O segundo e último álbum dos Ornatos Violeta, “O Monstro Precisa de Amigos”, faz 20 anos em 2019 e, para celebrar, estão já agendados três concertos. O primeiro no NOS Alive, a 11 de Julho, o segundo no MEO Marés Vivas, a 20 de Julho, e o terceiro no Festival F, a 6 de Setembro. 

O sucesso de “Cão!”, o primeiro álbum que tinha saído em 1997, podia já fazer prever as consequências de “O Monstro Precisa de Amigos”. A banda formada no Porto em 1991, composta por Manel Cruz na voz, Peixe na guitarra, Kinörm na bateria, Elísio Donas nos teclados, e Nuno Prata no baixo, compôs a banda sonora da vida de muitos adolescentes nascidos e criados na geração de 90. Do segundo álbum, “Ouvir Dizer”, “Chaga”, “Dia Mau" ou “Capitão Romance” ultrapassaram gerações e tornaram-se, mais do que hits, canções que se podem ouvir ano após ano com a mesma sensação de profundidade e pertença, a parecer que foram escritas para (ou sobre) nós. Experimentem procurar "Ornatos Violeta" no Gerador e vão encontrá-los nas escolhas musicais de muitas Mescla da Semana.

Após terem anunciado a separação em 2002, voltaram em 2012, também para dar três concertos; um no Paredes de Coura e mais dois nos Coliseus do Porto e de Lisboa. Desde então não faltaram pedidos para o regresso da banda ou para Manel Cruz incluir na setlist dos seus concertos a solo algumas canções dos Ornatos, para ir mantendo viva a memória.

 


“O Monstro Precisa de Amigos” contou com participações da banda portuguesa Corvos, do cantor Vítor Espadinha (uma referência para os músicos da geração dos Ornatos), e de Gordon Gano, o vocalista da banda americana Violent Femmes. No ano do seu lançamento, foi considerado o álbum do ano nos prémios Blitz, juntando ainda a este prémio o de melhor voz masculina, melhor canção ("Ouvi Dizer”) e melhor grupo português. Em 2009, a Blitz voltou a destacar o segundo disco da banda do Porto, desta vez enquanto terceiro melhor álbum dos anos 90. 

Este pode não ser um regresso da banda à cena musical portuguesa, mas vai certamente servir para reavivar memórias e fortalecer o laço que os Ornatos criaram com o público, dos anos 90 em diante. 

Texto de Carolina Franco
Fotografia de Adriana Oliveira

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