De 25 a 31 de Maio, o Festival de Animação de Lisboa, a MONSTRA apresenta-se como #MONSTRAemCASA, celebrando os seus 20 anos, numa edição online com exibição das competições de curtas-metragens.

“É uma outra forma de comemorarmos os nossos 20 anos e de levarmos a todos os mais recentes e os melhores filmes de animação do Mundo. Esta é a primeira parte de um festival que pretendemos que possa decorrer nas salas de cinema no final de Setembro, onde, para além de todas as retrospectivas apresentaremos a competição de longas-metragens”, diz Fernando Galrito, Director Artístico, na página do Festival.

Na #MONSTRAemCASA, que decorrerá na plataforma Kinow, vão ser exibidos 169 filmes, soma dos que competirão nas Curtas, Curtíssimas (filmes até 2 minutos), Curtas de Estudantes e na SPA Vasco Granja.

Nas Curtas, estão Selecção Natural (Bósnia – Herzegovina, 2019,10′), de Aleta Rajic, sobre uma Mulher-Veado que “trabalha como peça de exposição profissional num museu onde está pendurada na parede”; Mancha (França, 2018, 5′), de Donato Sansone, em cuja descrição se lê “No início era a Nódoa. Um pincel revela um ser de guache”; Assim Mas Sem Ser Assim, (Portugal, 2019, 10′), de Pedro Brito, um rapaz, “incentivado pelo pai”, “lança-se na aventura de conhecer os vizinhos”; Lua Azul (Bélgica, 2018, 4′), de Charlotte Dossogne, a “evocação da última noite do trompetista Chet Baker, em Amesterdão, a 12 de Maio de 1988”; Amor Profundo (Ucrânia, 2019, 14′), de Mykyta Lyskov, “um amor profundo” que “finalmente aconteceu na Ucrânia”; Paralelos em Série (Hong Kong, Alemanha, 2019, 9′), de Max Hattler, uma “animação experimental” que “retrata a paisagem urbana de Hong Kong pela perspectiva conceptual da película cinematográfica”; Sonhos Ilustrados (Japão, 2019, 10′), de Koji Yamamura, uma “situação” que “rapidamente tornou-se perigosa quando o pintor Kuwagata Keisai adormeceu enquanto esboçava uma carpa e, no seu sonho, se transformou nela”; O Malabarista (Lituânia, França, 2019, 11′), “o outro lado da vida – o lado assustador, o desconhecido, que nunca compreendemos completamente, mas que sabemos que está lá, algures, não muito longe” e Lah Gah (Suíça, 2019, 7′), de Cécile Brun, em cuja sinopse está escrito: “O borbulhar da massa/ escorre por olhos risonhos/ passando o pai e o horizonte./ Um momento íntimo, tão simples./ Pela base da frigideira para o mundo./ Mãos perdidas./ Toques perdidos./ E tentar agarrar/ O que não é tangível.”

Nas Curtíssimas, encontramos, Noite em Claro (Países Baixos, 2019, 2′), de Amiran Tchikhinachvili; Madame Horache (EUA, 2019, 2′), de Winston Gregory; Show Off (Irão, 2019, 1′), de Mahdi Barqzadegan; Vento (EUA, 2019, 2′), de Dana Sink; Amor Pé(Grande) (Itália, 2019, 2′), de Alessia Cecchet e Joshua Dean Tuthill; Pop! (Reino Unido, 2019, 1′), de Antoinette Marshall; O Meu Momento (Alemanha, 2019, 1′), de Jakob Harms; Lar Doce Lar (Reino Unido, 2019, 2′), de Maria Robertson e Harry Pearson, entre outros. Podes ver a lista completa, aqui.

A categoria de Curtas Estudantes é a que conta com mais filmes, também, de vários pontos do mundo. Podes ver a lista completa, aqui. Na competição portuguesa SPA – Vasco Granja, encontra-se To You on the Eve of Isolation (2019,3′), de Óscar Ferreira; A Mãe de Sangue (2019, 6′), de Vier Nev; Maré (2019, 14′), de Joana Rosa Bragança; Ode à Infância (2019, 7′), de João Monteiro e Luís Vital; Ødelagt (2019, 2′), de Eduarda Duarte; O Peculiar Crime do Estranho Sr. Jacinto (2019, 11′), de Brun Caetano; Catarse (2019, 2′), de Margarida Roxo Neves e Tiago Gomes; Nestor (Portugal e Reino Unido, 2019, 6′), de João Gonzalez; Assim Mas Sem Ser Assim (2019, 10′), de Pedro Brito; Cruelty Free (2018, 1′), de Cristiane Reis; Purpleboy (Bélgica, França e Portugal, 2019, 14′), de Alexandre Siqueira; Half Love (2019, 2′), de Inês Rodrigues; e Tio Tomás, a Contabilidade dos Dias (França, Canadá e Portugal, 2019, 13′). Aqui, tens acesso à informação mais detalhada.

A #MONSTRAemCASA, propõe, ainda, seis masterclasses, pelas 18h00. No dia 25, é a de Arnaldo Galvão, realizador e produtor brasileiro, que tratará o tema “100 anos de Animação Brasileira”. No dia 26, Christophe Héral, compositor francês, partilhará os seus conhecimentos sobre música e animação, a partir da longa-metragem Le Voyage du Prince, de Jean François Laguionie, que estará em competição em Setembro, no Cinema São Jorge. Poderemos pensar a relação entre a animação e a educação, com o professor e realizador Burak Sahin, da Turquia, no dia 27. Eduard Puertas Afruns, realizador catalão, será o responsável pelo tema de dia 28, stop motion. A masterclass do dia 29, orientada pelo realizador alemão Raimund Krumme, tratará o desenho e o espaço no cinema de animação, e a de dia 30, pelo actor e professor estadunidense Ed Hooks, cuja exposição abordará o acting na animação.

O Festival passará, também, pela RTP2. No dia 30 e 31 de Maio, entre as 8h00 e as 13h00, serão exibidos diversos filmes da edição Monstrinha Pais e Filhos.

“Desde 2000, a MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa tem como grande objetivo celebrar a transversalidade artística, promover o encontro entre pessoas de diferentes artes e transmitir novos olhares estéticos, usando como base a linguagem mais pluridisciplinar que conhecemos: o Cinema de Animação”, escreve Fernando Galrito. À solta, a MONSTRA, nascida na capital, tem crescido na itinerância anual pelo país, percorrendo mais de 40 cidades, e pelo mundo, partilhando imagens em mais de 151 cidades dos cinco continentes.

Podes comprar a acreditação para os filmes, aqui, e para as masterclasses, aqui.

Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Cartaz disponível na página de Facebook do Festival MONSTRA