Pedro Pode já foi MC de hip hop e baterista de uma banda de metal, mas trocou o rap pelo canto e a bateria pela guitarra, e começou a compor canções. Ganhou notoriedade enquanto líder dos doismileoito, e agora reinventa-se como S. Pedro.

O disco O FIM, editado em 2017, marca o inicio de um trabalho pessoal e transmissível, feito de canções simples, histórias quotidianas e letras que nos fazem sorrir e pensar. Canções nas quais nos reconhecemos, com versos que ficam a ressoar, alguns na ponta da língua. Métrica redonda, recorte clássico e pop diletante onde se busca o essencial, até porque “é o bis, encore que torna feia a canção”.

Em 2018 lançou um novo single, “Apanhar Sol“. Pop alegre, elegante e sofisticada, uma letra crítica e atenta à espuma dos dias. O contato e os olhos nos olhos ao invés da mediação digital e do ecrã como espelho fosco da alma, no fundo, o conhecimento adquirido pela prática, pela tentativa e erro,  é uma das temáticas caras a S.Pedro. O regresso faz-se com a edição do novo disco em setembro de 2019, com selo NorteSul/Valentim de Carvalho. MAIS UM é o novo disco de S. Pedro, que confirma tudo o que pensávamos sobre ele e acrescenta mais algumas pistas sobre a consolidação e projecção da sua carreira.

Quanto à sua seleção para esta mescla, disse-nos que: “Esta é a lista que não me compromete. São músicas que gosto bastante e, possivelmente, influenciam a música que faço.”

Fica com a sua seleção de 10 músicas de autores portugueses, aqui:

TV Rural, “Correr de Olhos Fechados”
Norberto Lobo, “Mudar de Bina”
Jorge Cruz, “Nada”
Ovo
9 Miller, “Golpe Baixo”
Carlos Paredes, “Verdes Anos”
Primitive Reason, “Seven Fingered Friend”
Pedro Malagueta, “Era Uma Vez… O Espaço”
Eduardo Nascimento, “O Vento Mudou”
Fausto, “Por Este Rio Acima”

Fotografia da cortesia do Pedro Pode

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