A noite do passado sábado, dia 24 de novembro, foi o pretexto para o instrumentalismo dos Loosense ocupar pela primeira vez a cidade de Braga. Entre teclas, sopro e cordas, a banda subiu ao palco do espaço TOCA para apresentar o novo álbum, “Saloon”. A noite contou ainda com a banda OCENPSIEA, convidada pelos Loosense para abrirem o espetáculo.

Foi entre as luzes vermelhas e verdes do TOCA que a banda se ergueu para dar a conhecer o mais recente trabalho. Tudo começou numa garagem em Setúbal, no ano de 2014, mas nunca mais parou. A banda cresceu, evoluiu e continua a explorar os mais variados géneros da música instrumental. Desde FunkLatin, Hip-Hop, Jazz, Gospel e Soul, o grupo continua a dar asas à improvisação para alcançar novas inspirações.

Com quase cinco anos de existência, os Loosense foram sofrendo alterações. “A banda começou há quase cinco anos, mas a banda como nós queríamos, ou seja, com dez membros, tem só dois anos, mas o balaço é positivo”, refere o baterista Pedro Nobre. Com dois álbuns editados, o grupo já fez uma digressão por várias cidades.

Sobre o novo disco, Rúben Silva acredita que “este álbum faz uma dedicatória ao sítio onde isto acabou por começar: a sala de ensaios”, a que chamam de Saloon. “Depois, cada nome dos temas é um sítio onde tocamos e onde fomos bastante felizes”, remata.

Passar para dez elementos exige outro trabalho e método. “O processo é diferente do início da banda, quando íamos para a uma sala”, conta João Completo. “As músicas do primeiro álbum foram muito feitas em ensaio: estávamos lá, tocávamos e as músicas iam aparecendo. Neste álbum, as músicas vêm todas de um ou dois membros. Parte de uma coisa mais individual e cada um tem de fazer o seu trabalho de casa para ter tudo pronto no ensaio. Se fossem dez pessoas a criar música no ensaio, haveria um bocado de entropia”, finaliza.

Braga foi a última paragem depois de Lisboa, Porto e Aveiro. A banda apresentou músicas do novo álbum, mas também do primeiro disco “Doze”. “Apesar de no novo álbum estar lá identidade que a malta já ouviu no ‘Doze’, este disco acaba por ser um upgrade, uma cena mais fresh, com mais instrumentos, timbres e mais ideias”, diz Rúben Silva.

A noite terminou entre palmas e êxtase, com a certeza de que “este disco é o novo recomeço da banda”, acredita Pedro Nobre.

Texto e fotografia por Gabriel Ribeiro

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