Novembro é o mês da COP26 e Portugal junta-se a uma série de movimentos sociais em todo o mundo com uma marcha pela Justiça Climática, no dia 6 de novembro, em Lisboa.

Em 2021, os 197 países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC), juntam-se em Glasgow para a 26º edição da COP. A COP26 realiza-se em novembro, durante duas semanas, e, por todo o mundo, estão a surgir movimentos sociais, tendo sido convocado um dia global de ação, pela coligação das organizações baseadas no Reino Unido que estão a preparar a intervenção destes mesmos movimentos.

Em Portugal, organizações de sociedade civil convocaram uma marcha em Lisboa, no âmbito da plataforma Salvar o Clima que tem organizado as marchas do clima desde 2016 Portugal, com uma Marcha pela Justiça Climática em Lisboa, no dia 6 de novembro. Em comunicado, a organização da marcha refere que, "Problemas globais requerem soluções globais. As decisões tomadas na COP26 vão moldar como os governos respondem (ou não) à crise climática. Vão decidir quem é sacrificado, quem escapa e quem lucra. Até agora, os governos fizeram muito pouco, demasiado tarde: são coniventes com as empresas e escondem-se atrás de falsas soluções verdes (“greenwashing”) que, na realidade, ainda não existem, não se adequam à escala do problema e, em muitos casos, dependem de mais exploração de pessoas e do planeta."

A marcha reivindica cortes drásticos nas emissões de gases com efeito de estufa, uma transição justa e justiça climática global. Lê-se na convocatória: “A justiça não nos será dada pelos líderes mundiais nem entregue pelas corporações. Apenas nós podemos imaginar e construir o futuro que funciona para toda a gente.”

Com início às 15h no Martim Moniz, a marcha vai percorrer a Avenida Almirante Reis e acaba com uma concentração na Alameda. Os seus subscritores são: A Coletiva, Academia Cidadã, Acréscimo, Animar, Ar Puro, Climáximo, Greve Climática Estudantil – Lisboa, Greve Climática Estudantil – Algarve, PATAV – Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos, Rede para o Decrescimento, Reflorestar Portugal, Sciaena, Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero Waste Lab.

Texto de Patrícia Nogueira
Fotografia cedida pela organização

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