No Muro – Festival de Arte Urbana celebra-se a vitalidade artística da cidade de Lisboa, hoje uma referência europeia em arte urbana. São dias de workshops, música, visitas guiadas, pinturas ao vivo de artistas nacionais e estrangeiros, sempre em diferentes recantos lisboetas e com organização da GAU – Galeria de Arte Urbana da Câmara Municipal de Lisboa. Na edição deste ano, entre os dias 23 e 26 de Maio, todos os caminhos vão dar ao Lumiar.

O Gerador foi desafiado pela GAU – Galeria de Arte Urbana a pensar em ideias criativas para a programação de 2019 do Muro que, acima de tudo, envolvessem música.

Desse desafio, nascem dois momentos bem únicos e especiais, daqueles que são motivo de peso para marcares presença em mais uma edição desta festa: harmonizações entre música e obras visuais e uma disputa entre dois músicos de jazz e um colectivo de hip-hop. E o que vem a ser isto?

As harmonizações

Porque nem só o vinho e a comida casam na perfeição, este ano o Muro e o Gerador desafiaram três músicos portugueses, o NBC, a Surma e o Tó Trips a criar de raíz uma sonoridade original para três obras visuais que estão inseridas no festival, elevando-as, assim, a uma experiência sensorial de outra dimensão.

São três harmonizações únicas, que é como quem diz três casamentos perfeitos entre uma obra visual e uma música, que vais poder experimentar já entre os próximos dias 23 e 26 de Maio. Uma obra visual do Pantónio junta-se a uma música da Surma, a obra visual do Peeta junta-se a uma música do NBC e uma obra visual do Third junta-se a uma música do Tó Trips.

E como viver isto? Basta trazeres uns auscultadores, leres com o teu telefone o QR Code que vai estar numa placa junto a cada obra visual e, rapidamente, vais parar ao site do Muro onde estarão as músicas do NBC, da Surma e do Tó Trips que acompanham cada obra. Mas não te preocupes, se não tiveres auscultadores ou um leitor de QR Code o festival terá, no local, um ponto de apoio  para te ajudar a viver esta harmonização.

E podíamos ficar por aqui. Mas não ficamos.

O concerto de encerramento do festival

Se há algo que o Muro nos ensina é de que a arte é sinónimo de espontaneidade, que pode e deve ser vivida por todos de forma orgânica, sem regras, qualquer que seja a sua forma de expressão.

Embebidos deste espírito, criou-se um concerto de encerramento do festival, em forma de disputa musical, colocando frente-a-frente um nome sonante do jazz e uma das editoras e produtoras mais influentes do hip-hop nacional. Falamos do contrabaixista André Rosinha, que vem acompanhado do pianista e compositor Samuel Lercher e do colectivo Monster Jinx, neste dia representados por J-K e Maria.

Por isso, se achas mesmo que uma disputa não pode ser harmoniosa, convidamos-te a vir assistir no dia 26 de Maio pelas 18h a este momento.

Créditos – na foto Tó Trips, um dos músicos que participa nas harmonizações
O Gerador está a dar uma mãozinha na criatividade ao Muro – Festival de Arte Urbana