Magano surge em 2014 no âmbito de uma residência artística. Há coisa de quatro anos, a paixão pelo Cante Alentejano uniu três músicos: Sofia Ramos, Nuno Ramos e Francisco Brito, cada um com as suas influências e referências musicais próprias. Juntos, chamam-se Magano e dão uma nova expressividade a esta música que é Património Cultural Imaterial da Humanidade. Apesar de a ideia de conceder ao Cante novas sonoridades ter sido pensada anteriormente pelo Nuno Ramos foi com a junção do Contrabaixo do Francisco Brito que o projecto passou da ideia para a prática.

Através de um Contrabaixo, Viola e Percussões e de uma interpretação a duas vozes, Magano concede às modas Alentejanas um cunho pessoal pautado pela simplicidade e profundidade. Depois de um primeiro EP , lançado em 2016, muito bem recebido, inauguram hoje um novo capítulo.

De 13 a 15 de junho, a cidade de Setúbal servirá como plataforma para a promoção da diversidade musical ibero-americana, ao receber, pela primeira vez, a quinta edição da EXIB MÚSICA – Expo Ibero-americana de Música. É no dia 14 de junho, pelas 18h, que Magano sobem ao palco  Casa da Baía, para escrever mais uma página de um novo capítulo.

Para já, fica com a seleção de 10 músicas de autores portugueses que os Magano partilharam connosco:

Manuel Cruz, O Navio dela
Salvador Sobral, 180,181 (catarse)
Joana Espadinha, O Material tem sempre razão
Omiri, Fui à Lenha
Primeira Dama, Tiro-no-Liro
Ricardo Ribeiro, Depois de ti
Valete, Rap Consciente
Cassete Pirata, Ferro e Brasa
Mutrama, Mourisca de Santana
Deolinda, Passou por mim e Sorriu

Fotografia de Arlindo Camacho
O Gerador é parceiro do EXIB Música

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