Durante os dias 26, 26 e 28 de julho, Palmela recebe o primeiro festival de artes de rua em Portugal, depois da Expo’98, que microFIAR – Artes de Rua e Circo Contemporâneo, conta com diversos espetáculo de teatro, performances, dança e de circo contemporâneo.

“Fiar é tecer, construir com amor e dedicação, é juntar pessoas para um objectivo comum, dar-lhes ferramentas e asas. Fiar é também entregar com confiança, e assumir a responsabilidade por algo ou alguém”, assim se define o FIAR, Centro de Artes de Rua. Criado em 2000, para assegurar a continuidade do festival de artes de rua, o FIAR é hoje uma estrutura profissional de programação, criação, formação e promoção das artes no espaço público.

A Morte da audiência de Bruno Humberto pela lente de ©Jesus Ubera

Na edição deste ano, o FIAR, juntamente com a Câmara Municipal de Palmela, convocam as pessoas às ruas do município para diferentes espetáculos  para todos os gostos. A abertura oficial do microFIAR, está ao encargo de Alexandre Nobre, que apresentará Vinha e Fé – Vindima tradicional, um processo, na Adega da Casa de Atalaia. Mais tarde, no dia 26, Rafael Alvarez, apresentará o laboratório de criação coreográfica, com Wave Dance Lab + 55 anos, no Cineteatro S. João, que logo a seguir terá em cena A Morte da Audiência, do encenador e performer Bruno Humberto.

No sábado, dia 27 de julho, o Polo de Formação FIAR com Inês Oliveira e Graça Ochoa, começam o dia com oficinas dos Ares e de Clown, uma aula aberta no Cineteatro São João. A Adega da Casa da Atalaia, recebe a peça de Nuno Nunes, Boca Ilha – O Rosto que Ninguém Vê. Miguel Castro Caldas, leva até à Escola Básica Joaquim José de Carvalho, a performance Folheação. Mais tarde, no Lavadouro de Santa Ana, Tiago Vieira, apresenta a perfomance de dança, Julieta Bebe uma Cerveja no Inverno. Finalizando o segundo dia do microfestival, Bruno Humberto e Rui de Almeida Paiva, apresentam A Vila, um teatro musical, no Cinetratro São João.

O último dia do microFIAR, começa com a leitura encenada de Um Ponto que Dança, com Sara Anjo, no Auditório da Biblioteca Municipal de Palmela. Ao início da tarde, Dulce Duca, apresenta, informalmente, Sweet Drama, um espetáculo de circo contemporâneo na Rua de Olivença. Ao final da tarde, no Largo da Boavista, será possível apreciar a Toca, a instalação e performance de Cátia Terrinca. Joãozinho da Costa junta-se a Rui Catalão para A Rapariga Mandjako, um espetáculo que junta o teatro e a dança no Pátio da Adega da Casa de Atalaia. O microFIAR vê a edição este ano encerrada, com Sopros, um espetáculo de circo contemporâneo de Dolores de Matos e Luciano Amarelo, com dramaturgia de João Pedro Azul.

FIAR/CAR é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, com o apoio da Câmara Municipal de Palmela

Texto de Rita Matias dos Santos
Fotografia de Alipio Padrilha

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