A concessão do mosteiro de São Salvador de Travanca, fundado no século XII, em Amarante, foi adjudicada ao empresário francês Jean-Claude Frederic Frajmud que o vai transformar num hotel com 40 quartos, anunciou fonte governamental no dia 7 de fevereiro.

“Foi concluído mais um concurso Revive (programa dos Ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais), relativo ao Mosteiro de S. Salvador de Travanca, em Amarante (distrito do Porto), tendo sido adjudicado a Jean-Claude Frederic Frajmund, de nacionalidade francesa, para a instalação de um estabelecimento hoteleiro”, lê-se num comunicado divulgado no mesmo dia pelo gabinete do Ministro de Estado, da Economia e Transição Digital.

Depois de em agosto de 2019 ter sido aberto o concurso público para a concessão do mosteiro, no âmbito do programa Revive, o governo anunciou o seu novo proprietário. De acordo com o site do governo português, o vencedor do concurso “compromete-se a pagar uma renda anual de 27.618,00 euros, para a instalação de um estabelecimento hoteleiro de 4 estrelas, com cerca de 40 quartos” no imóvel que “será congestionado durante 50 anos para exploração para fins turísticos”.

O mosteiro românico beneditino fundado no século XII, que faz parte do percurso cultural da Rota do Românico, vai ser transformado num projeto turístico que deverá “aliar a história do imóvel e o ambiente medieval, ao conforto e sofisticação da modernidade, com uma componente de saúde e bem-estar”, lê-se no comunicado.

A abertura da unidade hoteleira está prevista para o início de 2023 e o vencedor do concurso comprometeu-se a pagar uma renda anual de “27.618 mil euros, para a instalação de um hotel de quatro estrelas, com cerca de 40 quartos”.

O imóvel, que está situado no fundo de um vale e envolvido por inúmeras quintas características da região Norte do país, vai ser concessionado durante 50 anos para exploração para fins turísticos.

O mosteiro de São Salvador de Travanca é um dos 33 imóveis incluídos na primeira fase do Revive, um programa que tem o objetivo de “valorizar e recuperar o património sem uso”, bem como “reforçar a atratividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país”, explica o Governo.

“Este imóvel é o 13º a ser adjudicado no âmbito do Programa Revive, o qual representa já um total de 114,5 milhões de euros de investimento na recuperação de património público e cerca de 2,4 milhões de euros em rendas anuais.

O Programa Revive é, como o próprio nome indica, um programa do Governo cuja finalidade é abrir “o património ao investimento privado para o desenvolvimento de projetos turísticos, através da concessão da sua exploração por concurso público”, citando a descrição do mesmo no site oficial.

“Pretende-se, com esta iniciativa conjunta dos Ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças, promover e agilizar os processos de reabilitação e valorização de património público que se encontra devoluto, tornando-o apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística, promover o reforço de atratividade dos destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento do turismo nas várias regiões do país, gerar riqueza e postos de trabalho, concorrendo, assim, para a coesão económica e social do território”, pode ler-se na mesma descrição.

O programa integra, atualmente, um total de 49 imóveis, dos quais 21 se localizam em territórios do interior. Estão abertos os concursos para a concessão do Palacete dos Condes Dias Garcia (São João da Madeira/Aveiro), Quinta do Paço de Valverde (Évora) e Forte da Barra de Aveiro (Ílhavo).

Sabe mais sobre o Programa Revive, aqui.

Texto de Lusa e Carolina Franco
Fotografia de António Amen disponível via Wikimedia

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