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Marta Silva (Bairro em Festa): “A cultura e o envolvimento comunitário devem estar na génese do planeamento urbano”

O dia 20 de junho marca o início de mais uma edição do Bairro em Festa, festival que promove a cultura, o desenvolvimento local e a inclusão social no eixo da Almirante Reis, em Lisboa. Marta Silva, presidente da entidade promotora, falou com o Gerador sobre a história da iniciativa que surgiu como um evento da câmara e, hoje, tem na comunidade uma parceria para além da audiência.

Créditos: Inês Albuquerque

A função sociocultural do festival cruza-se com a missão da LARGO Residências, explica a também diretora artística, com quem conversámos na mais recente sede da cooperativa, o antigo quartel da GNR no Largo do Cabeço de Bola. O projeto foi fundado em 2011, no mesmo ano em que António Costa, presidente da autarquia à data, inicia um processo de reabilitação urbana do Largo do Intendente.

Idealizada para celebrar o fim das obras públicas, a festa de verão promovida pela câmara juntava organizações de diferentes setores e foi batizada de “Renasce um Largo para a Cidade”, em 2012, e “Largos da Mouraria”, no ano seguinte. Entre as associações culturais, estava o LARGO, que sugeriu uma componente de envolvimento comunitário desde a primeira edição, ultrapassando a ideia de um mero evento com nomes conhecidos.

Essa valorização da criação local serviu para amparar o fenómeno da gentrificação na altura e continua como a essência do que também já foi o “Bairro Intendente em Festa”. Hoje alargado aos Anjos, Pena e Arroios, o Bairro em Festa reúne agentes sociais, da cultura, do desporto e do comércio para concertos, exposições, debates e oficinas para todos os públicos.

Gerador (G.) — A edição de 2013, quando o festival estava concentrado apenas no Intendente, seria, supostamente, a última. Como resistiu o evento e o que mudou no ano seguinte?

Marta Silva (M. S.) — Soubemos que o festival ia acabar numa fase onde muitas questões do desenvolvimento comunitário e económico estavam ainda muito aquém – as pessoas ainda não vinham para cá, não investiam cá, ainda não queriam morar e trabalhar cá. Nos dois primeiros anos, sentimos que o festival foi um momento muito forte, não só de começar a trazer um público para um lugar esquecido da cidade, mas também com um impacto económico para os projetos que começavam a surgir. Era muito importante continuar com este momento de verão, onde se enchia o bairro e as pessoas criavam cada vez mais afinidade e relação de segurança e de pertença com este local.

O LARGO, como já tinha este papel de ir reunindo os vários agentes locais, fez uma espécie de carta coletiva com outras entidades e comerciantes, que entregamos à autarquia com algumas reivindicações, e uma dessas era que o festival não podia desaparecer. A câmara reconheceu, e muito bem, que não podia continuar a olhar só por este território, porque tinha uma pressão do resto da cidade, mas que precisava de continuar a injetar alguma atenção [à iniciativa]. Passaram então a apoiar e o território a promover. Uma intervenção só é sustentável se ela não depender exclusivamente do poder, ou seja, se envolvermos os agentes e as organizações de base que estão no território, independentemente das variações políticas, das eleições e de quem está no comando, porque, depois, os partidos e as decisões mudam e as coisas são interrompidas.

Em 2014 há uma grande mudança: criámos uma imagem e identidade coletiva local, e o LARGO, enquanto entidade com um bocadinho mais de experiência, ficou a coordenar o que veio a ser chamado Bairro Intendente em Festa.

G. — Que razões levaram à expansão do festival, em 2020? Como se adaptaram ao contexto pandémico?

M. S. — O município foi revelando interesse na expansão do evento, ao mesmo tempo que nós avaliámos que, no Intendente, estávamos a perder os parceiros culturais, que estavam a ser substituídos por cafés, restaurantes, hotéis, etc. Esta análise de que ali a coisa secava e gentrificava justificava o alargamento à Almirante Reis, já que o eixo tinha cada vez mais cultura a crescer e continuava a ter esta necessidade de intervenção.

Quando vem a covid e não se pode fazer coisas no meio da rua, estamos a destruir aquilo que era a grande potência democrática do festival, a cultura de acessibilidade. Não fazer não era uma questão, porque o setor e os seus trabalhadores estavam extremamente cancelados e vulneráveis. Esse não deixava de ser um momento no qual nós conseguíamos sempre injetar, através do apoio que temos da câmara, um dinheiro bastante significativo para as entidades locais programarem e trabalharem. Tínhamos o orçamento, mas faltavam as condições, então tivemos de as reinventar. Fomos à procura de espaços minimamente públicos onde poderíamos ter essa característica de estar a céu aberto, mas que, ainda assim, se conseguia controlar o acesso. Descobrimos a Praça das Novas Nações, que tem uma área circunscrita; o recreio de uma escola, que dá para fazer a programação para a infância; dentro do mercado, etc. Em 2020, mudámos novamente de identidade e passamos a ser Bairro em Festa, porque abrangemos agentes do eixo Almirante Reis.

Créditos: Ivo Rodrigues
G. — No que consiste a cultura de acessibilidade?

M. S. — Ela acontece no lugar mais democrático que existe: a rua. Não só vêm pessoas que olham para o cartaz e se interessam, como também as pessoas que estão no local são confrontadas e embrenhadas numa vida cultural que o seu bairro lhes traz. Muitas delas não iam e não tinham sequer o desejo de comprar um bilhete para ir a um teatro ou um festival. O trabalho de proximidade na relação do acesso à cultura traz públicos que normalmente não estão ainda para aí virados e possibilita que esteja, numa mesma plateia, uma diversidade que nunca se vai encontrar dentro de um teatro nacional ou de um centro cultural, equipamentos mais institucionalizados para o setor.

G. — Até há dois anos, a sede do LARGO Residências era no Intendente. Essa mudança teve que ver com a última reinvenção do Bairro em Festa?

M. S. — Nós fizemos um espetáculo aqui em 2015 e, nessa altura, olhámos para este quartel e achámos que era um crime isto ficar vazio, quarteirões e quarteirões no centro de Lisboa, onde o preço do metro quadrado está cada vez mais caro. Em 2020, a cidade está a especular, está-se a perder património para a privatização e todos os projetos sem fins lucrativos não estão a resistir. O nosso contrato de arrendamento ia terminar e tínhamos outras entidades desesperadas à procura de espaço porque os contratos estavam a ser rescendidos ou porque as contas estavam a ser aumentadas brutalmente, então começámos a fazer um trabalho de persuasão e lobby junto do município e do Governo. O antigo quartel da GNR estava devoluto e o Bairro em Festa era um bom motivo para entrarmos aqui. Conseguimos a autorização do Estado, e 2020 é mais um marco, quando crescemos de dimensão territorial e na quantidade de parceiros, e ganhamos este statement ainda maior de que as atividades sem fins lucrativos têm de continuar a existir neste território que está a ser espremido.

G. — O que é o Big Heart, a ilustração que acompanha os vossos cartazes de divulgação?

M. S. — Temos dois corações: o Heart e o Big Heart. Em 2016, encomendámos as ilustrações ao Atelier SER, coletivo dos artistas Bruno Lavos e Diogo DeCalle, que estiveram em residência connosco. Eles faziam um trabalho muito interessante de serigrafia participativa numa bicicleta, sempre com um design com uma mensagem comunitária, política e cidadã por trás. Percebemos que esse trabalho de autor deles encaixava bastante com o nosso – uma festa de ativismo, de participação da comunidade e de inclusão. Na altura em que estávamos ainda só no Largo do Intendente, pedimos-lhe uma imagem para associar ao festival. Dei-lhes uma metáfora que foi sempre muito simbólica para o processo de proteção urbana: quando o Intendente começa a ser trabalhado, o largo ganha protagonismo e atenção, mas não se desenvolve um território se não olharmos as artérias, entre as ruas e becos. Limpar o Intendente e já não ter lá o consumo a céu aberto era muito fácil, mas isso não resolve, só afasta para a rua de trás. O trabalho de desenvolvimento de um território não pode ser focalizado num epicentro, tem de se ter uma noção mais global do que é que são as suas ligações.

Se olhares bem para o Intendente no mapa, o largo é a barriga de um corpo. A cabeça é a Rua dos Anjos, há um braço que vai para a Almirante Reis e outro que vai para aquela colina do Bairro das Colónias. Quando eu lhes faço esta relação bairro/corpo, rua/artérias, eles criam o primeiro coração. Quando nós, em 2020, fazemos o alargamento do território, dizemos que o coração vai ter de crescer, porque se criou essa imagem de marca do festival e temos de o manter, mas, de alguma forma, ele tem de se transformar. Então eles fizeram uma nova ilustração partindo da mesma ideia e com as palavras que têm que ver com os valores que todos os projetos transportam e escrevem.

Fotografia via site Bairro em Festa
G. — Como é o processo de criação de uma edição do Bairro em Festa?

M. S. — Isto não tem nenhuma adesão de sócio e nenhuma entrada ou saída formal aprovada por assembleia. É um trabalho de envolvimento comunitário que acontece ao longo de um ano, numa rede informal que vai crescendo. Quem cá está como parceiro diz: “Olha, conheci um novo projeto!” E nós chamamos para sentar à mesa também. O processo é muito orgânico, no qual as várias organizações se vão conhecendo, aprendendo a trabalhar em conjunto e trocando experiências e recursos. Por vezes, há alguns que vêm só como participante, com uma pequena atividade, mas, no ano seguinte, já entram mais em ação.

G. — Qual é a diferença entre participar com uma atividade e ser um parceiro da rede?

M. S. —É quando já participa no desenho coletivo do processo e quando tem mais de uma atividade, não só na sua casa, mas também nas casas dos outros. E mais ainda, este festival é tão grande – são 80 atividades em sete recintos – que a equipa do Largo não chega. Em vez de pôr um anúncio à procura de produtores, viro-me para os parceiros e pergunto quem tem disponibilidade para integrar a equipa. Ser parceiro assume não só fazer a minha coisa, é entrar e relacionar-se com tudo de uma forma diferente. Porque essa questão da rede não é só fazer ao mesmo tempo, mas é como eu mudo aquilo que eu faço em função de uma nova relação que tenho com alguém.

G. — Através da movimentação cultural, que impactos sociais e económicos o Bairro em Festa já mostrou ter?

M. S. — Relativamente aos trabalhadores da cultura, [o impacto] é muito concreto. Em cada edição, temos conseguido pagar a mais de 200 pessoas do setor. Ainda é uma escala muito pequenina, mas não deixa de ser uma cooperativa privada que encontra uma forma de buscar apoios para depois não os executar sozinha, partilhando esses recursos com outros agentes do seu território. Ao longo da última década, foram emergindo várias entidades culturais. Há doze anos, não havia tantas associações locais a nível da cultura, existiam meia dúzia talvez. Se fizermos um mapeamento agora, chegaremos provavelmente às 60 ou as 70 – o número não duplicou, subiu talvez 600 %. Este bairro cresceu em projetos e iniciativas, desde artistas individuais a coletivos informais ou um espaço de associação, e teve cada vez mais esta dinâmica em que a cultura é um lugar de encontro. Depois há um impacto individual. Nós temos pessoas que vieram da situação de refúgio, sem abrigo, da prostituição, da toxicodependência, etc., grupos que dificilmente acediam a estas e estas situações. O ano passado, um mês antes do festival, tinham acabado de chegar os refugiados do Afeganistão. A grande questão do trabalho com pessoas em situação de refúgio não é a língua, é a linguagem – os valores culturais, os comportamentos, como funciona o sistema. É preciso um mediador, alguém que conheça a outra cultura e a cultura de cá e que acompanhe o processo. Nós já tínhamos estes mediadores na equipa, pelo que percebemos a velocidade com que a comunidade chegava cá. De repente, dois ou três tornaram-se voluntários da equipa e criou-se uma residência de música e dança dos afegãos. Os músicos reúnem-se regularmente e vão ter uma apresentação na festa deste ano, mas não enquanto “o grupo afegão que vai tocar para o presidente da República”, tipo jardim zoológico. Eles sabem que podem ensaiar e gravar aqui, ou seja, não é só o programa de mostrar ao público, é dar as condições e a estrutura. E estão no universo da cultura, na qual criam relações para além da comunidade de refugiados e surgem canais de sustentabilidade e emancipação que não dependem de nós. A grande potência, quando queremos promover um processo, é não o querer controlar até ao fim das suas consequências.

Créditos: Inês Albuquerque
G. — Como se dá o trabalho junto às empresas? Que respostas têm do terceiro setor a essa movimentação do bairro?

M. S. — No início, era difícil convencer um restaurante, por exemplo, a oferecer uma refeição. Ao longo do tempo, o comércio local percebeu a quantidade de pessoas que este festival movimenta e o impacto no consumo. Conseguimos sempre o apoio em produtos alimentares para catering para artistas e equipas. [O Bairro em Festa] mexe com muita facilidade no comércio e na vizinhança, que já não questiona o impacto que isto tem.

G. — E então achas que o setor e a comunidade ainda têm de se provar como atores eficazes para o desenvolvimento local?

M. S. — Não deviam, mas infelizmente ainda têm. Principalmente porque a cultura ainda é vista pelo poder político como um instrumento e como um fator de ativação de territórios, em vez de estruturante. Aqui foi um bom exemplo, neste eixo, de como pode ser estruturante. Ela não veio antes participar no planeamento urbano, ela apareceu quando as ações desse planeamento começaram a ter intervenção. Por isso é que eu digo que a nossa ação e de outros parceiros foram uma espécie de pílula do dia seguinte para tentar controlar os efeitos positivos, que também existiram, e negativos de um desenvolvimento muito acelerado.

O que eu recomendo a decisores políticos é conhecer as pessoas dos territórios antes de pensarem nas estradas que vão fazer, nos quarteirões que vão vender e nos edifícios que vão levantar. Através do diálogo cultural, conhecendo-as não só nas suas gavetas, criam-se oportunidades de as pôr em conjunto, e daí nasce sempre alguma coisa que nunca vai nascer na cabeça de alguém que está no gabinete. A cultura e o trabalho de envolvimento comunitário devem estar na génese do planeamento urbano. Agora está na moda o processo participativo, que se acha que é ouvir opiniões sobre uma proposta, quando, na verdade, a participação é um livro branco, não temos nada além de um lugar e das pessoas que o habitam, e vamos começar do zero.

O Jardim do Caracol da Penha é um ótimo exemplo de resistência, resiliência e de vitória da base local contra uma ideia top-down do poder. Eles eram um grupo de vizinhos e hoje são uma associação e um parceiro que faz atividade. Os agentes do território não são simples ativadores, e sim matéria-prima, por excelência, de trabalho para o desenvolvimento equilibrado, saudável e justo para qualquer território.

G. — O mote deste ano é “Transformar, Comunicar, Resistir e Agregar”, a partir de um programa que se assume como “artivista”. O que diferencia esta das edições passadas?

M. S. — Antes de criar a programação, sempre sentamos à mesa com todos os parceiros e discutimos os conceitos e as preocupações que cada projeto tem para o bairro, o que cada um reclama e sente que é urgente. Chegamos em palavras comuns, as mais repetidas por todos, e uma delas, este ano, era essa questão do ativismo e de continuar a lutar por causas que sempre tiveram um lugar de fala e de visibilidade no festival – a luta LGBT, a mobilidade no bairro, a crise da habitação e das pessoas em situação de sem abrigo, etc.

Desafiámos, então, todos os projetos a pensar ainda mais nisso, de forma integrada. O que nasce agora são cruzamentos de preocupações específicas de agentes que pomos em contacto uns com os outros e as coisas ganham uma segunda escala. Um exemplo é a Cooperativa Rizoma, que tem várias iniciativas ligadas à questão alimentar e desperdício. Querem realizar uma atividade sobre o desperdício alimentar na sua casa? Muito bem, mas vamos fazer um desafio: temos aqui ao nosso lado o Quartel de Santa Bárbara, que é um centro temporário de emergência para pessoas em situação sem abrigo. Porque não fazemos lá? É um lugar muito fechado ao público pelas questões que sabemos e pela polémica que causou vir para cá, então vamos começar a trabalhar esses muros, a abrir as portas e trazer atividades que tenham que ver com as questões-chave desta população. É, portanto, trabalhar a arte como potenciadora dessas relações.

G. — Foi criada uma rádio local em AM para o bairro. Como surgiu essa ideia?

M. S. — Nós trabalhamos, há três anos, com o projeto Escuta, que teve a Rádio Escuta num evento pop-up que funcionou superbem. Era uma rádio em cinco línguas, que falava do processo de desenvolvimento comunitário com migrantes e trabalhava não só a questão da tradução, mas também da mediação [cultural]. Este ano, temos o Coletivo Makers como parceiro, que são várias organizações e pessoas ligadas ao Fablab e a outros projetos desta área das tecnologias e indústrias criativas. Eles participaram nas reuniões e sugeriram a ideia de criar uma rádio com frequência. Nós achámos fantástico e dissemos que sim, até porque já tínhamos tido uma experiência positiva de rádio que se cruzou com o festival. O projeto vai estrear e acontecer durante os dias de festa, e eles também vão fazer um workshop que ensina as pessoas a criar uma rádio com frequência, sem ser online, que é cada vez mais fácil de conseguir. Esperemos que seja o nascimento de algo que depois possa ficar como recurso permanente.

G. — Porquê uma rádio e não outro meio?

M. S. — O som é um registo documental muito mais acessível, não só a nível de recursos tecnológicos para o fazer, como também de intimidade, porque conseguimos chegar a muito mais pessoas e comunidades. Na pandemia, por exemplo, os idosos com quem costumávamos trabalhar voltaram a ficar muito em casa. Muitos deles não vão à Internet, eles ligam a rádio. É importante manter esse tipo de conteúdo.

G. — Consegues ver uma relação de relevância do associativismo local a nível internacional?

M. S. — Há a relação mais óbvia que é o turbilhão de culturas e de pessoas que não só emigraram e acabaram de chegar, como muitas que estão aqui pelo turismo e passam a conhecer o lugar. Não deixa de ser um cruzamento de muitos mundos.

A projeção internacional é mais no ponto de vista da investigação e da capacitação. Nós temos os nossos parceiros em redes internacionais e num projeto Erasmus+, que estuda a cooperação territorial através da cultura e da economia social e solidária. Portugal está, juntamente com a França, Itália, Roménia, Luxemburgo e Hungria, a dar exemplos práticos de como a colaboração dos projetos culturais locais é importante para o desenvolvimento dos territórios. Esse grupo veio visitar o festival no ano passado e esteve a discutir com as entidades e a conhecer como é que trabalhamos. Nós também temos ido ver os deles e há muitas semelhanças. A componente internacional do Bairro em Festa não é o artista que sai daqui e vai a outro lado, é o mecanismo que fazemos cá que, felizmente, existe noutros lugares e que temos estado a fazer estas ligações. Recentemente produzimos uma espécie de manual de práticas de colaboração, onde o festival é um exemplo.

O Gerador é parceiro do Bairro em Festa
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