Niki Moss é o alter-ego de Miguel Vilhena, músico multi-instrumentista, fundador da editora pontiaq, vocalista da banda Savanna e produtor de inúmeras bandas portuguesas (Pista, Marvel Lima, Ditch Days, Flying Cages, George Marvinson…).
A título individual, Niki dá-nos a conhecer uma coleção de trabalhos compostos, produzidos, gravados e misturados pela sua mão, num exercício solitário.

Após quatro singles com contínua rotação na rádio e inúmeras menções na imprensa nacional e Internacional (Clash, Billboard, Mondo Sonoro, Indie Shuffle), o álbum Gooey concebe mais um single, “Standing In The Dark”, desta vez sob a forma de EP, integrando cinco versões do mesmo tema. Descortina-se assim uma escrita arrojada e um experimentalismo vibrante que não compromete uma clara tendência pop. Gooey e Standing In The Dark EP foram lançados numa colaboração entre a pontiaq e a editora britânica Street Mission Records com distribuição pela PIAS.

Sobre as suas escolhas para esta Mescla disse-nos: “Há centenas de músicas portuguesas que foram preciosas para mim. Decidi não ser eclético e enumerar algumas que foram importantes, num período específico da minha vida. Quando era teenager, andar de skate era o que eu fazia 90% do tempo em que não estava nas aulas. A maioria do pessoal que skatava, na altura em que eu comecei era mais velho e tinha gostos musicais bem mais específicos do que a malta da minha idade. Foi com os discos e cassetes que eles me emprestaram que eu descobri o punk e o hardcore, para mim foi uma autêntica revelação, aquela energia bateu-me de uma maneira difícil de descrever e a simplicidade daquelas canções fez-me acreditar que fazer algo daquele género estava ao meu alcance. Aprendi a tocar bateria para tocar na banda dum pessoal que já andava no liceu e aprendi a tocar guitarra para tocar na banda do dono da skateshop lá de Viseu. Este estilo fez-me interessar-me a sério por música e fez-me querer tocar instrumentos. Apesar da maior parte das canções que rodavam nessa altura serem americanas, houve muitas portuguesas que me marcaram, aqui vão alguns exemplos.”

Fica com a sua seleção de 10 músicas, aqui:

x-acto, “I Walk Proud”
Sannyasin, “Life Stops The Breathing Song”
Pointing finger, “Your Words, Your Actions”
Funny Bunny, “I Want To Piss In Peace”
Gibberish, “Frozen Match”
MAD, “O Pão Que O Diabo Amassou”
New winds, “In Your Eyes”
Inkisição, “Disposição Para A Humanidade”
Simbiose, “Tear Our Soul Apart”
Falling Down, “I Love Thine”
Fotografia de Joana Esteves
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