No dia 29 de Dezembro de 2018 comemora-se o 59º Aniversário da Abertura ao Público do Metropolitano de Lisboa. A propósito deste momento, o Metro de Lisboa desafiou cinco instagramers portugueses a visitar as suas várias estações e a mostrar como é, afinal, a sua visão destes espaços que fazem parte do dia-a-dia de muitos.

O resultado pode ser visto na exposição Olhares sobre o Metropolitano de Lisboa, num conjunto de 59 fotos (não fosse este, afinal, o aniversário 59º), em plena estação do Marquês de Pombal, no corredor da troca de linhas.

Os instagramers convidados têm trabalhos distintos, muitos deles relacionados com as dimensões citadina e urbana: a @ana_gil_, o @ben.pinto, a @eyes.of.rita, a @madmenezes e o @rpmiguel. Para este projecto, os instagramers foram ainda convidados a dar um nome à série de fotografias que apresentam na exposição e a escrever um pequeno texto sobre o trabalho desenvolvido. Descobre, aqui abaixo, as palavras de cada um:

@ana_gil_
Deep thoughts
Entramos e descemos para um novo mundo. Um mundo underground onde nós, passageiros, nos abstraímos da realidade citadina e deambulamos pelos nossos pensamentos. Nessa escuridão, sonhamos, rimos. Corremos, trocamos de linha. Esperamos. Circulamos. Choramos. Subimos em direcção à saída. Voltamos à realidade.

@ben.pinto
Perdido no Metro
Após receber o convite para fotografar o Metro de Lisboa, deparei-me com um grande desafio já que sou um lisboeta que raramente anda de metro. Ao mesmo tempo que foi um desafio, foi também uma vantagem. Permitiu-me ver o nosso metro com outros olhos e o que encontrei foi algo de maravilhoso: entradas lindas, estações incríveis e uma energia única. Como instagramer gosto de me deixar perder nas cidades, deixando-me ir sem mapa, explorando o máximo possível. E foi assim que as fotos que vêem foram captadas: eu perdido no metro.

@eyes.of.rita
Mind the Gap
“Mind the gap” - em português: “atenção ao intervalo entre o cais e o comboio” - é um aviso visual ou sonoro que pretende chamar a atenção dos passageiros para os desníveis, intervalos ou vazios entre plataformas e carruagens. Neste contexto, a expressão assume-se como apelo e convite a descobrir os interstícios que por norma nos passam despercebidos - os intervalos de espaço, de tempo e de vida que escapam às horas de ponta e ao pulsar do quotidiano. Um olhar sobre um património arquitectónico e humano que tende a escapar-nos entre linhas.

@madmenezes
Num instante
Uso o Metro quotidianamente e pensava que o conhecia demasiado bem. Mas afinal, desta vez, eu estava a observar e não a usá-lo com pressa de chegar a um outro destino. Os espaços de sempre estavam lá, mas pareciam outros. Quando um tema familiar nos escapa por entre os dedos, e começamos a olhá-lo de uma forma que até então nos era desconhecida, revela-se-nos e fascina-nos como nunca anteriormente o tinha feito.

@rpmiguel
Linhas Cruzadas.
Esta é uma viagem entre vários pontos da cidade que já ultrapassou a fronteira de Lisboa. Feita em alturas diferentes e fora da rotina habitual de quem utiliza o Metro no seu dia-a-dia. Entrar nesta rede que nos transporta por baixo do solo é entrar num lugar que também é para se estar e apreciar sem pressa. Apenas à espera do próximo comboio.

A exposição pode ser visitada até dia 29 de Janeiro de 2019.

Créditos - A fotografia que ilustra este artigo integra a exposição e é da autoria da @eyes.of.rita.
O Gerador está a dar uma mãozinha ao Metropolitano de Lisboa nesta exposição.