Começou ontem, mas prolonga-se até dia 26 de setembro. A 7.ª edição do “Muscarium”, festival de artes performativas organizado pela companhia teatromosca, compõe-se de dança, teatro, música e performance e tem como objetivo “espalhar a cultura um pouco por todo o concelho” de Sintra, afirma uma nota do coletivo.

A abertura do festival, que decorreu ontem, esteve a cargo da fadista Gisela João, nos jardins da Quinta da Regaleira. Para hoje, às 21h, no AMAS – Auditório Municipal António Silva, está prevista a peça “Noites Brancas”, uma adaptação do romance homónimo de Fiódor Dostoiévski,pelo Teatro Art’Imagem.

No sábado, às 16h, na Casa da Cultura Lívio de Morais, em Mira Sintra, os mais pequenos poderão assistir ao espetáculo “Semente”, da RUGAS Associação Cultural, estrutura sintrense que privilegia a criação performativa multidisciplinar. No dia seguinte, às 21h, o AMAS enche-se de ritmo angolano com Domingos Conceição, mais conhecido por Azulula. “Este será um concerto que explora artes visuais e sonoras, com o objetivo de manter viva uma tradição musical que está em vias de extinção”, de acordo com a organização. A primeira leva de atividades termina depois na Quinta da Ribafria, em Sintra, dia 19, às 18h, com “Iceberg, O Último Espetáculo”, criação para a infância produzida pela Peripécia Teatro que a companhia descreve como não sendo para “meninos de coro, com corações sensíveis e de fácil melindre, habituados a cadeiras estofadas”.

O Muscarium regressa depois no dia 24 de setembro, com Scúru Fitchádu, alter-ego de Marcus Veiga cujo funaná punk invadirá o Largo da República em Agualva. A entrada é gratuita. No dia seguinte, será a vez do Centro Lúdico das Lopas, em Agualva, de albergar mais um espetáculo intitulado “Somos Pessoa!”,pel’As Contadeiras, às 16h. “Aqui, a vida e obra de Fernando Pessoa é contada a partir de uma estrutura narrativa e linguagem teatral pouco convencionais”, explica a organização.

No dia 26 de setembro, pelas 16h, haverá uma nova produção com entrada gratuita: “Sómente” pelo Teatro Só, no Largo Rainha Dona Amélia – Palácio de Sintra. A companhia traz consigo “um espetáculo poético que reflete sobre a solidão na velhice e que venceu diversos prémios internacionais”. Ainda no último dia de festival, há espaço para o coletivo canadiano Mammalian Diving Reflex apresentar a performance “Sexo, Drogas e Criminalidade”, às 21h, no AMAS. A obra resulta do trabalho de uma semana de residência artística desta companhia com um grupo de jovens da comunidade maiores de 16 anos.

Sobre a relevância deste projeto, o diretor artístico do Muscarium, Pedro Alves afirma que “este é um espetáculo que dá continuidade ao trabalho que a companhia tem vindo a fazer junto dos públicos jovens ao longo dos últimos anos e que tem levado a reflexões sobre os modos como a juventude é socialmente representada e também como se representa, promovendo a Arte como ferramenta de aprendizagem impulsionadora de novos olhares e abordagens sobre o mundo contemporâneo”. De acordo com informação divulgada pela organização, a apresentação final envolverá um painel de artistas conhecidos do grande público, aos quais os jovens farão todo o tipo de perguntas, com foco nestas questões fraturantes que dão título ao espetáculo. “A ideia será obter perspetivas diferentes sobre estas temáticas, tendo por base as lacunas entre as várias gerações”.

A programação completa e informações sobre bilheteira estão disponíveis no site da companhia teatromosca.

Imagem via website Muscarium

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