A Câmara Municipal da Guarda vai assinalar o Carnaval com iniciativas que serão transmitidas no domingo, nas plataformas digitais, e que recordam atividades realizadas em anos anteriores no âmbito da ação “GuardaFolia”.

O Carnaval da Guarda tem anualmente no Domingo Gordo o seu auge de festejo com o Desfile e Julgamento do Galo, mas este ano “não vai sair à rua como habitualmente” devido à pandemia causada pela covid-19.

Devido ao atual contexto, a autarquia explica em comunicado hoje enviado à agência Lusa que “optou por assinalar a iniciativa ‘online’, de uma forma simbólica, através da plataforma TMG360º e das redes sociais do município da Guarda”.

“Assim, no próximo domingo, dia 14 de fevereiro, para além de recordarmos edições anteriores das Tabernas do Entrudo, do Desfile das escolas, do teatro de revista ou da FunRun nas ruas da cidade, ao final da tarde haverá o lançamento de um ‘Medley do Desfile e Julgamento do Galo’, onde se destacam as entrevistas de dois encenadores que já dirigiram artisticamente o Julgamento do Galo: José Rui Martins e Graeme Pulleyn”, refere a fonte.

Segundo a autarquia, no mesmo vídeo também serão incluídas imagens de bastidores, “com o ‘making of’ dos carros alegóricos das freguesias e dos disfarces dos foliões”.

O município da Guarda adianta que, “ainda em 2021”, o Julgamento do Galo, “com as devidas adaptações, poderá ser integrado num eventual programa de verão”.

A autarquia da cidade mais alta do país acrescenta que “está a criar um espetáculo de rua assente neste costume que junta duas tradições seculares das aldeias do concelho da Guarda: a queima do Entrudo e o jogo do galo”.

O Desfile e Julgamento do Galo costumam atrair todos os anos “milhares de pessoas” à cidade da Guarda.

No desfile e no espetáculo de rua “participam centenas de pessoas entre as freguesias do concelho da Guarda, músicos, atores e outros foliões”, lê-se.

“’Online’ ou não, a GuardaFolia está viva e apenas aguarda que seja tempo de voltar à rua”, remata a autarquia na nota.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.368.493 mortos no mundo, resultantes de mais de 107,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 15.034 pessoas dos 781.223 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Texto de Lusa

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