partilhado, num exercício de "transparência", como apresenta.

Eva nasceu na escrita de Cristina, há cerca de 13/14 anos, em Louisiana, o Museu de Arte Moderna, na Dinamarca. Veio responder a um desejo de compromisso consigo mesma, que reside numa forma de estar, na qual a liberdade é a casa. Com Eva, faz caminho até chegar a si: "O meu trabalho acaba por ser uma catarse e uma necessidade quase de expor a minha personalidade, de forma a progredir."

Quis que o público a olhasse de frente, nua e inteira, partilhando a sua reflexão e reflexo. " Preciso que as pessoas vejam a verdade, preciso que sintam." Precisa, também, de dizer que está dentro e fora do palco, que é indivisível e comunga das feridas e dos esforços, das fragilidades, dos que a escutam.

"Delicadeza" abre o álbum e abraça-o, anunciando o sentido que as músicas seguirão: "A Eva já não precisa de aprovação de ninguém. Ou melhor, eu já não preciso da aprovação de ninguém. É tao simples quanto isso".

O diálogo interno encontra-se nos seus diários, os quais foram partilhados com os letristas, entre os quais estão Francisca Cortesão, Pedro da Silva Henriques, André Henriques, Kalaf e Márcia, que puseram a sua leitura em versos, tocados por Bernardo Couto, na guitarra portuguesa, Bernardo Moreira, no contrabaixo, e Luís Figueiredo, no piano. Os videoclips e a capa são de Joana Linda.

Texto de Raquel Rodrigues

Capa da cortesia de Cristina Branco