A entrega de prémios de boas práticas na área da acessibilidade física, social e cultural Acesso Cultura 2019 decorreu no dia 20 de junho no Atelier-Museu Júlio Pomar. Até 23 de junho a associação cultural continua a abrir ao público bastidores e a promover debates, como tem feito desde o dia 17. 

De acordo com a diretora executiva da Acesso Cultura – Associação Cultural, Maria Vlachou, esta semana é organizada para “promover a reflexão e uma maior consciência” em torno do que é o acesso à cultura, nas suas várias vertentes. “O nosso compromisso é fomentar uma participação cultural mais democrática e plural”, disse à Lusa.

Este ano, foram recebidas 31 candidaturas e aceites 29, que se encontravam até antes de ontem na lista final deste prémio para que o júri distinga as boas práticas na área da acessibilidade cultural. O prémio de Acesso Integrado, que abrange as vertentes física, social e intelectual, foi entregue ao Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra.

O júri composto por Nuno Santos, responsável pela acessibilidade no Teatro São Luiz, em Lisboa, Paula Varanda, investigadora e gestora cultural, membro da Acesso Cultura, e a arquiteta Susana Machado, a Ondamarela (Guimarães) pelo acesso social e intelectual, a Associação de Dança e Desenvolvimento Social de Leiria pelo projeto “SOMA”, e o Espaço T- Associação para o Apoio à Integração Social e Comunitária pelo projeto “Palcos para a Inclusão” (Porto).

Foram ainda entregues duas menções honrosas à Sociedade Artística Musical dos Pousos pelo projeto “Ópera na Prisão” (Leiria), e ao Museu Henrique e Francisco Franco (Funchal), pelas suas medidas inclusivas.

Até domingo, haverá atividades em museus, palácios, teatros e outros espaços culturais nas cidades de Águeda, Coimbra, Funchal, Leiria, Lisboa, Porto, Sever do Vouga, Sintra, Torres Novas e Vila Nova de Famalicão.

Ao longo dos últimos seis anos, a Acesso Cultura tem vindo a promover iniciativas, desde ações de formação a debates, assim como as chamadas “Sessões Descontraídas”, de teatro, dança, cinema ou outro tipo de oferta cultural, que decorrem numa atmosfera “com regras mais tolerantes” quanto “a movimento e barulho na plateia”, dirigidas a públicos com necessidades especiais.

A associação trabalha em regime de voluntariado e com parcerias para promoção do acesso físico, social e intelectual à participação cultural.

Texto de Lusa e Carolina Franco
Fotografia de Mike Kotsch disponível via Unsplash

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