The Dirty Coal Train são um power trio de instrumentos amaldiçoados que debitam decibéis de inspiração no DIY do punk, no garage dos 60 e no cinema de série B onde coabitam com monstros, vampiros, psicopatas, ovnis e demais parafernália.

Durante os anos que separam a sua infância da maioridade, Ricardo Ramos e Beatriz Rodrigues sonharam e almejaram entrar para o restrito grupo de eleitos criadores ficando presos nas garras da distância e dos ventos desoladores da sua terra natal, Viseu. Nos últimos sete anos percorreram as terras e meios dos eleitos de modo independente conhecendo inúmeros artesãos do processo criativo com quem partilhavam o amor e empenho pela arte (por vezes eram por esta mesma razão denominados de "amadores") e aprenderam que procuravam encarnar um termo distante e para eles vazio. Assim, optaram por caminhar esse mundo paralelo onde foram aceites como iguais, esse mundo que separa criadores reconhecidos de amadores… os eleitos dos freaks!

Estas são as 10 escolhas da música portuguesa que os The Dirty Coal Train partilharam connosco:

Suave, “coração de amante”

O nosso crooner rockeiro favorito, grande músico e amigo do coração!

Twist Connection, “Who are these people?”

Mais um grande disco dos Twist Connection com o grande Carlos Mendes que dispensa quaisquer apresentações!

Volcano Skin,  “Let Me State The Obvious Once Again”

Mais um belíssimo álbum desta banda tanto pelo conteúdo como pela arte. Procurem-nos.

Conan Castro and the Moonshine Piñatas – “Puerto Anapra”

Formados em 2014, emergiram na cena musical barreirense com o único e humilde objectivo de gravar um tema para integrar a compilação anual do blogue garage-punk-rock “Baixa Isso, Olha os Vizinhos”. Muita energia estes rapazes!

Os Tubarões – “Poema do Homem Rã” 1967

Possivelmente a primeira banda rock de Viseu (de onde somos) e que esteve no activo entre 1963 e 1968 com muitos concertos por esse Portugal fora, com participações em importantes concursos e festivais da época!

Cabeça de Peixe – “Root Canal” OUVE AQUI

Banda do Bruno e da Ana Banana (que toca sax connosco de vez em quando em Dirty), das coisas mais giras em português que ouvimos nos últimos anos.

Nuno Rebelo – “Deixou​-​se Beijar (E Sabia Coisas)” OUVE AQUI

Depois dos Street Kids e dos Mler Ife Dada o Nuno rebelo assinou uns belos discos a solo numa onda mais experimental.

Major Alvega – “Paz D’Alma”

Infelizmente os Major Alvega de Viseu nunca editaram nada para além de demos. Foram a par dos Dead Corporation uma das maiores influências pois eram as bandas que víamos ao vivo na nossa adolescência juntamente com 3 bandas de fora que nos brindavam com a sorte de podermos ir aos seus concertos: Tedio Boys, Great Lesbian Show e More Republica Masonica.

Puny – “today I saw the most beautiful portrait of a debacling… question mark” OUVE AQUI

Banda de onde saíram o Ricardo e Rodrigo que estiveram na génese de the dirty coal train. O som andava mais num lo-fi pop experimental.

Subway Riders – “fly” OUVE AQUI

Um dos grandes albuns “perdidos” da musica portuguesa editado finalmente pela Garagem Records em 2014. Gravado por Rodrigo Paulino (dos Puny e ex-The Dirty Coal Train) e com a banda nesta altura em versão trio: Carlos Dias – Voice , screams, Lyrics, guitar , harmonica, orchestral conduction, blood brother; Victor Torpedo – best guitar in the world, voice , blood brother e Paulo Furtado – voice, drums that includes: “spider attack movement” , “special chair big fall” and the great “screen-wiper minimal”, blood brother.

Fotografia de Sérgio Lemos

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