O Cinema Monumental vai deixar de exibir cinema com a Medeia Filmes em 2019. O centro comercial vai entrar em obras e, até fevereiro, apenas uma das quatro salas — o Cineteatro — estará em funcionamento com sessões ao fim de semana programadas pela Medeia. 

Paulo Branco anunciou o fim da parceria e adiantou que no dia 20 de fevereiro vai encerrar oficialmente com uma homenagem a João César Monteiro. A programação alternativa ao cinema comercial vai continuar a ser feita pela sua distribuidora no Nimas, também em Lisboa, no Cine Estúdio Teatro do Campo Alegre, no Porto, no Auditório Charlot, em Setúbal, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, no Theatro Circo, em Braga, e no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra. 

Estão planeadas obras de 20 milhões de euros para a estrutura, que pretendem refazer a fachada e manter, um ano depois, as lojas, escritórios e o espaço para cinema. A mesma fonte avançou ao jornal Público que terá de ser encontrado um novo exibidor para explorar o espaço. 

As razões ligadas à descontinuação da Medeia Filmes no Monumental não têm apenas que ver com as obras. Em declarações dadas também ao jornal Público, Paulo Branco disse que não era “economicamente viável” continuarem e que era “absolutamente incomportável”, salientando uma grande quebra do número de espectadores.

Tal como o Monumental, outras salas de cinema fecharam por motivos idênticos ao longo dos últimos anos. O Cinema King, que funcionou na Avenida de Roma entre 1990 e 2013, o cinema Londres que pediu insolvência também em 2013, as salas do Centro Comercial Fonte Nova, que fechou em Benfica em 2015, e os @Cinema, que funcionaram apenas durante três anos no Saldanha Residence. 

Em Lisboa, à parte do Nimas que é da responsabilidade da Medeia Filmes, resta o Cinema Ideal, para exibir cinema independente.  

Texto de Carolina Franco
Fotografia de Medeia Filmes

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