Depois de em dezembro de 2019 ter saído a administração do Centro Cultural de Belém (CCB) por sua vontade, Miguel Honrado iniciou funções enquanto Diretor Executivo da Orquestra Metropolitana de Lisboa no passado dia 3 de fevereiro. Num comunicado de imprensa enviado no dia 4, o diretor afirma o “motivo de inexcedível orgulho” que é, para si, “servir doravante” a causa da Metropolitana.

“A vivência e fruição culturais conheceram, nas últimas décadas, enorme desenvolvimento e transformação. A experiência cultural, cada vez mais exigida pelos cidadãos, é aquela que lhes reserva uma participação ativa e lhes permite ocupar o centro da ação cultural. A progressiva conversão do conceito de democratização cultural em democracia cultural, foi o corolário deste apaixonante processo”, começa por dizer Miguel Honrado no comunicado enviado à imprensa.

É dessa “transformação” e de um “percurso notável” que, acredita, a AMEC | Metropolitana tem sido “um brilhante protagonista”. “Fruto do apaixonado empenhamento de uma vasta equipa, verdadeira personificação do seu prestígio e excelência, ergue-se uma originalíssima construção fundada na transmissão do conhecimento musical e artístico em que conhecimento e prática, transmissão e aprendizagem, envolvem e desafiam o público como experiência cultural marcante e diferenciadora”, continua.

Recorde-se que Miguel Honrado ocupou durante oito meses o cargo de vogal do conselho do CCB, instituição para a qual foi a propósito da substituição de Luísa Taveira, e transmitiu no final do ano passado à ministra da Cultura a vontade de renunciar ao seu mandato. Em declarações ao Público aquando da sua renúncia, Honrado disse que não se revia “na orientação do projeto do CCB” e confirmou ao Expresso que iria substituir António Mega Ferreira na Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Miguel Honrado licenciou-se em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, frequentou a pós-graduação em Curadoria e Organização de Exposições pela ESBAL/Fundação Calouste Gulbenkian e exerce, desde 1989, a sua atividade profissional nos domínios da produção e gestão cultural. Entre 2003 e 2013 foi professor convidado da Universidade Lusófona do Porto, responsável pelo Seminário de Políticas Culturais, integrado no Mestrado em Gestão Cultural, e entre 2006 e 2012 professor assistente da Escola Superior de Teatro e Cinema.

O novo Diretor Executivo da Metropolitana integrou o Conselho Consultivo do Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência – Descobrir, entre 2012 e 2015. Entre 2007 e 2014 foi Presidente do Conselho de Administração da EGEAC e desde janeiro de 2014 foi Presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional D. Maria II até, em abril de 2016, ser nomeado para Secretário de Estado da Cultura, cargo que ocupou até 2018. É membro do Conselho Consultivo da Arteemrede desde 2019.

Texto de Carolina Franco
Fotografia de Manuel Nägeli disponível via Unsplash

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