A exposição “Lisboa Viral” de Leonel Moura apresenta 17 esculturas em realidade aumentada na área da Grande Lisboa. O artista conhecido pela sua obra com robótica e inteligência artificial apresenta um novo projeto em que combina as novas tecnologias com a arte.

Estas são esculturas que apresentam a forma de um vírus ou pequenos organismos, que foram realizadas através de um algoritmo generativo. Para as conseguir ver o processo é simples. Basta pegar no telemóvel, instalar a app “Lisboa Viral”, disponível no Google Play ou na App Store, e ir até um dos seguintes locais: Torre de Belém, Palácio de Belém, Praça do Comércio, Praça de Camões, Chiado, Rossio, Cais do Sodré, Bairro Alto, Alfama, Estação do Oriente, Boca do Inferno (Cascais), Praia dos Pescadores (Cascais), Palácio de Sintra, Cabo da Roca (Sintra), Praia dos Pescadores (Ericeira), Cabo Espichel (Sesimbra) e Palácio de Mafra.

Foi em 2001 que Leonel Moura criou o primeiro braço robótico capaz de gerar pinturas operadas por algoritmos. Esse foi o primeiro passo para aquela que viria a ser uma já longa obra que defende a possibilidade de existência de dois artistas para as suas obras, o próprio Leonel que programa os robôs, e o robô que defende ter criatividade para elaborar as pinturas. Mais recentemente, com o projeto “Bebot”, em que robôs são capazes de criar obras de arte únicas, participou no “Artistes & Robots”, Expo Astana (2017), Kazakhstan, Grand Palais, Paris (2018), e na exposição “Cérebro - mais vasto que o céu”, na Fundação Calouste Gulbenkian (2019).

Texto de Andreia Monteiro
Fotografia disponibilizada por Leonel Moura

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