A Interferência – Associação de Intervenção na Prática Artística é um colectivo artístico do Porto com trabalho direcionado para a criação e formação na área da nova música que pretende explorar os limites da percepção e do gosto musical entre os diferentes públicos, alicerçada da clareza narrativa como arma necessária para uma intervenção social.

Através dos cursos e workshops Interferência, tem criado oportunidades acessíveis de formação especializada a jovens e graúdos interessados em conhecer mais e melhor o mundo que os rodeia. Paralelamente, programa concertos de jovens artistas através do Ciclo de Concertos, Electrónica Sem Pastilhas; e com a digressão de criações internas, como SUPRAHUMAN (2019), QUEM FALA ASSIM (2020) tem-se apresentado em espaços como a Porta-Jazz, Café-Concerto Francisco Beja (ESMAE) Casa das Artes (Porto), Auditório do Conservatório de Música de Coimbra e Braga, Teatro Municipal Sá de Miranda (Viana do Castelo), Fábrica da Criatividade (Castelo Branco), O’culto da Ajuda ou Gnration.

QUEM FALA ASSIM, o seu mais recente espectáculo está na sua primeira fase de digressão desde outubro de 2020 até janeiro de 2021. Não percam! Mais informações acerca do espectáculo e reservas no site oficial da Interferência.

A Interferência sugere que fiquem a conhecer estes 10 nomes da nova música portuguesa:

Daniel Martinho, “Stellar”

"Daniel Martinho é um compositor gaiense, tendo sido jovem compositor da Casa da Música em 2010. Atualmente é professor na Academia de Música Costa Cabral. O seu trabalho é focado na exploração da síntese modular."

Névoa, “Pale and Frail, He Stands”

"Os Névoa são uma banda de post-black metal do Porto.
Têm um trabalho novo em mãos. Não há muito a dizer, ouçam o novo single Altering Mass no bandcamp oficial da banda e depois percam-se nos trabalhos que têm vindo a lançar desde 2014."

Arianna Casellas, “O Meu Irmão Diria”

"Ouçam com atenção a jovem cantautora luso-venezuelana, e as suas narrativas bilingue plenas de sotaque e com uma capacidade ilustrativa algo única no panorama musical."

Igor C. Silva, “My Empty Hands – for flexible percussion ensemble, electronics and video”

"É impossível falar da nova música nacional sem referir o jovem compositor Igor C. Silva e esta estética pós-minimalista tão própria e cuidada. Nesta obra, “My Empty Hands” é perceptível o controlo gestual exigido e o resultado tão bem conseguido de sincronia com o vídeo."

João Barradas, “Home”

"O jovem acordeonista, João Barradas, demonstra o que é dedicar toda uma vida ao aperfeiçoamento técnico e musical, à relação com o instrumento e à forma como este passa a ser uma extensão do seu próprio corpo."

Hugo Carvalhais, Live @ Casa da Música

"Espectáculo de apresentação do que viria ser o álbum do ano em 2011. “Nebulosa” apresenta-se como uma viagem aural, dentro do jazz, mas sem constrangimentos estéticos de maior, podia ser Ligeti. Hugo Carvalhais não deixa muito por dizer. Nem tem urgência em dar que fazer ao mercado. Cada lançamento é uma aposta segura e um documento digno de atenção."

Blac Koyote, “IO”

"'IO' em colaboração com o saxofonista Henrique Portovedo marcou 2019 como o regresso de Blac Koyote depois do seu álbum de 2011. O mais recente trabalho de Blac Koyote é uma banda sonora original para a curta-metragem Money Honey premiado como Melhor Filme no prémio The Wellington UNESCO City of Film no Ngā Whanaunga Māori Pasifika Shorts."

Carlos Guedes, “Fragile Ecosystems” OUVE AQUI

"Carlos Guedes é um dos pioneiros da computação musical em Portugal e é um dos importantes reformadores dos cursos de Composição nas universidades portuguesas. É ainda responsável pela estruturação do programa curricular nos cursos de Música da NYU Abu Dahbi. Para além do seu contributo académico, Carlos Guedes tem desenvolvido um extenso trabalho criativo como compositor e performer, fica aqui Fragile Ecosystems."

fibrja, “winter”

"fibrja é o projecto musical de Filipa Jaques, que só este ano já lançou 3 EPs! O trabalho de fibrja desprende-se de qualquer categorização preferindo colocar o foco na narrativa e na exploração sonora. Fiquem atentos ao trabalho de fibrja, que pressentimos terá ainda muito para nos contar."

Metamorfiko, “Eyelashes Gone”

"Eyelashes Gone é o mais recente EP de Metamorfiko, produtor de Portimão que lança este seu trabalho a solo através do colectivo Colónia Calúnia. A electrónica de Metamorfiko é recheada de texturas e demonstra o seu amplo vocabulário, aproximando-o da cena IDM. É um produtor regular nos discos que saem de Colónia Calúnia. Intriga-nos saber qual será o seu próximo passo."

Fotografia da cortesia de Interferência
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