Electric Man é Tito Pires que, depois de se lançar a solo com o álbum de estreia homónimo, editou o álbum Electric Domestique em 2017.

Electric Man é uma aventura de exploração Do It Yourself em formato "one man band" por entre as paredes da sua casa, revelando-se num universo diverso e criativo construído entre efeitos sonoros, batidas electrónicas, guitarra, sintetizador, theremin e voz que evidenciam a sua identidade musical.
Lançou, no início do ano, um novo single,  "Much More Space", que conta com a participação de Suspiria Frankyn, a antiga vocalista dos Les Baton Rouge.

Quanto à sua seleção para esta mescla, disse-nos que: "Muitas mais músicas e projectos deveriam estar aqui representados. Foi, por isso, muito difícil fazer esta escolha. Fica, no entanto, um retrato do passado ao presente com músicas de diversos estilos que me entram sempre com muito prazer nos ouvidos."

Fica com a sua seleção de 10 músicas, aqui:

GNR, "Piloto automático"

"Cresci a ouvir os GNR, e esta música é assídua na playlist das festas em que me deixam por música."

Mão Morta, "Em Directo (Para a Teelvisão)"

"Comprei na altura o disco onde esta música se inclui (Há já muito tempo nesta latrina que o ar se tornou irrespirável - 1998). Nessa época éramos obrigados a comprar discos para ouvir música ou até mesmo a ter que arriscar comprar sem ouvir, ou com uma curta audição na loja. Por alguma razão este disco atraiu-me e acabou por se tornar num daqueles álbuns que marcou a minha adolescência e me fez conhecer e acompanhar a banda até ao presente."

Les Baton Rouge, "Life Beyond Mirror"

"Les Baton Rouge foram uma banda corajosa que quis virar o mundo para mostrar ao mesmo a música que faziam. Infelizmente, Portugal não esteve muito atento ao fenómeno. Esta é uma das músicas que nos faz pensar que este grupo era merecedor de muita mais atenção. A boa notícia é que estão sempre a tempo de os conhecer!"

The Parkinsons, "Angel in the dark"

"Os Parkinsons são um caso raro de atitude e entrega em palco. Angel in the dark é daquelas músicas curtas que incendeia imediatamente uma sala."

Linda Martini, "Mulher a Dias"

"Os Linda Martini perceberam desde o princípio que cantar em português não se resume a uma simples tradução de algo que vem lá de fora. Talvez façam parte daqueles que influenciaram tantas bandas que depois, pelo menos, tentaram fazer o mesmo. Têm, além disso, um som agressivo e sujo que sempre me agradou muito. Na Mulher a Dias, fiquei preso ao primeiro riff."

Moullinex, "Take My Pain Away"

"Esta é daquelas músicas perfeitas que adorava ter sido eu fazer. Penso que, independentemente do estilo que estamos mais habituados a ouvir, é difícil não gostar deste tema."

Bruno Pernadas, "Anywhere in Spacetime"

"É verdade que é muito fora daquilo que faço, mas gosto muito do Bruno Pernadas. É, para mim, das melhores coisas que a música portuguesa produziu nos últimos tempos e era, por isso, difícil não lhe prestar a devida atenção."

Paraguaii, "Straight or Gay"

"Antes de conhecer a banda conheci os membros, num antigo bar de Giliano Boucinha onde fui actuar. É das coisas que mais me agrada no panorama rock nacional. Há uma alegria sombria nos temas que me agrada muito, uma simbiose rara que aqui acontece com naturalidade. Este tema é bom exemplo disso."

X-Wife, "Boom Shaka Boom"

"Acompanhei o crescimento dos X-Wife e gosto muito de revisitar os primeiros discos, ainda com caixa de ritmos, mas ao ouvir o último álbum, do qual esta música é um bom exemplar, torna-se óbvia a evolução da banda que soube crescer sem perder a sua identidade."

Cancro, "Plástico"

"Este single marcou da melhor forma o arranque desta banda. Fazer algo (aparentemente) simples, direto e orelhudo costuma ser o difícil mas, desta vez… aconteceu!"

Fotografia da cortesia de Tito Pires

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