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Mescla com Sebastião Antunes

A mescla desta semana chega-nos pelas mãos de Sebastião Antunes.

@Rita Carmo

Sebastião Antunes, nasceu no ano de 1967 em Castelo Branco. Mentor, compositor, letrista e intérprete da banda Quadrilha.
Com uma carreira que se estende por mais de três décadas, Sebastião Antunes é um nome incontornável da música popular portuguesa. O início do seu percurso musical deu-se com o grupo Peace Makers, a que se seguiu o projeto Quadrilha, com o qual editou mais de uma dezena de álbuns.
Formada em 1991, a Quadrilha é uma banda portuguesa cujo estilo resulta da fusão de elementos da música tradicional portuguesa e da música Celta.

Esta é a lista de 10 músicas de autores portugueses que o artista partilhou connosco, com algumas notas que justificam as suas escolhas:

Manuel Freire - "Pedra Filosofal"

“Haverá maneira mais bonita de contar a história da humanidade do que estas palavras de António Gedeão? O que me fascina neste tema é a espetacular forma como o Manuel Freire inventou uma melodia para estas palavras tão carregadas de verdade e sabedoria. Entre a poesia e a prosa canta-se o quanto pode um sonho. Uma forma de dizer no final dos anos 60, onde a censura tinha mão pesada, que se tudo o que foi sonhado um dia chegou, a liberdade também haveria de chegar. É uma canção muito grande e uma obra prima da musicalidade da língua portuguesa.”

José Afonso - "Traz Outro Amigo Também"

"Estejas onde estiveres vem comigo. Há sempre lugar para mais um quando se trata de acreditar que é possível. É uma cantiga de esperança e a esperança é o que nos transporta para o futuro. Quando comecei a ouvir a obra de José Afonso descobri um futuro interminável naquelas palavras e melodias. Quando escutei Traz Outro Amigo Também quis ir e fui. Nunca mais deixei de ouvir esta música para não me esquecer de acreditar que na paz todos somos bem-vindos e na liberdade todos fazemos sentido."

Sérgio Godinho - "O Primeiro Dia"

"O primeiro dia para mim é uma conversa que cada um tem consigo mesmo. Todos os dias são o primeiro dia das nossas vidas, não há dúvida, mas para um adolescente é uma descoberta fantástica. Guardo este tema nos favoritos da minha caminhada como quem traz uma pérola escondida.  Decifrei-lhe os acordes um por um e orgulhosamente fechado no quarto da minha juventude e tocava-a como se mais ninguém a soubesse tocar. Uma companheira de juventude que se guarda para todos os outros primeiros dias."

Jorge Palma - "O Lado Errado da Noite"

"No tempo em que estas canções tinham direito a mainstream, lembro-me do verão de 1985 em que passámos muitas tardes a jogar em casa de um dos amigos, pois não havia muito mais para fazer. A rádio estava sempre ligada e quando ouvi esta música, percebi logo a sua história. Se por um lado aquela verdade me fazia doer, por outro, dava-me o conforto de entender a maneira de comunicar. A Amélia, é o retrato de tantas raparigas que vêm do interior em busca de uma vida melhor e a coisa escorrega para as teias da noite. Esse disco haveria de ser provocador de um dos momentos que definiu bem a minha vida. Quando apresentei o vinil aos meus amigos, perguntaram-me que disco era aquele, e porque não tinha eu comprado uma coisa que desse para todos curtirem...”

Miguel Araújo - "Os Maridos das Outras"

“É um tipo de humor que eu admiro muito. Verdades ou não, são aquelas músicas que nos fazem rir e lhe damos sentido nem que seja por aquela malvadez que de vez em quando se inventa. Escrever bem e a sorrir é como inventar uma arte mais leve.”

José Mário Branco - "Qual é a Tua, ó Meu?"

“Como se não bastasse ser um excelente texto de intervenção, ainda temos o prazer de o ver construído com nomes de zonas de Lisboa. Assim o texto ganha uma segunda espetacularidade.”

Trovante - "Travessa do Poço dos Negros"

“Gosto muito desta maneira de contar uma das mil histórias do início do fato. Este narrar de uma dança dolente que se arrasta pela noite fora, ao som do gemido das cordas que amarram os barcos ao cais.”

Rui Veloso e Carlos Tê - "A Ilha"

“A ilha não é bem uma ilha como as outras, tem decote, lê Fernando Pessoa e às vezes também faz um poema. Afinal todos temos beleza e merecemos respeito. E mesmo aqueles que fazem a vida a esperar veleiros perdidos, têm uma dignidade. O tema narra um encontro e também nos diz que em alguma vez veleiros perdidos somos todos."

Xutos & Pontapés - "O Mundo ao Contrário"

“Os Xutos e Pontapés são grandes contadores de histórias e parece que falam sempre de cada um de nós, tal é a maneira como se referem às vidas de cada um. Por isso, cada música dos Xutos parece uma música de todos nós. O mundo ao contrário, é aquele momento das relações pelo qual ninguém gosta de passar a noite em claro, já não há palavras, vou ou não vou, já terminou ou ainda não? Há muito conhecimento do ser humano nas letras deste grupo.”

Fausto - "Foi por Ela"

«Já ouvi pessoas dizerem que é uma das mais belas canções de amor de Fausto. Provavelmente sim, mas não por uma mulher, como tenho ouvido dizer. Ela é a Europa, se olharmos bem para o álbum onde está inserido este tema "Para além das cordilheiras". As cordilheiras são os Pirineus e o tema "Foi por Ela" é um fantástico poema sobre tudo o que este país tem que fazer para ser parte integrante de um mundo mais sofisticado, segundo a visão do cantautor Fausto. Assim, o Portugal apaixonado para bem parecer junto da bela dama Europa vai ter de se enfeitar de agasalhos em vez daquela manga curta colorida. É um tratado de poesia da melhor. Até as questões religiosas lá estão..."com tanto santo milagreiro todo o ano, foi por milagre que eu até nasci profano".»

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