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Museu do Holocausto quer investir no ensino e na formação de educadores

Já está de portas abertas o primeiro espaço museológico da Península Ibérica dedicado ao Holocausto….

Texto de Sofia Craveiro

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Já está de portas abertas o primeiro espaço museológico da Península Ibérica dedicado ao Holocausto. O novo Museu, que foi inaugurado na Cidade Invicta, irá investir no ensino e na formação profissional de educadores, bem como na promoção de exposições, encorajando e apoiando a investigação.

A ideia é fomentar o conhecimento relativo à tragédia ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial. Neste sentido, está já agendado, no dia 20 de setembro, um curso para professores que terá a presença de sobreviventes do Holocausto e de representantes de outros museus dedicados ao tema.

No Museu do Holocausto pode ser vista uma reprodução dos dormitórios de Auschwitz, assim como uma sala de nomes e um memorial da chama. O novo espaço tem ainda área de cinema, sala de conferências, centro de estudos, corredores com a narrativa completa e, à imagem do Museu de Washington, fotografias e ecrãs exibindo filmes reais sobre o antes, o durante e o depois da tragédia.

A intenção passa por retratar “a vida judaica antes do Holocausto, o nazismo, a expansão nazi na Europa, os guetos, os refugiados, os campos de concentração, de trabalho e de extermínio, a Solução Final, as marchas da morte, a libertação, a população judaica no pós-guerra, a fundação do Estado de Israel, vencer ou morrer de fome, os justos entre as nações”, segundo nota divulgada pela organização.

O Museu acolhe também documentos e objetos deixados pelos refugiados na Sinagoga do Porto durante a Segunda Guerra Mundial. O acervo inclui dois Sifrei Torá (rolos da Torá) oferecidos por refugiados que chegaram à cidade com as suas vidas desfeitas.

O espaço é tutelado por membros da Comunidade Judaica do Porto, cujos pais, avós e familiares foram vítimas dos nazis na Segunda Guerra Mundial. A construção contou com um donativo “substancial” de uma família sefardita portuguesa do Sudeste da Ásia que foi vítima de um campo de concentração japonês durante a Segunda Guerra Mundial, de acordo com os mesmos responsáveis.

Josef Lassmann, membro da Comunidade Judaica do Porto, citado na nota de imprensa, diz esperar “milhares” de turistas este verão e prevê a visita de “cerca de 10 mil” estudantes ao longo deste ano.

As visitas podem ser realizadas entre as 14h30 e as 17h30 e terão entrada gratuita até junho deste ano.

Texto por Sofia Craveiro com Lusa
Fotografia via Unsplash

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